quinta-feira, 14 de março de 2013

Melão entrevista NICA BOMFIM: artesã das emoções



Ela é um rosto conhecidíssimo em nossa tevê, pois além dos personagens que interpretou em diversas novelas, também fez inúmeras participações em muitos outros programas, incluindo os da linha de shows e humor. Atriz e artesã de mão cheia, mas também apaixonada por Matemática, NICA BOMFIM é o tipo de atriz que enriquece qualquer obra, pois consegue transitar com muita desenvoltura pelos mais diversos personagens, cômicos ou dramáticos.

Nessa entrevista, que é mais um bate-papo entre amigos, além de rememorar seus personagens mais marcantes, Nica também fala um pouco de Irene, personagem da peça “Mãe”, deste autor que vos fala, em que ela irá fazer uma leitura dramática ao lado dos talentosos Bel Kutner, Kika Kalache e André de Angelis, com direção brilhante de meu querido parceiro “astral” Tarcísio Lara Puiati. A leitura será nessa segunda, dia 18/03, às 21 horas na Casa da Gávea. Esperamos todos vocês lá.



Por hora fiquemos com o talento, alegria e simpatia de nossa querida NICA BOMFIM:

Quando você se descobriu atriz? Conte-nos como tudo começou.
Nica - Sempre gostei de “brincar de teatrinho”, desde criança. Mas me encaminhei a infância e adolescência inteiras na direção da Matemática – uma grande paixão, até hoje! Justamente no ano do vestibular, comecei a ir ao Tablado e acompanhar ensaios de amigos, e o bichinho do teatro começou a me morder. Entrei para Escola de Teatro Martins Pena ao mesmo tempo em que para a Faculdade de Matemática... e a Arte falou mais alto! Deixei a Matemática de lado (mas o amor, não!) e mergulhei de cabeça na carreira de atriz. Tinha 18 anos.

Antes de ganhar personagens fixos, você já era um rosto familiar na tevê pelas diversas participações em inúmeras produções, seja em novelas, séries e humorísticos. Você destacaria alguma dessas participações?
Nica - Foram tantos, nesses 35 anos! Sabe aquele joguinho do “Onde está Wally”? Dá pra brincar de “Onde está a Nica” nas produções da Tv Globo! E adorei cada minuto! Mas tenho muito orgulho de ter contracenado com Fernanda Montenegro e Paulo Autran na primeira versão de “Guerra dos Sexos”.

Em “História de amor” (1995), você deu vida à prestimosa Rosely, braço-direito de Helena (Regina Duarte). Como foi essa experiência de trabalhar com um autor que escreve tão bem para o universo feminino como Manoel Carlos?
Nica - Muito legal a experiência! A personagem servia de contraponto à Helena, suas histórias tinham pontos em comum, embora em realidades sociais bem diferentes. O Maneco é muito bom nisso!

Nica Bomfim e Eduardo Mancini em cena de "Eterna Magia" 
Você está sempre presente nas novelas de Elizabeth Jhin desde a estreia dela como autora titular em “Eterna Magia” (2007), sempre com ótimos personagens. A que você atribui o sucesso dessa parceria?
Nica - Não quero nem parar pra pensar nas razões, apenas agradecer ao Universo por ter-me permitido cruzar com essa pessoa maravilhosa que é a Beth! Tenho um carinho todo especial por ela, sempre tão afetuosa comigo. E suas histórias me comovem tanto! Ela escreve lindamente, com muita sensibilidade. Quero que essa parceria, como você diz, dure para sempre!

Nica com José Rubens Chachá em "Escrito nas estrelas"

Você é uma atriz que transita com facilidade entre o drama e o humor e mostrou isso muito bem com a Magaly de “Escrito nas estrelas” (2010), personagem adorável, mãe do vilão Gilmar (Alexandre Nero). Acredita que essa novela foi um divisor de águas em sua carreira?
Nica - Acho que o divisor de águas foi mesmo a primeira novela da Beth Jhin, “Eterna Magia”, quando tive a oportunidade de fazer a Sofia, justamente quando eu estava me aposentando e tendo mais tempo para me dedicar à carreira de atriz. A Magali, assim como a Deolinda de “Amor Eterno Amor” sedimentaram ainda mais essa caminhada.

Em seu trabalho mais recente na tevê, “Amor Eterno amor” (2012), você também transitava pelos dois polos da novela: o dramático da trama central e o cômico do edifício São Jorge. O que destacaria desse trabalho?
Nica - É uma grande oportunidade de mostrar a versatilidade do nosso trabalho, e isso é muito gratificante. Destaco sobretudo o contato com esse elenco maravilhoso, tanto as feras consagradas quanto a juventude cheia de energia – aprendo muito com todos eles!

Já no primeiro ensaio da leitura de meu texto “Mãe”, na qual você vai interpretar a personagem-título, já pude perceber a delicadeza e a sutileza com as quais você constrói a personagem. Diria que o trabalho de artesã ajuda nessa composição e nessa capacidade de perceber os detalhes?
Nica - Sou filha, sou mãe, sou irmã... a peça fala de um universo de emoções com o qual tenho muita intimidade. Não sei se é o artesanato que me ajuda a atentar para os detalhes ou se minha já natural atenção aos detalhes é que me levou ao artesanato e ao teatro. De qualquer forma, fico lisonjeada com seus elogios!

Ainda sobre “Mãe”, você está se inspirando em algum fato de sua vida para compor a Irene ou se detém apenas no texto?
Nica - Como disse, sou mãe, sou filha, sou irmã... Quase todas as emoções contidas na peça já fizeram parte da minha história um dia. E o temperamento da Irene, a maneira amorosa em que ela acredita, como forma de educar seus filhos, se parece bastante comigo.  Amor, acima de tudo!

Você é noveleira? Se sim, quais suas favoritas? 
Nica - Já fui mais noveleira, mas ainda assisto bastante, embora menos “viciada” que antigamente. As novelas que nunca esqueci são as bem mais antigas, que marcaram fortemente, como “Beto Rockefeller”, “O Rebu”, “O sheik de Agadir”... (risos) Eu sou “de época”, meu filho!!!

Nica com a filha também atriz Bebel Mesquita: mãe e filha vão atuar juntas no cinema
Já tem previsão de voltar à tevê? Quais são seus projetos futuros?
Nica - Previsão ainda não, a gente depende de convites. Espero que seja em breve, porque adoro aquela função de gravações! Em 2013 estou retomando algo de que gosto demais também, mas que estava afastada há muitos anos: o cinema! Já fiz uma participação em “Boa Sorte”, da Carolina Jabor e mês que vem estarei em Juazeiro (BA) filmando “Nêgo d’Água”, do Flávio Henrique Fonseca, dirigido pelo Roque Araujo. Eu e a minha filha Bebel estaremos no elenco. Espero, até o final do ano, fazer ainda mais!

Nica, querida, obrigadíssimo pela entrevista. Agradeço ainda mais pela generosidade de emprestar seu talento nessa minha primeira empreitada pelos palcos cariocas. Espero que possamos trabalhar muitas outras vezes e desejo a você cada vez mais sucesso em sua brilhante carreira. Beijos!
Nica - Obrigada, meu querido! O prazer e a honra são todos meus! Sucesso para nós! Beijos!

Eu e Nica na noite de lançamento do livro do melão
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2 comentários:

RÔ_drigo disse...

Como imaginei...Saborosa=) Bem saborosa a entrevista, se pudesse ia pro Rio pra ver essa Mãe tbm,hehehe.

Ivan disse...

que entrevista linda e que mulher bacana! espero q a leitura de Mãe se transforme em uma montagem de sucesso!

parabéns a todos! M

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