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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

TEMAS E TRILHAS – ADRIANA CALCANHOTTO:




Desde o início dos anos 90, Adriana Calcanhotto, um dos principais nomes de nossa MPB, tem sido uma das presenças mais frequentes nas trilhas de nossas novelas, principalmente embalando grandes romances de personagens inesquecíveis como Raí e Babalu de “Quatro por quatro”. Para essa tarefa convoquei mais uma vez o queridão Eddy Fernandes, presença frequente neste blog e editor-chefe da Sucursal Manaus do melão. Além de seu já conhecido talento como roteirista e ensaísta televisivo, Eddy também é um grande fã da cantora. Por isso, escolhemos cada um 5 canções na voz de Adriana Calcanhotto. Seguem nossas preferidas:



AS PREFERIDAS DO EDDY:



“MENTIRAS” em Renascer (1993):


Tema da controversa personagem interpretada por Adriana Esteves, a canção tornou-se marcante para mim graças aos versos “Eu vou escrever no seu muro / E violentar o seu rosto / Eu quero roubar no seu jogo / Eu já arranhei os seus discos / Que é pra ver se você volta / Que é pra ver se você olha, pra mim” .... A letra, vingativa e passional, talvez não tenha muito a ver com a trajetória de Mariana, mas sem dúvida, virou um ícone da novela.

“METADE” em Quatro por Quatro (1994):

Uma Adriana ainda mais melodiosa embalando um dos casais mais famosos da dramaturgia com uma das letras mais dilacerantes de que se têm notícia. A canção, executada a exaustão na novela, servia de moldura para as idas e vindas de Raí (Marcello Novaes) e Babalu (Letícia Spiller). Ainda que eu ache que ela não tem nada a ver com os personagens, devo admitir que serviu como uma luva, adicionando uma dose extra de emoção as cenas, principalmente aquelas em que os sentimentos da dupla vinham à tona, evidenciando a paixão que entre tapas e beijos, eles tentavam disfarçar.



“VAMBORA” em Torre de Babel (1998):



Guardo algumas recordações dessa que foi a primeira novela das oito que eu pude acompanhar com algum discernimento. As personagens, Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Sílvia Pfeifer), um casal, foram duramente rejeitadas pelo público, mas curiosamente tinham a minha estima. Com o passar dos anos, assistindo vídeos no Youtube e lendo a respeito da trama, pude perceber o quão grandiosas eram as duas. Não sei até que ponto a canção serviu de moldura para a história delas nem se foi executada como devia, mas vai habitar sempre o meu imaginário graças a sua letra irresistivelmente angustiante.

“MULHER SEM RAZÃO” em A Favorita (2008):

É simplesmente uma das minhas músicas preferidas do repertório recente da Adriana. Na novela, serviu de tema na primeira fase, para uma Donatela (Cláudia Raia) ainda autoritária e de temperamento explosivo. A relação com Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia) ganhava contornos ainda mais lascivos quando os versos entravam em cena. Lamento apenas que tenha sido tão pouco executada.

“CANÇÃO DE NOVELA” em Passione (2010):

Gravada especialmente para integrar a trilha da novela de Sílvio de Abreu, me parecia perfeita para o perfil apaixonado de Melina (Mayana Moura), que fazia de tudo para conquistar o amigo de infância, Mauro (Rodrigo Lombardi). Com desenrolar da novela, no entanto, a personagem adquiriu outras características que a distanciaram daquela feição inicial fazendo com que a música perdesse o sentido.


AS PREFERIDAS DO VITOR:


“NAQUELA ESTAÇÃO” em Rainha da Sucata (1990):


Foi a primeira canção interpretada por Adriana que ouvi em uma novela e até hoje minha favorita. Era tema da ingênua e problemática Mariana (Renata Sorrah) de “Rainha da Sucata” e lembro que tinha 13 anos na época, mas botava a música pra tocar sem parar em minha vitrolinha. E até hoje ouço a canção, que fala de uma partida e da solidão e esperança de quem fica, composta por Caetano Veloso, que continua muito inspiradora pra mim a ponto de gerar uma sinopse. Quem sabe um dia ela não se torna o tema de abertura de uma novela de Vitor de Oliveira? (risos)


“TRÊS” em Ciranda de Pedra (2008):



Um fato curioso é que a canção é tema de Letícia (Paola Oliveira) e já no primeiro capítulo, apresenta a personagem em uma cena linda durante uma partida de tênis, mas a primeira vez em que toca na novela mostra Otávia (Ariela Massoti) patinando. E é exatamente essa imagem que ficou em minha memória e, até pela simbologia de seu título, acho que a canção combina muito mais com a relação das três irmãs protagonistas da trama de Alcides Nogueira. Embora não seja uma canção dos anos 50, combina muito bem com a atmosfera delicada da novela.

“MALDITO RÁDIO” em Cheias de Charme (2012):

Em meio a canções popularescas da trilha sonora pra lá de kitsch, a canção faz um excelente contraponto sendo o tema de Inácio (Ricardo Tozzi) ao relembrar Rosário (Leandra Leal), seu grande amor perdido para a fama e o sucesso. Como de costume, Calcanhotto nos brinda com uma interpretação sensível e emocionante.


“DEVOLVA-ME” em Laços de Família (2000):

Adriana trouxe de volta às paradas de sucesso esse hit da Jovem Guarda que serviu como uma luva pra embalar o fim do romance da mimada Clara (Regiane Alves) com o romântico Fred (Luigi Barricelli) em “Laços de Família”. Aqui o bom rapaz já estava desencantado por sua esposa e se encantando cada vez mais pela vizinha Capitu (Giovana Antonelli). Claro que a música tocou sem parar na novela e foi uma das canções mais executadas daquele ano.


“GATINHA MANHOSA” em Passione (2010):


Aqui sobre a alcunha de Adriana Partimpim, espécie de alterego infantil, Calcanhotto resgatou outra pérola dos tempos da Jovem Guarda que na novela serviu pra embalar o romance pueril de Sinval (Kayky Brito) e Fátima (Bianca Bin), que era apaixonada pelo irmão do rapaz, Danilo (Cauã Reymond). Desiludida com a rejeição de Danilo, Fátima acaba caindo nos braços de Sinval e a romântica balada, antigo sucesso de Erasmo Carlos, revisitada por Léo Jaime nos anos 80, serviu pra embalar o romance do casal, aqui na voz de “Partimpim”.


Claro que ainda tem muita música de Adriana Calcanhotto que poderia estar nesse Top 10. Por isso, melão quer saber: quais são suas preferidas?

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LEIA TAMBÉM: 

TEMAS E TRILHAS – MARIA BETHÂNIA






sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Melão Express – Rapidinhas, mas saborosas – Ed. 13


Ø  VETERANOS COM VIDA PRÓPRIA


Justiça seja feita. Um dos pontos altos de “Passione” é o ótimo desempenho do elenco veterano. Talento dos atores à parte, Sílvio de Abreu está de parabéns, não apenas pela escalação, mas por dar a eles papéis dignos e à altura de seus talentos. Não fazem apenas papéis de pais, tios e avós preocupados com os problemas dos personagens mais jovens como na maioria das novelas. Eles têm seus próprios dilemas, seus próprios dramas e suas tramas são as mais interessantes da novela. Que prazer ver o pentágono amoroso formado por Cleide Yáconis (destaque absoluto como a safadinha Dona Brígida), Leonardo Villar, Elias Gleiser, Aracy Balabanian e Emiliano Queiroz. Genial a ideia de um casal à beira dos 90 se divorciar e começar vida nova. E nem preciso dizer o quão fantásticos são esses atores, né? Que roteirista não sonha em escrever pra eles? Quando “Passione” terminar, eles, com certeza, serão lembrados entre os aspectos positivos da novela.

Ø  ZAPEANDO PELA TV FECHADA

ü  Sempre fui fã do “Saia Justa” e acompanhei suas diferentes formações e gostava muito da formação anterior que, pra mim, era a mais plural e a que mais fazia jus ao título do programa. As divergências entre Maitê Proença e Marcia Tiburi, por exemplo, era, pra mim, um aspecto positivo e ajudava a apimentar a atração. Tenho acompanhado a atual temporada e sinto que ainda não decolou. Não que Christine Fernandes e Teté Ribeiro não sejam boas, mas ainda estão sérias demais, muito travadas. Falta alguém descontraído como Betty Lago para dar mais leveza ao debate. A ideia das participações masculinas também é ótima, mas os homens, que poderiam dar essa graça que falta às novas saias, também estão levando a sério demais os debates. Talvez seja questão de entrosamento. Vamos aguardar.

ü  Tudo bem que era uma reprise de uma temporada exibida há algum tempo, mas nada justifica o Canal Liv interromper na metade a exibição da quarta temporada de “Project Runway” subitamente e sem justificativa alguma. Tremenda falta de respeito com os assinantes, pra não dizer, bagunça.

ü  Nunca fui aficcionado pelo programa de “Oprah Winfrey”. Sei lá, aquele fanatismo da plateia que aplaude o entrevistado e as tiradas da apresentadora a cada dez segundos sempre me irritaram um pouco. Mas qual não foi minha (agradável) surpresa, dia desses, zapeando de madrugada, quando parei na entrevista que J.K Rowling, criadora da série “Harry Potter” (confesso, também nunca li os livros ou assisti aos filmes) concedeu à apresentadora. Longe da histeria da plateia, na suíte de um hotel na Escócia, mais do que uma entrevista, foi um bate-papo franco, denso e, por que não dizer, emocionante. Oprah soube conduzir com a competência de sempre a entrevista e a entrevistada tinha uma bela história de vida pra contar. No final, o que se viu foi uma relação especular de duas mulheres muito parecidas, que vieram de baixo e que construíram fama e fortuna com seu talento incomum. E foi impossível não deixar que a emoção aflorasse por parte das duas. Era o último programa de Oprah e, em determinado momento, a entrevistada inverteu os papéis e perguntou a Oprah como ela se sentia em fechar um ciclo e Oprah respondeu com maior franqueza. A admiração mútua ficou evidente. Um bate-papo pra lá de memorável e inspirador.

Ø  AINDA SOBRE OS MELHORES, SEGUNDO O MELÃO



Meus queridos leitores citaram outros ótimos destaques que não fizeram parte de minha seleção e eu tenho que fazer justiça a eles. Como pude me esquecer dos excelentes “Dalva e Herivelto”, “Separação!?” e “A cura”? A minissérie foi pura emoção e nos brindou com uma das cenas mais emocionantes do ano: a morte de Dalva. Texto perfeito e interpretação magistral de Adriana Esteves. Já a série cômica trouxe de volta um humor semelhante ao de “Os Normais”, mas com uma linha dramática mais definida. Debora Bloch e Vladimir Brichta estiveram ótimos, mas os coadjuvantes não ficaram atrás, com destaque para Rita Elmor, Cristina Mutarelli e Kiko Mascarenhas. O texto de Fernanda Young e Alexandre Machado tem a capacidade de me fazer rir alto. Por fim, “A cura” que, apesar de não ser meu gênero preferido, nos apresentou um excelente e instigante thriller com identidade própria e gostinho de pão de queijo. Por isso, mesmo que tardiamente, incluo as três atrações no rol das preferidas do melão em 2010.

Ø  AINDA SOBRE “TI TI TI”

Sim, apesar da maioria esmagadora dos leitores concordarem com a eleição de “Ti Ti Ti” como a melhor novela do ano, a escolha não deixou de gerar alguma polêmica. Mas o mais curioso foi constatar que os detratores de “Ti Ti Ti” levam a novela mais a sério do que os admiradores, inclusive decretando a morte do gênero a partir da novela. Menos, meus queridos. Não acho que “Ti Ti Ti” tenha a pretensão de ser tão emblemática assim. Pelo contrário, o que a faz ser deliciosa é o fato de ser leve, descompromissada, uma grande farra e uma belíssima homenagem, não só à obra de Cassiano Gabus Mendes, como à teledramaturgia em geral, com suas inúmeras citações e intertextualidade a cada capítulo (e as referências não se limitam apenas aos 80’s como disseram alguns). O que mais me encanta na novela é que ela demonstra fôlego mesmo na reta final e está longe de ser uma novela escrita no automático. Os autores se preocupam em incrementar e surpreender a cada capítulo.  O que foi Stephanie (Sophie Charlotte) bancando a Esther Williams à beira da piscina e depois revivendo Marilyn Monroe em seu clássico número de “Os homens preferem as loiras” em que interpreta “Diamonds are a girl’s Best friend”? Tudo bem, grande parte do público pode não ter identificado as citações, mas e daí? Por isso vai se nivelar por baixo? Quem não conhece os filmes se divertiu do mesmo jeito, sem prejuízo para o entendimento da trama. É esse o caminho. Nunca subestimar o público. E o capítulo de sábado foi especial para telemaníacos... Que delícia a Elisângela interpretar no videokê seu antigo sucesso como cantora, “Pertinho de você”? Que homenagem bonita a ela...

E falando em homenagem, meu twitter e meu e-mail encheram de mensagens após a aparição de Divina Magda (Vera Zimmerman) em que Clotilde explica que Dom Lázaro (Lima Duarte em “Meu bem meu mal”), morreu entalado com um pedaço de melão? Mesmo muuuito que indiretamente, esse singelo melão que vos fala não pode deixar de sentir lisonjeado e homenageado, embora saiba que todas as honras e homenagens (como o próprio título desse blog) devem ser dadas inteiramente a Cassiano Gabus Mendes. De qualquer forma, adorei, Adelaide, obrigado! Confesso que esse melão ficou uma melancia, de tão enrubescido...hahaha!

Ø  PORTANTO, MEUS QUERIDOS... O MELÃO É POP!


Impossível não lembrar de Tancinha (Claudia Raia), em “Sassaricando” exibindo sensualmente a fruta na feira ao gritos de “Me olha os melão!!!”. Ainda que seja de Sílvio de Abreu, fica a dica para a equipe da novela para mais uma brincadeirinha metalinguística.


Por fim, agradeço ao meu queridíssimo amigo-irmão, Ivan Gomes, pela singela e belíssima homenagem logo no início do ano. Sim, querido, você prefere melão e o melão prefere você! Essa foto tem mais valor pra mim do que você pode imaginar. Um presentão!


Ø  ENQUETE NO AR
E aproveitem para votar na próxima enquete. Quais as novelas que você aguarda com mais ansiedade em 2011? Beijos, abraços e até a próxima!
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Melão Express: Rapidinhas, mas saborosas – Ed. 9

                                                                                                                                                            
IRENE RAVACHE: DESTAQUE EM "PASSIONE"

Irene Ravache genial como a perua Clô

Sílvio de Abreu provou na semana passada que ainda é imbatível no quesito humor. A sequência de cenas do jantar que Bete (Fernanda Montenegro) ofereceu a Clô (Irene Ravache) em “Passione” foi de longe a melhor cena da novela até agora, relembrando as inesquecíveis novelas das 7 que o autor escrevia nos anos 80. Além da situação maravilhosa e do contexto perfeito criado pelo autor, os atores, sobretudo Irene Ravache e Cleyde Yáconis deram um show em cena. Ficou perfeito o contraste entre a aristocracia e a cafonice. Aqui em casa e também pelo twitter gargalhadas gerais. Um momento delicioso e de grande inspiração. Está claro que “Passione” está sendo escrita para os veteranos brilharem. Merecia ser vista com mais atenção e ter uma audiência melhor.


> Ainda no quesito “gargalhadas” elas são abundantes ao assistir às reprises dos episódios de “Sai de Baixo” pelo Viva. A melhor parte do seriado quando Claudia Jimenez ainda fazia parte do elenco já foi exibida, mas o programa continua engraçadíssimo, sobretudo pelos cacos, pelos improvisos e pelas brincadeiras que Miguel Falabella fazia com Aracy Balabanian. O programa não envelheceu e continua hilariante.

>  Falando em “Viva” de quem foi a genial ideia de interromper bruscamente a programação para fechar a tela e exibir o aviso “Você está no Viva”? Por acaso, alguém assiste ao canal pensando assistir ao “Sex Hot” ou “Canal do Boi”? Cada uma...

> Da série “coisas que preferia não saber”: tem uma tal “mulher-arroto” que se intitula humorista do Penico, digo, Pânico na TV (só podia) que se passa por jornalista e surpreende os entrevistados com arrotos e flatulências (sim, chegamos nesse nível!). Ela deu a maior bola fora nessa segunda ao tentar fazer isso com a grande e respeitadíssima Laura Cardoso, mas felizmente foi impedida por pessoas de bom senso e convidada a se retirar do evento em questão, o lançamento em São Paulo da biografia de Glória Pires. Não há como ficar chocado com tremenda deselegância, falta de educação e falta de respeito. Ninguém merece passar por isso, muito menos Laura Cardoso. Que a imbecilidade é marca registrada do programa isso não é segredo pra ninguém. O que mais me surpreende é a quantidade de pessoas que acham esse tipo de coisa engraçadíssima. Gosto não se discute, se lamenta muitas vezes, mas o fato é que as pessoas não são obrigadas a serem usadas por um tipo de humor do qual elas não compartilham. Respeito é bom e todo mundo gosta.

> Há quem compare o Pânico com o CQC. Preferências à parte, acho que há um abismo qualitativo separando as duas atrações, seja pelo texto, pelo nível dos apresentadores e por toda a questão técnica mesmo. Mas li uma reclamação no Twitter de que o pessoal do CQC não passava de mauricinhos engravatados que recebem patrocínio de multinacionais. Pode até ser. Diante disso, cabe aqui duas indagações: 1) Nunca vi nenhum integrante do CQC tentar arrotar ou peidar na cara de alguém; 2) Pra ser bom tem que ser patrocinado pelo guaraná Dolly? Juro que não entendi...


> Evento imperdível pra quem é do Rio. O CCBB vai promover a partir do dia 27 “A história da telenovela”, que serão encontros com profissionais que fizeram e fazem a história das nossas novelas. E a primeira convidada é ninguém mais, ninguém menos que Regina Duarte. Maiores informações pelo link: http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10156,1,0,1,1.bb?codigoEvento=3457  

> Curtiram a entrevista abaixo de Duca e Thelma? Foi só abre-alas para as comemorações do primeiro aniversário do melão. Vem mais coisa boa por aí! Não percam as cenas do próximo capítulo... até lá!
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sábado, 29 de maio de 2010

Melão Express: Rapidinhas, mas saborosas! – Edição 7


Antes tarde do que nunca

Como esqueci de avisar antes, informo depois. Nessa segunda, participei do X Seminário Salínguas, do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Faculdade de Letras da UFRJ, do qual faço parte e apresentei o trabalho "NOVELAS E ORKUT: NOVAS PERSPECTIVAS DE LETRAMENTO E HIBRIDIZAÇÃO".

Ainda é um reconhecimento de terreno, uma apresentação do cenário e dos personagens de minha futura dissertação de Mestrado. Apesar de nervoso, acho que a apresentação foi satisfatória e me deu a boa sensação de finalmente unir minha carreira acadêmica à minha grande paixão, a telenovela. Vamos ver no que dá. Desde já agradeço aos compenheiros da comunidade "Teledramaturgia" pela colaboração e peço que continuem me ajudando.

Prometo divulgar as cenas dos próximos capítulos dessa minha árdua jornada. Até mais!
Mais informações sobre o X Seminário Salínguas em: http://salinguasufrj2010.blogspot.com/
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- VIVA O VIVA!

 Tudo bem que não é aquele canal só com reprises de novelas, sonho de 11 entre 10 telemaníacos. Mas há duas boas novelas sendo reprisadas. Tudo bem também que essas novelas não são lá tão antigas assim: são da década de 90, aliás, década da maioria da programação do canal. Mas mesmo assim, é mais que bem vindo esse novo canal da Globosat. Confesso que não estava sentindo a menor saudade de rever as intermináveis idas e vindas de Raí e Babalú em “Quatro por quatro”. Mas a novela de Carlos Lombardi foi sucesso indiscutível e tem seu retorno merecido. Além disso, o novo canal proporciona outras sessões nostalgia como os ótimos seriados “Mulher”, “Sexo Frágil”, “Comédia da Vida Privada” e “Sai de baixo”. Mas meu grande deleite mesmo é poder rever a excelente “Por amor”, dos bons tempos de Manoel Carlos. Só na primeira semana de exibição a novela teve mais acontecimentos do que “Viver a Vida” inteira. Estou amando odiar Eduarda (Gabriela Duarte) novamente. Bem que o “Viva” podia abrir mais horários de exibição para as novelas, afinal de contas, à tarde é só pra quem não trabalha fora ou pra quem possui gravador. De qualquer forma, estamos em festa e torcendo para que o “Viva” nos traga muitas outras velhas novidades.


“PASSIONE”: A VOLTA DO NOVELÃO.


Em sua segunda semana de exibição e com índices de audiência nada animadores (será o trauma pela novela anterior?), “Passione”, de Sílvio de Abreu tem o grande desafio de recuperar índices de audiência cada vez mais distantes de outros tempos e de outras novelas do horário nobre. Ainda que não traga grandes novidades com relação à trama e aos personagens, Sílvio tem seus trunfos: excelente elenco  e um novelão típico, com direito a ganchos, filhos desconhecidos, triângulos amorosos e conflitos familiares.  Dizem que o sotaque italiano não está agradando. A mim, não incomoda em nada. Confesso que elegi minha própria heroína: Stela, a bela da tarde (e da noite também) da cada vez mais linda Maitê Proença (foto). Torço para que a trama da personagem possa ser desenvolvida a contento, uma vez que foge do lugar comum. A novela ainda não está imperdível, mas altamente assistível. E trouxe de volta um ingrediente indispensável ao gênero: ganchos. Só no capítulo de hoje foram três. Já é um bom começo.


RIBEIRÃO DO TEMPO: NOVOS TEMPOS NA RECORD.

Ainda falando de estreias, uma nova novela de Marcílio Moraes é sempre aguardada com ansiedade e otimismo. E sempre podemos esperar ótimo texto e personagens nada óbvios. Valorizado na Record por suas tramas que abordam violência urbana, Marcílio estreou na emissora com a primorosa “Essas Mulheres” e agora sabiamente promove uma nova guinada com uma trama política, irônica e bem humorada, que mescla bem mistério e romance, mas parecendo brincar com os gêneros. Tais características podem trazer para a emissora parte dos públicos A e B que ainda transitam pouco por lá. “Ribeirão do Tempo”, em seu início, já apresenta uma identidade própria e se mostra diferente de tudo que a Record produziu até então. Como ex-aluno de Mestre Marcílio e privilegiado por comprovar seu talento de perto, torço para que colha bons frutos com sua nova empreitada.


- "MOTHERN" ESTÁ NO AR.

Como já disse, sempre que posso acompanho a reprise de “Por amor” às 16:30 no Viva. Mas assim que a novela termina, corro pra GNT pra conferir a reprise dos episódios de “Mothern”, excelente série que, infelizmente, as pessoas pouco conhecem. A série é uma delícia: leve, inteligente, engraçada, bem escrita, bem dirigida, enfim, tudo de bom. Vale também pelo elenco: as quatro mães do título são ótimas, com destaque para Fernanda D’umbra e Melissa Vettore (desperdiçadíssima como a acompanhante de Lolita Rodrigues em “Viver a Vida). Melissa é ótima e garante, não só momentos engraçados, como os mais intensos da série. Também podemos ver Klara Castanho, cujo talento e profissionalismo já saltava os olhos aos 6 anos, arrasando como e esperta Bel, e Rafinha Bastos do CQC como um dos maridos da série. Portanto, pra quem ainda não viu, eis uma excelente oportunidade.

- LIGANDO O NOME À PESSOA.

 Com certeza, você já viu esse rosto muitas vezes na TV, mas talvez nunca tenha ligado o nome à pessoa. Figura simpática e marcante em tudo o que faz, Nica Bomfim tem agora uma oportunidade melhor pra mostrar seu talento e seu carisma com um ótimo personagem em “Escrito nas estrelas” na pele da adorável mãezona Magali. A primeira vez que prestei atenção na atriz foi em “História de amor” (1995), como a prestimosa auxiliar da Helena da vez, vivida por Regina Duarte. Desde então foram muitas participações em produções como “Eterna Magia” e “Zorra Total”, mas é Magali quem está proporcionando a Nica vôos teledramatúrgicos maiores. Não há como não cair de amores pela personagem fãzoca de Fábio Júnior e dona da macarronada mais cobiçada da novela. Pelo andar da carruagem, promete muita emoção por aí. Magali ainda nos fará rir e chorar muito, aposto, pois é daquele tipo de personagem alto astral e do bem que todos nós gostaríamos de ter por perto. Parabéns pra Nica e que muitos outros personagens como esse possam surgir daqui pra frente.

Beijos, abraços e até a próxima!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Passione" e "Ti-ti-ti" são as novelas mais esperadas pelos leitores deste blog!

RESULTADO DA ENQUETE:
Qual (quais) dessas novelas você tem mais expectativa em 2010?

1. Passione (Globo - Sílvio de Abreu) - 47%


2. Ti-Ti-Ti (Globo - Mª Adelaide Amaral) - 38%


3. Uma rosa com amor (SBT - Tiago Santiago) - 22%

4. Ribeirão do Tempo (Record - Marcílio Moraes) - 13%

5. Além da vida/ Entre dois amores (Globo - Elizabeth Jhin) - 11%

6. Tempos Modernos (Globo - Bosco Brasil) - 8%

Abraços e até a próxima! Nova enquete já está no ar!!! Votem.

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