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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Temas e Trilhas: Rita Lee





Maior nome feminino do nosso rock e também uma de nossas melhores compositoras, Rita Lee participou algumas vezes de novelas. Lembro de duas aparições marcantes, pra lá de divertidas e com toda a irreverência que lhe é peculiar: uma como a extraterrestre Belatrix, ex-mulher de Gaspar (Nuno Leal Maia), mãe de Ringo Starr e Jane Fonda (Henrique Farias e Carol Machado) em “Top Model”; a outra em “Vamp”, como a roqueira vampira Lita Ree. Rita é noveleira inveterada. Quem a segue no Twitter, sabe que ela acompanha “Passione” com entusiasmo.

Mas vamos falar aqui da presença mais constante de Rita na telinha: cantando temas de novelas e séries. Gal foi a primeira homenageada. Agora vamos relembrar alguns temas de novela da maravilhosa Rita Lee. As canções da roqueira batem ponto, sobretudo, em temas de aberturas de novelas como “Zazá”, “Chega mais”, “Sassaricando”, “Lua cheia de amor” e muitas outras. Célebres canções ficaram de fora como “Esse tal de Rock Enrow” e “Só de você”, por exemplo. Convenhamos: é uma missão dificílima escolher apenas 10, já que são muitas e muitas. Por isso, já na número 10, contei com a luxuosa colaboração de meu amigo José Marques Neto, criador do MOFO TV. Segue a lista:

10) EU E MEU GATO (Rita Lee) – novela “O PULO DO GATO” (1978)

Escolhi essa música porque costuma não ser lembrada em listas. 
Lembro da abertura dessa novela das dez, que mostrava um gatinho pulando como num holograma.
Em 1978 comprei o LP 'Babilônia' da Rita em vez da trilha da novela, e assim mesmo economizando o dinheirinho que meu pai me dava pro lanche no colégio. (José Marques Neto)

9) O GOSTO DO AZEDO (Beto Lee) – novela “PECADO CAPITAL” (1998)

Composta pelo filhão Beto e incluída no show “Acústico MTV”. Um belíssimo arranjo que traduz toda a tensão da letra que fala de medo, pavor pelo HIV. Na novela era tema da rebelde Vilminha (Paloma Duarte) e sua turma barra pesada. Casou-se perfeitamente com a trama, embora a temática não combinasse tanto assim.

8) ERVA VENENOSA (Rossini Pinto) – novelas “UM ANJO CAIU DO CÉU” (2001), "COBRAS E LAGARTOS" (2006) e “ESCRITO NAS ESTRELAS (2010)

Famosa nos anos 80, esta divertida canção ganhou uma repaginada de Rita no início dos anos 2000 e parece combinar com vilãs cômicas, já que serviu a esse propósito duas vezes: a primeira vez foi tema da divertida Laila (Christiane Torloni) em “Um anjo caiu do céu”; depois foi tema da malévola Leona (Carolina Dieckmann) em "Cobras e Lagartos" e esse ano embalou as armações das divertidíssimas peruas Sofia (Zezé Polessa) e Beatriz (Debora Falabella) na novela “Escrito nas estrelas”. O que é bom merece bis. Então tá!

7) TI-Ti-TI (Roberto de Carvalho/Rita Lee) – novela “TI-TI-TI” (2010)

Antes mesmo de ser tema de abertura da primeira versão da novela cantada pela banda Metrô em 1985, Rita já tinha gravado uma versão bem rock, diferente da versão New Wave da efêmera banda liderada por Virginie. Nessa versão atual, Rita imprime uma levada mais pop, divertida, menos elétrica do que a de 85, mas que também combina perfeitamente com o duelo de tesouras, agulhas e objetos de costura dos estilistas rivais. É daquelas canções-chiclete, que grudam e não saem nunca mais de nosso cérebro.

6) COISAS DA VIDA (Rita Lee) – novela “O CASARÃO” (1976)

Confesso que não faço nenhuma relação da música com a novela, já que nem era nascido na época. Mas não poderia deixar essa canção de fora: é a minha favorita da cantora, com a qual mais me identifico. Essa relação com o tempo, com as incertezas, caminhos, sonhos, enfim, uma letra que foge da habitual irreverência de Rita e que me emociona sempre que ouço. Gostaria de poder assistir a alguma cena da novela em que tenha a música.


5) VÍTIMA (Rita Lee / Roberto de Carvalho) – novela “A PRÓXIMA VÍTIMA” (1995)

Impossível lembrar do excelente thriller folhetinesco-policial criado por Silvio de Abreu sem que essa canção não nos venha imediatamente à cabeça seguida de um tiro com uma vidraça quebrando. A abertura, uma das minhas favoritas, mostrava o elenco da novela misturado a pessoas comuns andando por diversos pontos da cidade de São Paulo na mira de um atirador misterioso, que vai matando um a um. O arranjo é ótimo, meio misterioso, meio debochado e Rita impagável como sempre.

4) PEGA RAPAZ (Rita Lee - Roberto de Carvalho) – novela “BREGA E CHIQUE” (1987)

A novela de Cassiano Gabus Mendes foi o grande sucesso daquele ano e causou furor e polêmica, desde a abertura até as impagáveis interpretações de Marília Pêra e Marco Nanini. Essa deliciosa canção, que rendeu à cantora muitas idas a vários programas de auditório, era tema da brega Rosemere (Glória Menezes) e do bronco mecânico Baltazar (Denis Carvalho). O irresistível verso “de frente, de trás / eu te amo cada vez mais” é maravilhoso e a música ótima para se cantar e dançar em voz alta na companhia dos amigos. Anos 80 total. Uma delícia.
  
3) AMOR E SEXO (Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor) – novela “CELEBRIDADE” (2003)

O instigante texto de Arnaldo Jabor inspirou uma deliciosa canção interpretada por Rita. Na novela de Gilberto Braga, era tema da espevitada Darlene (Deborah Secco), alpinista social engraçadíssima obcecada pela fama, que vivia às turras com o bombeiro Vladimir (Marcelo Faria). As cenas dos dois eram pra lá de sensuais e a canção de Rita e Roberto embalava perfeitamente esse romance.  

2) MANIA DE VOCÊ - (Roberto de Carvalho / Rita Lee) – série “MALU MULHER” (1979)  e minissérie “QUERIDOS AMIGOS (2008)

Um verdadeiro clássico que dispensa comentários. Presente na trilha da mítica “Malu Mulher”, composta apenas por interpretações femininas, foi defendida por Rita no especial “Mulher 80”, que apresentou as canções da série. Recentemente, também esteve na trilha da saudosista minissérie “Queridos amigos” e embalava a lembrança dos personagens e era tema de Lorena (Fernanda Machado).  Sucesso avassalador que não precisou fazer parte das trilhas para ser o grande “blockbuster” que é, mas vale o registro. 

1)      1) FLAGRA (Roberto De Carvalho - Rita Lee) – novela “FINAL FELIZ” (1982/83)

De longe, a mais deliciosa junção da genialidade de Rita com o universo teledramatúrgico. Mesmo quem não assistiu à novela, se rende à maravilhosa abertura, uma das melhores de todos os tempos, em que as cenas de beijos mais famosas do cinema são projetadas em uma telão e quando acendem-se as luzes... supresa... todos aqueles ícones de Hollywood mostrados nas cenas estão mandando ver no escurinho do cinema. Ideia simples, execução perfeita e interpretação brilhante e antológica de Madame Lee, que arriscou trocadilhos como “Se a Débora quer que o Gregory peque”. Deleite total! Vale a pena rever a abertura:



No blog de Norma Lima, há a lista completa de canções de Rita em novelas:
http://ritalee.blog.terra.com.br/2010/04/23/rita-lee-e-a-cantora-que-mais-gravou-aberturas-de-novela-alem-de-ter-tido-inumeras-composicoes-como-trilhas-sonoras/ 


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E vocês, meus queridos? Quais são seus temas de novelas favoritos na voz de Rita Lee? Compartilhem suas lembranças! 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Entrevista: José Marques Neto, um arqueólogo televisivo!

                                                                                                                                                                    
DO MOFO PARA O MELÃO...


Não é exagero chamar meu querido amigo Neto de um verdadeiro arqueólogo da TV. Além do cara gostar e saber tudo do assunto, possui um invejável acervo de pérolas televisivas, como podemos constatar na foto ao lado, que vão desde cenas e momentos inesquecíveis de novelas e programas em geral até àqueles momentos totalmente “cult”, que seriam totalmente esquecidos se não existisse o Canal “Mofo TV”, que ele criou e mantém no Youtube e há muito já ultrapassou os milhões de acessos.  Além disso, mantém um blog com o mesmo nome, que também privilegia o melhor de nossa memória televisiva.

José Marques Neto nos concedeu uma bela entrevista, na qual nos conta um pouco de tudo:  sua experiência em programas como “Domingão do Faustão” e “Video Show”, de como surgiu a ideia de criar o “Mofo TV”, de suas melhores lembranças televisivas e quais os rumos da teledramaturgia na opinião dele. Como se não bastasse todo o conhecimento e sabedoria acumulados, Neto é um ótimo papo e um amigo à toda prova. Hoje é mais um dia de festa e mais um presente ganho pelo melão. Netão, a palavra é sua!


      Eu prefiro melão - Quais são suas primeiras lembranças televisivas?
Neto - Vítor, que bacana ganhar este espaço para falar um pouco da televisão, que sempre foi a minha melhor companhia. Em ocasiões quando fui forçado a ficar longe desse aparelhinho me senti realmente mal. Mas vamos lá: As minhas primeiras lembranças são aquelas de assistir Perdidos no Espaço no final da tarde dos sábados no colo da minha avozinha Arlette e também do National Kid, já em reprise pelas manhãs da Globo no início dos anos 70. Lembro de programas de auditório dessa época como Alô Brasil Aquele Abraço e do Show da Girafa comandado pelo Murilo Néri, que nada mais era que o Jogo da Velha que voltaria em outras temporadas. Lembro ainda do Clube do Capitão Aza, do Aérton Perlingeiro Show e do Sendas do Saber na Tv Tupi carioca, dos sensacionais e setentistas FICs da Globo e de que só descia para brincar com meus coleguinhas depois do dominical Quem Sabe Mais? O Homem ou A Mulher? do Silvio Santos, usando o cast da emissora do Roberto Marinho. Tenho remotíssimos flashes das novelas da Glória Magadan como o Emiliano Queiroz chegando faminto num castelo e devorando uma bacia de frutas ou então do ator Paulo Gonçalves cumprimentando a si mesmo num incrível efeito chromakey para a época. Não me pergunte quando isso aconteceu nem a(s) novela(s). A primeira que acompanhei foi O Primeiro Amor em 1972 e talvez o falecimento de Sérgio Cardoso tenha sido meu primeiro e televisivo trauma de infância.

      Eu prefiro melão - Como surgiu a ideia da criação do canal Mofo TV?
Neto - As ideias aparecem quando acordo, e numa manhã de sábado em novembro de 2006 um anjo me pegou sonolento e me cantou a pedra, soprando até o nome do canal, um mofo que nunca foi depreciativo mas que alude ao material arquivado que precisava espanar e botar pra rodar, além de me parecer sonoro. Simples assim.

Eu prefiro melão - Como grande conhecedor do assunto, você já venceu vários quizzes e programas do gênero. Conte-nos como foi sua experiência no Faustão participando do “Controle Remoto” e, posteriormente, “TeleTrívia”, o pai do atual “Video Game”. Foi daí que surgiu o convite para trabalhar no Domingão do Faustão?
Neto - Foi o contrário. Fazia faculdade de Odontologia na UFF mas em 1986 e em 1988 já tinha trabalhado para a   Globo nas eleições como fiscal de apuração. Naquela época as cédulas eleitorais eram em papel, a apuração levava dias e a Globo sempre divulgava os resultados na frente do TSE porque montava equipes de fiscais com universitários, então em cada junta apuradora havia um de nós processando números oficiosos na frente do resultado oficial. Quando surgiu o Domingão em 1989 selecionaram 40 daqueles universitários para serem Orelhinhas do Faustão, atendíamos ligações telefônicas do público que respondia qual é o maior inimigo do He Man ou o nome da namorada do Popeye. Era um deleite chegar às 11 da manhã no Teatro Fênix, assistir artistas como Ivan Lins passando o som ou deparar com uma Cláudia Raia já vestida aquela hora como uma árvore de Natal, e ainda ganhar lanche e cachê. Num desses domingos o produtor Marcelo Coelho nos avisou que haveria teste para participação no game Controle Remoto, aí enxerguei a oportunidade de testar meus conhecimentos televisivos. Acertei absolutamente tudo, inclusive fui o único a identificar Alice Cooper nas fotos que exibiram, o que até levou outro produtor a duvidar do meu conhecimento e suspeitar que já conhecesse as respostas. Onze anos depois participaria do Tele Trívia dentro do Video Show Festa que ia aos sábados, ainda com  Miguel Falabella, plateia e gravado na Tycoon.

Eu prefiro melão - Você também teve uma rápida passagem no Video Show como pesquisador. Que tal esse momento? Tem pretensões de voltar a trabalhar na TV?   
 Neto - Fiz o mês de férias da pesquisadora do Video Show em 2008, quando confirmei de que é realmente o que quero fazer doravante. Tenho conteúdo, capacidade e falta de modéstia. Tudo o que preciso é de um novo convite para tal. Talvez se o formato clássico do programa, que era o de resgatar o baú da emissora ainda fosse primazia na atração. Programas como o Som Brasil, Por Toda a Minha Vida e Domingão do Faustão também fazem a minha cabeça

Neto no MTV Debate - 14/09/10
      Eu prefiro melão - Seu canal já foi retirado do ar a pedido de uma grande gravadora por exibir    clipes de artistas contratados por ela. Por que você acha que essas grandes corporações continuam confundindo preservação da nossa memória com pirataria?
Neto - Depois que derrubaram quase simultaneamente a minha MofoTv - com 1080 videos e 17 milhões de acessos até dezembro de 2008 - e também outros como o Memória da Tv do Guilherme Staush e o Aberturas de Novelas do Fábio Sexugi, orgãos como o Estadão e a Folha abriram espaço para nossa perplexa indignação, principalmente porque bastava se retirar tais vídeos sem sacrifício de outros milhares, além do fato de não existir nenhuma intenção comercial, quiçá sermos tratados como pirataria. 99% do material que compunha o canal sequer estava disponível em qualquer mídia e a intenção explicitamente era divulgar a memória pop da televisão. Talvez por isso o YouTube mudou o procedimento de bloquear e impedir a exibição de vídeos que têm direitos autorais de terceiros. Mas é aquilo, servimos de bucha!


Eu prefiro melão - Que novelas e autores você considera emblemáticos e primordiais para a história da nossa TV?
Neto - Dos que já fazem parte do panteão da tevê meus favoritos são Dias Gomes, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Dos que estão na ativa admiro o texto de Miguel Falabella e João Emanuel Carneiro. Vale lembrar que além de autores fantásticos a televisão brasileira dispõe de atores incríveis e diretores e produtores incansáveis e da melhor qualidade. Teledramaturgia é o feliz encontro de cada um desses membros, trabalho de equipe.


 Eu prefiro melão - De que forma você analisa o atual panorama da produção teledramatúrgica? Falta a criatividade e ousadia de outros tempos? Por que?
Neto - Não sentia nas novelas de outrora o ritmo industrial de hoje, parece existir primordialmente necessidade do departamento comercial sorrir pro que vai ao ar, nem que para isso uma torta precise ser arremessada a cada capítulo. Contudo quando umA Favorita ousa mexer na estrutura de se contar diferente uma história, como O Rebu e O Casarão ousaram há décadas, e diga-se que talvez por isso não sejam lembradas como grandes sucessos populares mas como referência de boa dramaturgia, fica claro de que se pode conjugar qualidade e sucesso de crítica , aceitação popular  e o necessário sorriso do departamento comercial. 

Eu prefiro melão - Classificação indicativa é uma forma de censura?
Neto - Sim, contudo reflexo do mundo globalizado e do jeito politicamente correto que se impôs com a facilidade digital. Aconteceu agora na China e em segundos está a uma clicada de você. É o Big Brother real, onde qualquer deslize te joga no paredão. Existem excessos? Sim, mas em ambos os lados.


Eu prefiro melão - Em tempos de novas mídias como internet e TV digital, para onde caminha a teledramaturgia?
Neto - Caminham juntas. Fica claro, contudo, que no passado, com menos opções de entretenimento, a novela tinha maior repercussão. A tevê ainda tem na novela seu principal produto e ainda quando mais do mesmo resistirá por muito tempo. Muita gente assiste o episódio que perdeu de sua série ou novela pela Internet, que ainda não tem a mesma qualidade de som e imagem, mas eu disse ainda.


Neto prefere...

Novela favorita: Rainha da Sucata
Minissérie: Anos Dourados
Autor: Ivani Ribeiro (in memoriam) e Miguel Falabella
Ator: Jardel Filho (in memoriam) e Antonio Fagundes
Atriz: Dina Sfat (in memoriam) e Nathalia Timberg
Cena marcante: Em Rainha da Sucata - Laurinha Figueroa (foto) voando para a morte do terraço da Sucata, para incriminar Maria do Carmo.
Tema de novela inesquecível: Meu Pai Oxalá, de Toquinho e Vinícius de Moraes, em O Bem Amado.


Eu prefiro melão - Neto, os leitores do melão só têm a agradecer pela sua disponibilidade, simpatia e generosidade. Parabéns pelo belo trabalho de preservação de parte da memória artística de nosso país. Sucesso pra você! 
Neto - É uma grande honra figurar no Melão. Muito em breve quero assistir uma novela assinada por Vitor Santos.


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

“Fábrica de ilusões”: o marco inicial de uma promissora carreira.





Pode ser que a intenção de Paulo Ricardo Diniz ao conceber seu filme/ TCC “Fábrica de Ilusões – décadas de telenovela: do realismo ao fantástico” fosse apenas fechar com chave de ouro sua graduação em Comunicação Social. Sinto informar que estou prevendo uma vida bem mais longa para seu caprichado trabalho!




O documentário é um luxo! Paulinho convidou um time de craques que sabem tudo de telenovela... e eu! (rs..). Mesmo sentindo um enorme desconforto em ver minha feiúra ressaltada na tela, confesso que fiquei honradíssimo com o convite para me juntar a essas feras e dar meu depoimento sobre a trajetória da Rede Globo de Televisão e suas décadas de novelas. O time é de primeira MESMO: os autores Ricardo Linhares e Euclydes Marinho; o dono e criador do site Teledramaturgia e do Almanaque da Telenovela (e dublê de modelo nas horas vagas), Nilson Xavier; o criador do canal Mofo TV, José Marques Neto; o roteirista do Video Show e do Video Game e noveleiro apaixonado, Raphael Machado; Daniel Pepe, que vai além do gosto pelas novelas se mostrando um grande estudioso; e Vitor de Oliveira (até então Vitor Santos), roteirista e mestrando com projeto sobre telenovela e dono deste melão, ou seja, este que vos fala.


O timaço: Daniel, Euclydes, Neto, Nilson, Rapha, Ricardo e eu.


Mas de nada adianta juntar um time desse quilate sem que se possua a sensibilidade necessária para selecionar o essencial de cada depoimento (já que foram horas de um maravilhoso bla, bla, bla...) para fazer um caprichado painel década a década com os maiores e inesquecíveis sucessos da Vênus Platinada. Fiquei bastante impressionado com o capricho, com a edição, com a seleção das cenas, enfim... todas as grandes estão lá: Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Pecado Capital, O bem amado, Guerra dos Sexos, Roque Santeiro, Vale Tudo, Tieta, Que rei sou eu, Barriga de aluguel, A próxima vítima, Mulheres de areia, Renascer, A favorita, entre muitas outras novelas inesquecíveis!

Paulinho teve muita sabedoria na edição ao fazer com que o comentário de um complementasse a fala do outro. O resultado é um delicioso bate-papo, imperdível para os fãs de telenovela, que vai além de um mero desfile de sucessos. O filme promove uma discussão sobre a importância de cada novela e o papel do gênero na vida do brasileiro.

Paulinho querido, mais uma vez, parabéns pelo resultado. Fica a torcida e a esperança de que “Fábrica de ilusões” alce maiores vôos. Quem sabe eventos especiais com exibição do filme seguida de debate? Você e nós, apaixonados por novela, merecemos esse presente. Pode ter certeza de que, mais do que um fecho de ouro de seu curso, o documentário marca o início de uma promissora carreira de sucesso! Conte comigo no que precisar!

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