domingo, 16 de dezembro de 2012

Melão entrevista Manoel Carlos: “Lilian Lemmertz foi, sem nenhuma dúvida, a criadora da Helena”






Mais um grandioso presente de final de ano para o melão e seus leitores. Particularmente, fiquei muito feliz e honrado com essa entrevista, já que se trata de um de meus autores favoritos, afinal Manoel Carlos povoa meu imaginário desde sempre. Mais precisamente, desde as remotas lembranças que tenho de “Sol de verão”, novela que foi ao ar quando eu tinha 5 anos de idade, mas já me impressionava com a atuação de Tony Ramos, passando pelo LP internacional da novela “Baila Comigo” que pertencia às minhas primas e que eu passei praticamente toda a infância ouvindo, observando a capa e tentando imaginar do que se tratava a trama (naquela época a internet não era nem projeto), até assistir de fato a uma primeira trama de sua autoria, “Felicidade”, em reprise atualmente no “Canal Viva”. A partir daí minha admiração por ele só aumentou com as novelas “História de amor” (1995), “Por amor” (clássico de 1997) e “Laços de Família” (2000). Nenhum autor consegue dar tanta dimensão humana a seus personagens como Maneco, que também é dono dos diálogos mais naturalistas de nossa teledramaturgia. Suas novelas são deliciosas crônicas do cotidiano, mas que nunca abrem mão dos melhores ingredientes do folhetim. Claro que, se como espectador já era fã de carteirinha, como autor ele é uma verdadeira inspiração.

Mesmo atribulado com os preparativos para sua próxima novela, o autor cedeu gentilmente um pouco de seu tempo para responder a algumas perguntas sobre sua vasta carreira. Ele relembra a primeira Helena, vivida pela saudosa e maravilhosa Lilian Lemmertz em “Baila Comigo” e comemora o fato da filha dela, Julia, ser a próxima. Maneco também fala de trabalhos anteriores, de processo de trabalho, das campanhas sociais em suas novelas, de suas preferências como telespectador, revela alguns nomes confirmados para a próxima novela e confessa o desejo de trabalhar com uma grande atriz com quem nunca trabalhou, além de muitos outros assuntos. Enfim, um prato cheio para todos os fãs do autor e pra todo mundo que ama e admira teledramaturgia. Mais uma vez, o melão estende o tapete vermelho para um grande nome de nossa tevê. Com vocês, Manoel Carlos!



Desde que você anunciou que Julia Lemmertz seria sua última Helena, suscitou uma enorme curiosidade por parte do público a respeito de sua próxima novela.  O que você já pode adiantar a respeito dela?

Manoel Carlos - A minha novela está prevista para estrear na segunda quinzena de janeiro de 2014. Daqui a um ano, portanto. A sinopse, já aprovada, tem dois nomes provisórios: FÊNIX e EM FAMÍLIA.  Ainda estou fazendo mudanças, corrigindo algumas trajetórias da trama, etc., etc. Portanto, qualquer coisa que eu adiante corre o risco de ser mudada. Só mesmo quando uma novela entra na linha de produção é que se pode garantir determinados fatos que ocorrerão no seu desenrolar.

A inesquecível Lilian Lemmertz, a primeira de todas as Helenas do autor; e Julia Lemmertz, filha dela, a próxima Helena.

Falando em Julia Lemmertz, inevitável não lembrar que a mãe dela, Lilian, foi a primeira Helena de suas novelas. Assistindo a “Baila Comigo” (1981) recentemente, pude comprovar a maestria do trabalho da atriz e a naturalidade assustadora que ela imprimia em todas as cenas, por mais simples que fossem. Você diria que a Helena de “Baila Comigo” é a gênese de todas as outras Helenas? Qual a contribuição da atriz na construção da identidade da personagem?  

Manoel Carlos - Lilian Lemmertz foi, sem nenhuma dúvida, a criadora da Helena e, por extensão, de todas as Helenas que vieram depois. Foi ela quem deu alma ao personagem, ao mesmo tempo em que esculpiu nele o seu próprio gestual, sua inflexão maternal, seu desvelo. Foi ela que deu à Helena esse comportamento dúbio, que mescla generosidade com egoísmo, e mais tudo que a grande atriz que foi Lilian sabia emprestar a todos os personagens que criava. Eu a “namorei” de longe, desde que a vi sobre o palco pela primeira vez, nos anos 60, ao lado de Cacilda Becker e Walmor Chagas, em “Quem tem medo de Virginia Woolf”, de Albee. Era uma jovem de menos de 30 anos, que já iluminava o caminho que viria a percorrer como estrela de primeira grandeza. Vinte anos depois desse encontro, pude dar a ela o personagem de “Baila Comigo”. A filha Julia foi pelo mesmo caminho. Humana e sensível como poucas, só agora terei a oportunidade de escrever para ela o papel criado por sua mãe. Essa oportunidade me deixa muito feliz.


Ainda sobre as Helenas, todas têm em comum o fato de carregarem um grande segredo e serem bastante abnegadas, mas ao assistir à reprise de “Felicidade” (1991), atualmente em exibição no Canal Viva, constatei que a Helena de Maitê Proença, a exemplo das outras, também escondeu um grande segredo, que foi uma falsa gravidez, promovendo, inclusive, o enterro de um tijolo, fingindo ser o bebê morto e enganando toda a cidade. Mas o que essa Helena tem de diferente é o fato de mentir em benefício próprio, ao contrário das outras, que mentiam pra beneficiar alguém. Isso foi de caso pensado? O que mais você pode destacar a respeito dessa novela?

Manoel Carlos - Muitas Helenas se parecem em algumas qualidades e defeitos, mas não em todas, já que ninguém é exatamente igual a outro alguém. Nem entre filhos da mesma mãe e do mesmo pai. As Helenas são uma imitação de pessoas humanas e verdadeiras, pois essa é minha maneira de ver as novelas.  Nem realista ou naturalista, como querem alguns. E nem delirantes. Apenas verossímeis. Possíveis.  No caso de “Felicidade” há que se notar que foi uma novela apresentada às 18 horas, numa época (1991-1992) em que não se podia avançar muito. Além disso, todas as seis ou sete histórias que se entrecruzavam eram inspiradas livremente em contos de Aníbal Machado. Portanto, muita coisa desses contos ficou agregada ao meu trabalho. O elenco era afinadíssimo, com Maitê e Tony formando um par que sempre tive vontade de repetir.

Maitê Proença e Tony Ramos em cena de "Felicidade"

Você também tem planos de escrever uma minissérie.  Ela virá antes ou depois da novela? Prefere esse formato por serem mais curtas?

Manoel Carlos - É verdade e não vou desistir. A minissérie MADAME, inspirada em “Madame Bovary”. Acertei com a direção da TV Globo a produção dessa minissérie para depois da novela. Quem sabe em 2015?
        
O que acha desse novo formato de novelas com menos capítulos às 23 horas? Aceitaria continuar a escrever novelas nesse horário, que proporciona uma liberdade maior para cenas mais ousadas como vimos em “O astro” e “Gabriela”? Que novela sua escolheria para um remake?

Manoel Carlos - Acho excelente. O “Astro” foi muito bem realizado e acredito totalmente no sucesso de “Saramandaia”, que vai ser reescrita pelo Ricardo Linhares, um autor de grande sensibilidade e talento, tanto na comédia como no drama. Eu escreveria com prazer uma novela para esse horário, mas jamais adaptaria uma obra minha. Isso não dá certo. O próprio autor não sabe fazer esse trabalho, é preciso que seja entregue a outra pessoa, que enxergue a tarefa como uma empreitada totalmente nova.

Você talvez seja o autor que retrata melhor o universo feminino.  De onde vem essa inspiração e, com exceção das Helenas, que personagens femininas destacaria em suas obras?

Manoel Carlos - Acho a mulher mais rica do que o homem, como fonte de inspiração. Isso certamente tem raízes na minha trajetória pessoal, pois fui criado mais pela minha mãe do que pelo meu pai, tendo nascido depois que eles tiveram duas meninas, que também participaram da minha criação. Não conheci nenhum dos meus dois avôs, mas minhas duas avós tiveram papéis fundamentais na minha vida, assim como três tias e algumas primas, sendo que foram essas, as primas, que despertaram minhas primeiras paixões de adolescente. Vai nisso também meu amor pelas atrizes, seres incomparáveis, donas de uma personalidade mutante, capazes de rir e chorar com a mesma “falsa verdade”. Para mim não existe nenhuma profissão no mundo melhor do que a de atriz. Sempre divinas e cruéis. Reconheço que todos os meus personagens femininos têm um acabamento melhor do que os masculinos.

Reunião de Helenas.
Pergunta do leitor Rodrigo Ferraz: apesar de paulista, você nunca criou uma Helena nascida aqui. Já pensou em ambientar uma novela em São Paulo, talvez com uma Helena paulistana, quem sabe de descendência judia ou italiana?

Manoel Carlos - Já pensei e ainda penso. Sempre quis, desde que escrevi a minha primeira novela, mas nunca consegui. E acho ótima a sugestão de que fosse descendente de italianos ou judeus. Quem sabe ainda faço?


Você sempre faz questão de incluir em suas tramas o que a emissora costuma chamar de merchandising social, como o caso da violência contra a mulher e o desrespeito contra os idosos em “Mulheres apaixonadas” (2003), a leucemia em “Laços de Família” (2000), a questão da tetraplegia em “Viver a Vida” (2009), Síndrome de Down em “Páginas da Vida” (2006) e o alcoolismo em quase todas as novelas. Ainda assim, você acredita que o objetivo principal de uma novela é o entretenimento ou a função social é algo imprescindível?

Manoel Carlos - Para mim, as duas finalidades se completam. Uma não impede a outra. O que sempre achei é que escrever uma novela, seja para que horário for, é uma grande oportunidade que o autor tem de oferecer alguma ajuda, sem esquecer o entretenimento. E essa disposição foi sempre muito gratificante. 

Trama dos maus tratos aos idosos na novela "Mulheres apaixonadas"

Que cuidados um autor deve ter ao retratar a vida de pessoas reais como a cantora Maysa, retratada em uma minissérie de sua autoria? Qual o limite entre o real e o ficcional?

Manoel Carlos - Escrevi “Maysa” com ampla liberdade. Sem esquecer o que era importante em sua biografia e sem deixar de salpicar a história com cenas e fatos criados por mim. Não sou um biógrafo, mas um ficcionista. O resultado foi muito feliz e teve a concordância do filho da Maysa, o Jayme Monjardim, que assinou a direção do projeto.  

Larissa Maciel dando vida à cantora Maysa

Como é a divisão de trabalho entre você e seus colaboradores? Você costuma dar a liberdade a eles para criar dentro da escaleta ou sugerir novos rumos para as tramas?

Manoel Carlos - Não tenho um regulamento para isso. Muitas vezes divido o trabalho, outras vezes entrego o capítulo para que eles o escrevam integralmente, Não sigo uma regra, como em quase tudo na minha vida. Minhas escaletas, quando existem, são precárias, incompletas, com mais sugestões do que determinações. Trabalho há muito tempo com as mesmas pessoas. Se possível serão sempre elas, ainda que eu queira que alcem vôos solos, assinando seus próprios projetos, já que são capazes de realizar esse trabalho.

Você, talvez, seja o autor que mais consegue dar dimensão humana aos personagens, mas ao mesmo tempo suas histórias são repletas dos elementos mais tradicionais do melodrama, como segredos de família, trocas de bebês e outras coincidências do destino. Como consegue driblar os clichês e as armadilhas do gênero para compor um painel de personagens sempre tão rico e diverso?

Manoel Carlos - Mas eu não acho que drible os clichês. Uso todos que me pareçam necessários. Afinal, a vida é feita de lugares-comuns. Não fazemos mais do que repeti-los. O Millôr Fernandes escreveu uma vez que a originalidade é a coisa mais velha do mundo. Conheço uma outra reflexão muito interessante de um autor que não me lembro agora: “O lugar comum é obra de gênio”.  O que distingue um autor do outro é a maneira de repetir e encarar esses estereótipos. Uma vez, numa conferência que eu assisti do genial Agripino Grieco, ele disse que muitas pessoas o criticavam por contar, nas palestras, sempre as mesmas histórias, repetir as mesmas piadas, etc. E ele então perguntava: “Não temos diariamente o mesmo pôr do sol e a mesma aurora?” E concluía: “E Deus, afinal de contas, tem mais recursos do que eu!”.

Qual sua posição pessoal a respeito da classificação indicativa? Até que ponto ela limita o trabalho do autor?

Manoel Carlos - Perto do que já existiu de limitação ao trabalho de um autor, a classificação é uma benção. Nem obrigatória ela é, mas apenas indicativa, como o nome diz.  E vale lembrar que em outros países, como nos Estados Unidos, é bem pior.

Na entrevista para o livro “Autores”, você conta que a reação do público acabou mudando os rumos da trama em “Sol de Verão” (1983) em que o personagem do Tony Ramos se envolveria com a personagem de Carla Camuratti e isso acabou não acontecendo. Até que ponto deve-se fazer concessões para que a autoria não se perca de vista? Citaria algum exemplo inverso, em que você não cedeu ao clamor popular?

Manoel Carlos - A novela de televisão sempre precisará da aprovação da audiência. E essa aprovação, muitas vezes, exige mudanças pontuais exigidas pelo público.


Você é noveleiro? Quais são as novelas preferidas do Manoel Carlos espectador?

Manoel Carlos - São muitas, mas cito apenas três: “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, “Que Rei sou eu?”, de Cassiano Gabus Mendes e “Nina”, de Jorge Andrade.


Já pensou no elenco da nova novela?

Manoel Carlos - Reservei alguns nomes, além da Julia Lemmertz. Não me lembro de todos neste momento, mas entre eles estão: Tony Ramos, Vivianne Pasmanter, Natália do Vale e Helena Ranaldi. Gostaria de ter a Mel Lisboa, uma atriz que a Globo, a meu ver, não poderia ter perdido, mas quem sabe... não é?  


Há alguma atriz para quem você gostaria de escrever, mas que nunca escreveu?

Manoel Carlos - Glória Pires, sem nenhuma dúvida. E não perdi a esperança.

Para terminar, qual o papel da telenovela na vida do brasileiro?

Manoel Carlos - Muito presente no dia-a-dia e de ampla aceitação em todas as classes sociais, econômicas e culturais. Nada se compara a ela, pela diversão que proporciona e – muitas vezes – pela reflexão que provoca sobre temas comuns na esfera humana. Falar para milhões é – afinal de contas – o sonho dourado de qualquer escritor. E o novelista de televisão realiza esse sonho diariamente.

Foto: Cícero Rodrigues para o livro "Autores" 
___________

LEIA TAMBÉM:

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Lilian Lemmertz: a “mãe” de todas as Helenas e favorita do blog!





23 comentários:

Fabio Dias disse...

Que delícia de entrevista.
Ansioso, como sempre, pela sua próxima novela, que ele sempre diz ser a última! Uma pena que adiaram pra depois do Walcyr, pela escala natural seria depois de Gloria.


Abraço

Thiago disse...

Sabe quando uma coisa está faltando e precisa urgentemente ser suprida? Pois era o Maneco no Melão!
Simplesmente sensacional! Eu teria inúmeras perguntas para fazer pro mestre o qual sou devoto absoluto (assim como ele é da Santa Rita de Cássia), mas a entrevista foi excelente, com respostas à altura.

Manoel Carlos é o mais literário dos autores de novela. Nenhuma obra sua é vazia - e o tão criticado merchandising sócio-cultural que ele faz questão de inserir nas suas tramas nunca me incomodou - sobretudo por ele saber intercalá-lo muito bem com o folhetim e suas histórias cheias de vida. Ele é a verdadeira sabedoria adquirida por percepções do que a sociedade está necssitando naquele momento.

Reverencio, sem pudor algum!

Ivan disse...

que alegria essa entrevista para o Melão!!!
Maneco sempre sensível, delicado e elegante em suas respostas!
parabéns !!!

Júnior Bueno disse...

Adoro o Maneco, e quero ver a sua nova Helena. Mas eu ainda sonho com a Júlia sendo Helena num possível remake de Baila Comigo às seis... seria lindo!

Rafael Barbosa dos Santos disse...

Oba! Tony Ramos em novela do maneco, adoro essa parceria, sem falar ainda em Julia Lemertz que com certeza dará uma Helena incrível. Gostaria que a Glória Pires também estivesse na trama e que o autor realizasse esse desejo, enfim mal posso esperar para ver a volta do maneco, sou fã. Show de entrevista!

Nilson Xavier disse...

Adorei essa frase dele:

"As Helenas são uma imitação de pessoas humanas e verdadeiras, pois essa é minha maneira de ver as novelas. Nem realista ou naturalista, como querem alguns. E nem delirantes. Apenas verossímeis. Possíveis."

Resume bem o universo ficcional de Maneco!

Linda entrevista! Parabéns Vitor!

Elaine disse...

Maneco como sempre genial!!! Delícia de entrevista!!!

Queria muito que ele escalasse a Regiane Alves para a nova novela dele. Senti muito a falta dela em Viver a Vida. Regiane é magnífica e uma das poucas que fala o texto do Maneco com a máxima maestria que ele merece.

Enfim, a parceria dos dois é perfeita e merece ser repetida novamente.

Thavinho Henriques disse...

Manoel Carlos, como sempre, ensinando aos outros autores uma educação e simpatia ímpares!!!

Ansioso pela novela. E, sendo sincero, algo que nos remete a História de Amor... Uma das minhas favoritas!

Parabéns ao blog!

Denis Pessoa disse...

Parabéns, Vítor, pela ótima entrevista! Parabéns a todos pelas boas perguntas feitas, e claro, parabéns ao Maneco, pela gentileza e por toda sua obra, que para mim não tem preço! Amo este senhor há muito tempo, e assim pretendo seguir! Abraço a todos!

Diogo C. disse...

Amo Maneco! O cara sabe escrever com um toque de realismo e humanidade que nenhum outro autor consegue (quem chegou perto foi a Lícia Manzo em A Vida da Gente).

Tudo que ele faz é perfeito, ele só teve mesmo problema com Viver a Vida, mas nesse caso, a novela teria sido perfeita se não fosse a lentidão excessiva... Espero que ele corrija isso na próxima.

E até hoje não entendo como ele NUNCA trabalhou com a Glória Pires. Sonho com uma Helena feita pela Glorinha.

Parabéns pela entrevista, Vitor! ;)

Unknown disse...

Li em uma entrevista que um dos sonhos da Aline Moraes era ser uma das Helenas do Manoel Carlos. Acredito que seria mais um excelente trabalho, mas acho que não será possível, visto que pelo que entendi Julia Lemertz, excelente atriz, será a última. Pena pois as novelas de Manoel Carlos são as melhores!

Unknown disse...

Li em uma entrevista que um dos sonhos da Aline Moraes era ser uma das Helenas do Manoel Carlos. Acredito que seria mais um excelente trabalho, mas acho que não será possível, visto que pelo que entendi Julia Lemertz, excelente atriz, será a última. Pena pois as novelas de Manoel Carlos são as melhores!

Júlio César Martins disse...

Excelente, Vitor! Sua verve de jornalista de televisão é preciosa, obrigado por se dispor a nos presentear com essas preciosidades. Nada como ler uma entrevista apurada, dessas que somente alguém realmente apaixonado pelo gênero conseguiria fazer tão bem. Muito bom!

Aninha disse...

Maravilhosa essa entrevista com o Manoel Carlos, meu autor favorito desde sempre! Quem nunca sonhou em ser uma "Helena " do Maneco? Eu já!! Vida longa a esse monstro da teledramaturgia brasileira!

Rafael Lins disse...

Entrevista perfeita! Que educação e humildade tem Manoel Carlos. Mesmo que seus personagens sejam verossímeis ou naturalistas, o texto dito por eles parece poesia em prosa. Noto isso desde Felicidade, que não perco um capítulo. Eu gostaria que sua próxima novela sucedesse Salve Jorge.

Walter de Azevedo disse...

Engraçado, lendo as respostas de Manoel Carlos, a sensação que tive á a mesma de quando ouço os diálogos que ele escreve para as Helenas, os Carlos, os Moretis. É algo mais do que a simples resposta. Um delicioso clima de bate papo e de troca, não apenas de entrevista. Sobre a próxima novela, vai ser incrível e emocionante ver Júlia Lemmertz como Helena.
Melão se superou!!! Super presente de Natal!

Sérgio Santos disse...

Não preciso dizer que a entrevista está excelente, todos já disseram. Só torço para que o Maneco consiga realizar seu sonho e escale Glória Pires para sua última novela. Até lá Guerra dos Sexos já vai ter acabado e ela vai ter tido um bom descanso de imagem. Abraços.

RÔ_drigo disse...

Entrevista deliciosa=)
Gostei dos nomes reservados, gostei ainda mais em saber que ele quer trabalhar com a Gloria Pires e não bastasse tudo isso gostei mais e mais que ele gostou da minha sugestão, hehehehe.

Emerson Felipe disse...

Que entrevista maravilhosa!!!
Parabéns ao Melão e ao ilustre entrevistado Manoel Carlos!
E desejando toda a sorte e sucesso para a sua próxima novela, a intensa Julia Lemmertz com certeza vai fechar com chave de ouro o ciclo das inesquecíveis Helenas.

Maurício Ferreira disse...

Maneco é meu autor do coração, emprestou à vários atores seus personagens, ajudando a consagrá-los. Gianechini, Alexandre Borges, Carolina Dieckmann, Giovana Antoneli, Deborah Secco, Carla Marins, Viviane Pasmanter, Regiane Alves, Aline Moraes, Mel Lisboa, Grazi Massafera, Eduardo Moscovis, Carolina Ferraz, entre tantos outros... E também marcou a vida de tantos outros artistas já consagrados, Tony Ramos, Natália Duvalle, Susana Vieira, José Mayer, Vera Fischer, Maitê Proença, mas tenho que destacar Lília Cabral, que tem um talento espantoso desde sempre e foi ganhando seu espaço bem aos pouquinhos até que em 'História de Amor" Manoel Carlos lhe deu um personagem no núcleo central da trama e ela arrasou fazendo a perturbada Sheila, depois só vieram parcerias de sucesso em "Laços de Família", "Páginas da Vida" (consagração total ganhando vários prêmios como melhor atriz) e após essa novela tudo na vida da Lília se desenvolveu de forma muito frutífera, tanto no teatro quanto na tv, sendo assim ela voltou e roubou para ela o status de pseudo-Helena em "Viver a Vida" ganhando mais outros tantos prêmios... Lília e Maneco são almas que se completam... E como o Maneco não se limita vamos estender para Regina Duarte mais outra parceria de sucesso, 3 Helenas.... quer mais? Maneco e Regina já trabalharam antes em "Joana" e "Malu Mulher", são amigos, parceiros, encontrei Regina semana passada em sua peça "Raimunda,Raimunda" e ela disse que vai pedir um papel pequeno para o Maneco em sua próxima novela... Minha Helena preferida foi interpretada por ela em "História de Amor", tive a honra de conhecê-la e nessa semana conheci também Lília Cabral em seu espetáculo "Maria do Caritó" e ela me disse que provavelmente não fará a novela do Maneco pois estará em "Saramandaia"... mesmo assim é um presente ter conhecido essas duas brilhantes atrizes e agora ler uma entrevista tão deliciosa como essa com o meu autor do coração Manoel Carlos! Amei!

Edison Eduardo d:-) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edison Eduardo d:-) disse...

Ah, Vitor, o Melão está de PARABÉNS!!!

O Maneco é extraordinariamente um dos principais criadores de histórias do Brasil e essa sacada de ter uma HELENA (quem vai ser nessa? Quem foi naquela?) em cada novela aguça ainda mais o reboliço da mídia e, principalemtne, a curiosidade dos seus telespectadores.

Só pra constar eu tb cresci com o LP da novela "Baila Comigo" internacional, tinha duas músicas que adoro ouví-las até hj!!! Lembram-me muitas coisas da infÂncia tamanho o PODER!

Impressionanate as fotos das Lemmertz!

Aquele abraço, grande e apertado!
Edison Eduardo d:-)

Hellen Dezan disse...

Gostei da entrevista! Maneco é um dos poucos autores brasileiros que me faz parar para assistir novela!Espero que ele acerte bem na nova novela,caso as parcerias dele com Jayme Monjardim nao apreciei bastante, o tanto quando era com Ricardo Waddington.Espero que ele nos dê uma Helena real ,nao classe média alta como as ultimas,mas sim uma Helena classe média como a de Regina Duarte em "HISTORIA DE AMOR ", ou a de Lilian Lemertz em "BAILA COMIGO".Queria ver este clima gostoso de assistir novela em familia de volta ,como havia em "HISTORIA DE AMOR ", que tinha um clima delicioso.Relaçoes entre mae e filha,avos e netos, amigos, e de desconhecidos, assim como é nossa vida!

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