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Helena (Maitê Proença) entre dois amores: Mario (Herson Capri) e Álvaro (Tony Ramos) |
Se tem uma
novela que eu tenho assistido com assiduidade no momento, essa novela é “Felicidade” (1991), de Manoel Carlos, atualmente em
reprise no Canal Viva de segunda à sexta, às 15:30 e à 01:00 da madrugada. O
folhetim, livremente inspirado em contos de Aníbal Machado, ficou marcado pelo
romantismo, pela simplicidade e por altas doses de lirismo e poesia em suas
tramas cheias de personagens cativantes. A novela também marcou o retorno de
uma personagem chamada Helena em uma trama do autor. A primeira tinha sido
Lilian Lemmertz, dez anos antes em “Baila Comigo”. Para me ajudar a construir
um verdadeiro Raio X da novela, convidei dois amigos que também gostam muito
dela: o querido Wesley Vieira, pra falar um pouco da trilha sonora; e Raphael Ramos, que nos apresenta
uma visão bem completa da novela sob vários aspectos, inclusive um relato bem
emocionante de sua memória afetiva em relação a ela.
Melão apresenta
três textos diferentes que falam do mesmo tema: felicidade!
Uma nova chance para “Felicidade”
Por Vitor de Oliveira
“Felicidade se acha
em horinhas de descuido”, já dizia Guimarães Rosa. E foi justamente por um
descuido que me vi acompanhando a reprise da novela no Canal Viva, de maneira
muito descompromissada e, quando me dei conta, não conseguia perder um capítulo
sequer. Confesso que a novela não me chamou a atenção em sua primeira exibição.
Talvez por ser um adolescente na época e ter me ligado muito mais em “Vamp”,
que passava no horário seguinte. Já era crescido demais para a trama infantil e
ainda muito jovem para os complicados enlaces amorosos de Helena e cia.
Mas agora nessa nova
reprise, decidi assistir a alguns capítulos para comprovar o desinteresse que
tinha pela novela. Fui assistindo aos capítulos um a um e quando me dei conta
já estava completamente envolvido pela história simples, poética e comovente,
pelas incríveis atuações e pelo texto sempre realista do autor. “Felicidade”
tem uma aura de novela mexicana: herói certinho, heroína sofredora e vilã louca.
Há algumas frases ditas pela vilã Débora (Viviane Pasmanter) como “eu sou a
mais infeliz das mulheres” que comprovam essa impressão. Mas a novela está
longe de ser maniqueísta ou de conter personagens estereotipados. Os
personagens bem que podiam ser nossos vizinhos. Os problemas e dilemas deles se
parecem com os nossos. A trama não tem aquele ritmo ágil, tampouco cenas
grandiloquentes, mas o texto é tão envolvente, os personagens são tão
cativantes, os cenários e figurinos tão realistas que não há como não se
identificar e criar um vínculo afetivo com a novela. E, assim, suavemente, sem
alarde, “Felicidade” nos captura e nos conquista.
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Ariclê Perez: magnífica como Ametista |
São inúmeros os
destaques do elenco, desde a exuberância de Sandra Bréa à maravilhosa contenção de Ariclê Perez, duas saudosas atrizes que fazem muita falta na tevê, mas
gostaria de destacar o trabalho da protagonista, vivida magistralmente por Maitê Proença e defendida com garra
pela atriz. O mais fascinante nessa Helena é que, ao contrário das outras, que
mentiam e guardavam segredos sempre para proteger outra pessoa, essa Helena
mente em benefício próprio, como quando forjou uma gravidez falsa para fazer
com que o marido se mudasse com ela para o Rio. Ao ver que o plano não deu
certo, Helena não hesitou em simular a perda da gravidez e realizar o funeral
do bebê enterrando um tijolo no lugar dele. Mesmo assim, continuamos a torcer
por Helena, uma das mais imperfeitas e humanas das Helenas do autor. E Maitê
Proença não desperdiçou a oportunidade nos brindando com um brilhante trabalho.
Já coloquei essa Helena no rol de minhas favoritas. Há que se destacar também o
primoroso trabalho de Edney Giovenazzi
e seu Chico Treva, um personagem complexo, construído sem palavras, apenas com
delicadeza e minimalismo que só poderia mesmo ser interpretado por um ator de
alto nível.
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Edney Giovenazzi: memorável como Chico Treva |
Enfim, “Felicidade” é
uma autêntica novela de Manoel Carlos, o autor que mais consegue dar dimensão
humana aos personagens, mas também tem um toque de Ivani Ribeiro, ao conter uma
simplicidade comovente que está longe de ser simplória, que se aproveita de
nosso “descuido” para nos conquistar. 22 anos depois, me rendo e coloco
“Felicidade” no rol de minhas favoritas.
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As trilhas de
FELICIDADE
Por Wesley Vieira
FELICIDADE. Aí está uma novela que me surpreendeu positivamente. Quando foi
exibida, em 91, eu era criança. Assistia, claro, mas a imagem que ficou
cristalizada em minha memória não foi a melhor. Quando anunciaram a reprise no
Canal Viva, torci o nariz: “Mas que novela cafona, chata, blargh”. Hoje, um
pouquinho (só um pouquinho) mais velho, assistindo a saga de Helena (Maitê Proença em seu melhor momento),
constato que eu estava redondamente enganado. A novela é linda em todos os aspectos.
Manoel Carlos, o nosso Maneco,
estava inspirado.
No entanto, independente da novela,
as trilhas sonoras sempre permearam as minhas lembranças, em especial o disco
internacional, que, evidentemente, me marcou mais. Não deixo de citar o disco
nacional, embora essa trilha não esteja entre as minhas favoritas, justamente
por causa da inclusão de músicas como “Seja mais você”, do Grupo Raça, tema de
Tuquinha, e “Você ainda vai voltar”, da dupla Leandro & Leonardo, tema de
Helena e Mário. Estas casavam perfeitamente com os personagens em questão, mas
como, particularmente, não gosto desses estilos musicais, definitivamente,
FELICIDADE Nacional não me causa boa impressão. A pior, em minha opinião, é “O
amigo do rei” do Pery Ribeiro - uma música enjoada para um personagem
extremamente chato, neste caso, o Ataxerxes. “Casou” bem. O pior é que se trata
de uma das músicas mais tocadas durante a novela. Claro, há músicas
interessantes, como “Começo, meio e fim” do Roupa Nova, canção que, por sinal,
apesar de ser tema do casal protagonista, se tornou o símbolo de toda a novela.
Elis Regina com “Velho Arvoredo” é de uma beleza encantadora, assim como Beto
Guedes com “Meu ninho”.
Já, FELICIDADE internacional contém
uma seleção de músicas agradáveis. Praticamente todas as canções são boas e
fizeram (e ainda fazem) muito sucesso. Algumas ficaram marcadas como temas dos
personagens. Há quem diga que o jamaicano Jimmy Cliff tenha feito “Peace”
especialmente para a novela. Procurei informações a respeito, mas nada foi comprovado.
O certo é que a música é linda e de alguma forma, deixou a vilã Débora ainda
mais interessante. "Set Adrift On Memory Bliss" do P.M. Dawn abre o
disco trazendo um sample da clássica “True” do Spandau Ballet e ilustrava as
paisagens cariocas. Alváro se encontrava com Helena ao som contundente de
Michael Bolton com "When a Man Loves a Woman". E "Set
The Night To Music" com Roberta Flack & Maxi Priest pontuava as cenas do bom moço, Mário,
eternamente apaixonado por Helena. Curiosamente, a baladinha gospel da cantora
Martika, “Love… Thy Will Be Done", serviu como tema do esquentado Zé
Diogo.
Você, que está lendo esse texto, pode
até não gostar, mas a música principal desse disco e da novela, é, sem dúvidas,
"Theme From "Dying Young", do Kenny G., tema do filme
homônimo lançado no mesmo ano, e aqui, na novela, tema de Helena. Há quem
odeie, mas de alguma forma, o lamento saxofônico embala com exatidão os dramas
da personagem.
Ainda há músicas interessantes que
ainda não foram executadas na novela (até então), como a poderosa "Miles
Away" da banda Winger e "Caminando Por La
Calle" do Gipsy Kings, ainda que, essa última, em
ritmo cigano, esteja descontextualizada da novela.
Enfim, as trilhas de FELICIDADE, como
sempre, embalando os personagens e suas histórias na telinha e, também, a nossa
vida e memória afetiva.
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“ ENCONTRAMOS A FELICIDADE QUANDO TEMOS CORAGEM PARA RECOMEÇAR”
Por
Raphael Ramos
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Maitê Proença dando vida a uma das mais interessantes Helenas |
Poucas tramas conseguem ser fiéis ao nome que elas carregam ao longo de
mais de 100 ou 200 capítulos. ”Felicidade”
conseguiu, não apenas ser fiel nisso como também conseguiu prender o
telespectador pela qualidade de sua trama, pelos personagens bens construídos e
pelo capricho do autor e colaboradores em ter a percepção que todos os
personagens mereciam ter uma história do início ao fim, sem falar no desafio
que é manter um ibope no horário das 18 horas sendo uma novela exibida numa
época onde a internet não era uma febre.
Eu tenho tantos e inúmeros motivos para agigantar essa obra porque a
vejo como excelente em vários ângulos. A cada ângulo chamarei por FELICIDADE não
só pelo motivo do título da obra, mas pelos êxitos atingidos sob vários
aspectos. São eles: FELICIDADE AUTORAL,
FELICIDADE ARTÍSTICA, FELICIDADE CULTURAL E FELICIDADE PESSOAL (o momento crítico e
pessoal que eu vivia na época com apenas 10 anos de idade).
Na minha modesta opinião, a década de 90 foi a mais inspiradora para
Manoel Carlos. As melhores tramas do autor se concentram nestes anos e
FELICIDADE foi a melhor no meu ponto de vista. O meu gosto geralmente não acompanha
o gosto popular, quando se fala em Manoel Carlos muitos citam “Laços de Família”,
“Mulheres Apaixonadas”, etc. A trama em questão não se passa no Leblon e possui
uma agilidade bem peculiar de cada capítulo. Ela se divide em duas fases bem
definidas, personagens que começam, se desenvolvem e terminam sua história, locações
diversificadas como o bairro Peixoto em Copacabana, a fictícia Vila Duília no
Engenho Novo e a primeira fase que se passava na fictícia Vila Feliz no
interior de Minas Gerais. Manoel Carlos, ao lado de Elizabeth Jhin, Marcus
Toledo e Eliane Garcia, prendiam a atenção de adultos e crianças cada vez que a
tela congelava na última cena e o arco-íris finalizava o capítulo. As cenas na
praça Peixoto, a escola das crianças, a igreja de Chico Treva, a vila do
subúrbio davam ar de realidade e de cotidiano ao telespectador. Isso é uma
FELICIDADE AUTORAL. Poucos autores como Maneco sabem fazer.
FELICIDADE ARTÍSTICA era ver tantos atores maravilhosos defendendo bem
seus personagens. Apesar da trama estar sempre em volta dos desencontros de
Álvaro (Tony Ramos) e Helena (Maitê Proença) muitas vezes provocados pelos
próprios e milhares de vezes bloqueados pela mimada Débora (Vivianne
Pasmanter), as tramas paralelas nunca foram sufocadas pelos protagonistas. Eu
destaco alguns aspectos que me fazem admirar a trama:
- A segunda Helena de Maneco após dez
anos de jejum é construída de muitos defeitos que a fazem querida e forte para
o público. Sustenta mentiras, egoísmos, egocentrismos, forte no que quer e na
criação da filha, mas fraca ao enfrentar os obstáculos do amor. Helena ama
Álvaro, mas se ama infinitamente primeiro e isso é louvável para a mocinha de
uma teledramaturgia.
- O personagem da antagonista Debora
que foi brilhantemente defendido pela novata Vivianne Pasmanter que se superou
em talento. Debora é uma mulher insegura, vingativa, mimada, fraca e que
despertava tanta raiva que chegava a dar pena das insanidades cometidas.
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Laura Cardoso em cena com Ester Goes |
- Quero destacar o carisma de Cândida
(Laura Cardoso), uma avó que dava vontade de encher de beijos, suas cenas são
lindas e cheias de carinho. Cândida era uma mulher rica e simples como o ser
humano deveria ser, comedida em fofocas, mas sabia dizer a verdade diretamente
doa a quem doer.
- Destaque para Ametista (Ariclê
Perez), o melhor personagem da atriz em novelas. Uma mulher seca, amarga e que
nunca é emoção, pois tem motivos pra ser só razão, religião e tradição. As
cenas são ricas e densas quando nos colocamos no lugar de uma mulher que lutou
com simplicidade para ter seu canto junto a terra e teve que abrir mão de tudo,
segurar as loucuras do marido, teve que ver todo seu sonho em dançar e tudo que
construiu se desmoronar ao ponto de dividir um cômodo de favor com amigos.
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Bia (Tatiane Goulart) e Alvinho (Eduardo Caldas): sucesso na época |
- Destaque para o núcleo infantil em
cenas tão singelas, leves e contagiantes. Esse foi o sucesso para a trama
também conquistar o público infantil. O amor incondicional de Bia (Tatyane
Goulart) e Alvinho (Eduardo Caldas) estava acima de qualquer desavença de seus
pais, sem falar da música-tema e da amizade da amiga Bel (Aline Menezes) que
deu um toque ainda melhor para o núcleo.
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A exuberante Sandra Brea em cena com Viviane Pasmanter, Ary Coslov e Tony Ramos |
- Vale ressaltar o meu amor pela
impagável Rosita (último personagem de Sandra Bréa numa novela inteira). Apesar
do personagem ser escada para vilã e não ter muita trama, as cenas de Rosita
são marcantes e marcadas pelo exagero da fala, da gesticulação, do alto astral.
Parece que você vê a novela toda pelo mesmo tom, mas quando Rosita aparece o
som aumenta, a alegria contagia o capítulo.
A novela tem um toque muito importante chamado ANÍBAL MACHADO. O
escritor é usado como fonte de inspiração pelo autor pra construir tramas e
personagens. É onde entra a FELICIDADE CULTURAL. É importante dizer que os
contos foram livremente baseados e adaptados. A fonte de inspiração e o autor
possuem algo em comum: falar de temas densos em diálogos leves e personagens
conflitantes. Confesso que o primeiro chamariz a me fazer ver a novela lá em
1991 foi ter lido para escola o conto “O piano”. Pontuarei esse conto e alguns
que norteiam a novela:
- O conflito de João do Piano
(Sebastião Vasconcelos) em não conseguir vender seu piano por já ser peça em
péssimo estado de conservação, mas estimado por ser relíquia de família. O
instrumento se torna um fardo quando a filha Selma (Ana Beatriz Nogueira)
resolve se casar com Luiz (Bruno Garcia) e não tem onde deixar o piano. O
dilema perdura por muitos capítulos até que João se sente um estorvo ao lado do
piano e resolve dar fim a sua vida se afogando com o piano no meio da praia de
Copacabana. Essa é uma das cenas fortes da novela que eu jamais esquecerei.
- O próprio protagonista Álvaro é
atormentado pela acusação de matar por engano em Vila Feliz um menino chamado
Zeca Ventania que ele vê em seus pesadelos ou em momentos de perigo. (No conto
original chamado “O iniciado ao vento” o menino se chamava Zeca da Curva e a
novela livremente promoveu algumas alterações).
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Tuquinha Batista (Maria Ceiça): personagem inspirada em conto de Aníbal |
- Dois contos norteiam a trama de
Tuquinha Batista, personagem defendido com muito êxito pela novata atriz na
época Maria Ceiça. Dona de um caráter forte e muito prestativa, Maneco reservou
para a personagem o conto de Aníbal, “Monólogo de Tuquinha Batista”, quando a
moça fala do amor que tinha pela zona norte e a resistência em não ir para a
zona sul, mas principalmente no conto “A morte da porta estandarte” é que a personagem
é traçada. Sua irmã Bel anuncia a sua morte através de um sonho. Na novela,
Tuquinha era porta bandeira da G.R.E.S Estácio de Sá e é morta a facadas pelo
ex namorado ciumento Tide (Maurício Gonçalves).Ótimas as cenas gravadas na
quadra da escola.
- Vários outros contos são fontes de
inspiração que criaram personagens: “Acontecimentos em Vila Feliz” serviu de
inspiração para os personagens Mario (Herson Capri), Zé Diogo (Marcos Winter) e
Chico Treva (Edney Giovenazzi), o horripilante e mudo ogro que não fazia mal a
uma formiga. O conto “Tati, a garota” foi a base para o relacionamento entre
mãe e filha de Helena e Bia e o conto “O telegrama de Ataxerxes” foi pano de
fundo para o sonhador, falido e inconsequente Ataxerxes (Umberto Magnani).
Gostaria de terminar essa longa avaliação pessoal declarando que além de
todos esses motivos que tenho para aplaudir de pé a novela, ainda existe um
motivo mais forte: a FELICIDADE PESSOAL. Minha mãe foi a responsável por me
fazer gostar de TV e junto com ela eu comecei a ver novela em “Livre para Voar”
– 1984. “Felicidade” foi a última novela que nós vimos juntos antes da sua
partida precoce. Se em 1984 ela me convenceu a ver a primeira, eu a convenci a
ver essa última comigo.
Em meio a preparativos da festa de 15 anos da minha irmã, eu puxava a
senhora Maria Aparecida para sentar-se comigo na sala e ganhar seu tempo de
seis às sete. Muitas vezes eu ouvia ela dizer que a festa da minha irmã era a
última coisa que ela gostaria de fazer em vida pois já sabia que andava
bastante doente, muitas vezes ela relutava em ver comigo para agitar os
preparativos, mas eu percebia que ela pensava duas vezes e vinha ficar ao meu
lado, vejo hoje que ela agia como se tivesse me fazendo companhia pela última
vez!
Nos últimos capítulos da novela ela já se encontrava debilitada, mas
fomos juntos até o fim da trama. Lembro que não conseguia ver quando sua
reprise foi ao ar por lembrar dela doente ao meu lado, mas sem perder a força,
a alegria e seu amor. Ela me deu a base para eu entender hoje o que é ter
Felicidade. Felicidade não é um estado de espírito que conseguimos manter o
tempo todo, mas é a certeza de que problemas, decepções e tristezas virão e eu
serei atingido, mas não me deixarei abalar. A gente levanta e não se faz de
coitado! Sorrio pra curar a dor! Termino com o trecho da música da trilha da
novela “Estrela Amiga” (grupo Ping Pong), trecho esse que ela cantava pra mim:
“Eu tenho tanto que sonhar, cada vez eu sonho mais, quem tem a sua estrela
amiga, sonha (dorme) em paz...”
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Wesley e o melão. Rapha e eu curtindo o carnaval: será o desfile de Tuquinha Batista?
E você, o que mais curte em "Felicidade"? Deixe seu comentário!
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