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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

OS MELHORES PRIMEIROS CAPÍTULOS – Ponto de partida para uma boa novela.



Por Wesley Vieira – Blogueiro convidado


O primeiro capítulo de uma novela, obviamente, é o chamariz para toda a história que irá se desenrolar ao longo dos próximos meses. Quando bem amarrado, fisga o telespectador de imediato. Alguns clichês são necessários para chamar a atenção, como as cenas de ação e os amores à primeira vista. Também é essencial um melhor acabamento estético para impressionar o público. Não necessariamente um bom primeiro capítulo é sinal de novela boa, assim como um primeiro capítulo ruim não é sinal de novela ruim. Aqui no Melão, listei 10 melhores primeiros capítulos na minha humilde opinião. Claro que muitos excelentes ficaram de fora, mas citarei apenas aqueles que eu vi e gostei. 


Celebridade – Primeiro capítulo exibido no dia 13/10/2003




Fama, inveja e vingança eram os temas centrais dessa moderníssima trama de Gilberto Braga. Nesse excelente primeiro capítulo, como sempre, a agilidade na apresentação das tramas e personagens - marca registrada do autor: Considero esse primeiro capítulo como uma espécie de prólogo para mostrar, logo de imediato, o que seria a espinha dorsal da novela: as armações de Laura (Claudia Abreu) para pegar o lugar de Maria Clara (Malu Mader) em um misto de inveja e vingança. Um curioso recurso foi utilizado para “familiarizar” os personagens: na medida em que eles iam aparecendo, a imagem congelava e seus nomes eram grafados na tela. O capítulo, resumidamente, mostra as artimanhas de Laura para conseguir um emprego de secretária na produtora de Maria Clara Diniz, famosa empresária do mundo da música. Humilde, a jovem disputa uma vaga, mas não obtém êxito. Ela, então, parte para o plano B: Marcos (Marcio Garcia) seqüestra Maria Clara e Laura surge para defendê-la. O seqüestro, aliás, vira um acontecimento televisivo, algo tipicamente hollywoodiano, afinal Maria Clara é uma celebridade. Tiros, explosões, muitos flashes... E a promoter consegue escapar do bandido. Em forma de agradecimento, Laura ganha o cargo de secretária. Um brinde! Mas nesse primeiro capítulo, personagens como Darlene (Débora Secco) e o bombeiro Vladimir (Marcelo Farias) também eram apresentados. Ela queria ser famosa. Ele, o namorado, não. Por ironia do destino, é Vladimir quem salva Maria Clara de uma explosão e por esse ato, ele será reconhecido. Outro importante personagem é o arrogante jornalista Renato Mendes (Fábio Assunção) disputando o seu alto ego com Maria Clara. O capítulo fecha com o prenúncio do que viria pelos próximos capítulos: Laura e Maria Clara brindam pela felicidade: “Você vai ter tudo o que sempre mereceu”, dispara a falsa boazinha. Capítulo perfeito!


Tieta – Primeiro capítulo exibido no dia 14/08/1989




Inesquecível novela baseada no livro de Jorge Amado, “Tieta” arrebatou o público ao mostrar as deliciosas histórias criadas pelo grande autor baiano. De forma simples, mas interessante, os autores centralizaram o capítulo em Ascânio (Reginaldo Faria) e seu retorno a Santana do Agreste. Após muitos anos vivendo no Rio, ele está de volta e reencontra todos os amigos que deixara para trás. Seria óbvio iniciar a novela justamente com a protagonista-título, porém o reencontro de Ascânio com os amigos serviu para que eles contassem o que aconteceu com aquela “cabritinha apetitosa”. Entra o flashback mostrando os assanhamentos de Tieta envolta com os homens da cidade. Assim, o público já reconhece que sua irmã, Perpétua, é a grande invejosa da história. É ela a responsável pelo flagrante que o velho Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos) dá em Tieta, no momento de prazer com Lucas (Herson Capri). Quem não se lembra do “ypsilone duplo”? Diante dos moradores da cidade, Zé Esteves dá uma surra na filha e a expulsa da cidade. Ela jura que voltará para se vingar. A ação volta aos dias atuais e com a morte do pai, Ascânio decide ficar de vez na cidade. Ele volta para o Rio e se casa com Helena (Françoise Fourton), que opõe radicalmente à mudança. O capítulo termina em Helena desesperada com a nova vida que Santana do Agreste lhe reservará dali em diante. 


Fera Ferida – Primeiro capítulo exibido no dia 15/11/1993



Vingança, tema recorrente em muitas histórias, também era o pilar principal desta trama baseada em histórias de Lima Barreto e escrita pelo trio Aguinaldo Silva, Ana Maria Morethzon e Ricardo Linhares. Este primeiro capítulo, forte e conciso, iniciava com Raimundo Flamel (Edson Celulari) a caminho de Tubiacanga, sua cidade natal, de onde teve que fugir quando ainda era criança. Gusmão (Ewerton de Castro), seu fiel escudeiro, ouve a sua triste história e entra flashback, revelando a saga do rapaz. Seu pai, Feliciano Mota da Costa (Tarcisio Meira), o prefeito, acredita que a cidade possui minas de ouro e tendo o apoio dos companheiros poderosos, entre eles o Major Emiliano Bentes (Lima Duarte), revela uma grande pepita de ouro para a população que fica alvoroçada com o achado. Logo, ele convence o povo a entregar suas economias para a construção de uma mineradora em Tubiacanga. No entanto, a cidade é invadida por garimpeiros que souberam da notícia e quando Feliciano volta da capital com o dinheiro do povo convertido em dólares, todos descobrem que a pepita era falsa. Clímax. Feliciano é perseguido pelo povo e para piorar, o dinheiro some misteriosamente. Além de mentiroso, todos o chamam de ladrão. Encurralado, ele foge com a esposa e o filho numa canoa, mas é atingido por um pistoleiro. Sua esposa também morre e Feliciano Júnior enterra os pais. Ele jura se vingar de todos. Quase ao final do capítulo, a ação volta para a atualidade e Raimundo Flamel faz mistério de seu retorno à cidade para curiosidade dos poderosos que foram responsáveis pela derrocada de sua família.  


Corpo a Corpo – Primeiro capítulo exibido no dia 26/11/1984

A novela que contava a história da mulher ambiciosa que faz pacto com o diabo para ascender profissionalmente, teve um primeiro capítulo excelente e muito bem amarrado. Em um tom bastante ágil, conhecemos os personagens principais, entre eles, Eloá (Débora Duarte) que trabalha na Fraga Dantas como engenheira e tem aspirações maiores que o marido Osmar (Antonio Fagundes). Por não ter sido escolhida para ir ao Japão, inconscientemente, ela deseja a morte de todos da família e no mesmo dia, descobre que a esposa de Alfredo Fraga Dantas (Hugo Carvana) morreu. Uma sequência de tirar o fôlego é a enchente em Santa Catarina, fato que levará Rafael (Lauro Corona), sua mãe e sua noiva ao Rio. A discreta aparição de Tereza (Glória Menezes) revela que há algum mistério ao redor daquela mulher, que, de forma suspeita, aborda Bia (Malu Mader) após o término da missa de sétimo dia de sua mãe. Quando Cláudio (Marcos Paulo) sofre um espancamento, é Tereza a escolhida para cuidar dele. O capítulo termina com Eloá em uma festa conhecendo o suposto diabo – entrecho que vai permear toda novela.


Vereda Tropical – Primeiro capítulo exibido no dia 23/07/1984


Sem dúvida, a minha novela das sete preferida tinha que entrar nessa lista. Anárquico e movimentado, o capítulo de estreia da primeira novela de Carlos Lombardi com supervisão de Silvio de Abreu, teve todos os bons ingredientes para torná-lo memorável. Cenas rápidas e divertidas deram o tom que seria característica principal do folhetim. A novela começa no ano de 1976, em Belém do Pará, onde mora Silvana (Lucélia Santos), uma simples operária que se apaixona por Vitor (Lauro Corona), rapaz rebelde, filho do poderoso Oliva (Walmor Chagas). Como Vitor gosta de se sentir livre, ele foge enquanto Silvana dá à luz na beira do cais. Nesse momento, uma bonita sonoplastia de Ave Maria sobrepõe aos berros da mocinha (esse recurso foi utilizado porque os censores não gostaram de ouvir os gritos de Silvana. Os autores, então, prometeram inserir a música para que a cena não fosse cortada). Desde então, Silvana vive fugindo do sogro e em 1984 ela está em João Pessoa onde mora com a avó e o filho, Zeca (Jonas Torres). Conhecemos o atrapalhado Oliva e suas três filhas, entre elas, a ambiciosa Catarina (Marieta Severo) e Verônica (Maria Zilda), femme fatale, que está na Espanha aproveitando a vida e, de quebra, seduzindo os homens. Uma das melhores cenas é quando ela provoca uma briga no cassino e consegue se livrar, linda e poderosa, do local. Claro, o capítulo, também, apresenta Luca (Mario Gomes), o jogador de futebol correndo atrás da sorte e se metendo em muitas confusões, principalmente com a feiosa Clô (Regina Casé), filha do diretor do time, que descobre o romance e coloca os capangas para pegá-lo. Ligando todos os núcleos, está a Vila dos Prazeres onde a fábrica de perfumes CPP, de propriedade de Oliva, e a cantina italiana La Tavola de Michele, comandada por Bina (Georgia Gomide), a mãe de Luca, estão instaladas. Oliva consegue raptar o neto e o leva para São Paulo. Em ritmo de muita ação, o capítulo fecha com Luca se livrando dos capangas.


Vale Tudo – Primeiro capítulo exibido no dia 16/05/1988


Gilberto Braga é mestre em excelentes primeiros capítulos. Ele sabe, como ninguém, mexer com todos os recursos folhetinescos para fisgar o telespectador já no início de suas narrativas.  Nessa célebre novela, o capítulo número um não seria diferente. Poucos personagens foram apresentados nesse início. Basicamente, o capítulo mostra Raquel (Regina Duarte) começando uma nova vida ao lado da filha em Foz do Iguaçu, após uma separação traumática. Anos depois, Maria de Fátima (Glória Pires), sua filha, é uma jovem ambiciosa, cansada da vida modesta e com vergonha da mãe que trabalha como guia turística. Sonhando com o Rio de Janeiro, ela conhece o modelo César Ribeiro (Carlos Alberto Ricceli) e vê nele a chance para sair daquela vida. Na base das artimanhas, Maria de Fátima consegue fazer figuração para uma sessão de foto e descobre que César precisa de alguém que arrume um jeito para passar uns produtos pela alfândega. É assim, que entra em pauta um importante debate sobre corrupção que dará o tom à novela inteira. Salvador (Sebastião Vasconcelos) morre e deixa a casa como herança para a neta. Nos minutos finais, Raquel descobre que a filha vendeu o imóvel e levou todo o dinheiro. Um capítulo simples, mas deliciosamente bem amarrado. 


A Gata Comeu – Primeiro capítulo exibido no dia 15/04/1985




Simplesmente Ivani Ribeiro. E isso já diz muito. Ivani, uma das maiores novelistas da televisão brasileira, prezava pela simplicidade e por isso mesmo arrasava. E A Gata Comeu é um clássico do horário das 18 horas. O capítulo começava enquadrando o Pão de Açúcar, localizado na Urca, bairro que centraliza a ação da novela. O professor Fábio (Nuno Leal Maia), em sala de aula, cita o nome de todos os alunos que irão participar de uma excursão com a lancha emprestada pelo importante empresário, Horácio Penteado (Mauro Mendonça). É quando entra em cena, a linda Jô Penteado (Cristiane Torloni) – ao som de “Só Pra o Vento”, música do Ritchie - moça mimada que, por ironia do destino, sugere ao noivo um passeio na mesma lancha no próximo feriado. Nesse ínterim, o impagável casal Gugu (Claudio Correia e Castro) e Tetê (Marilu Bueno) aparece e já arrancam risadas dos telespectadores. Tipos adoráveis que viviam às turras, eles são convidados a participarem da mesma excursão e soltam um “Topo, Gugu!” que adotei pra minha vida. Depois, descobrimos que Paula (Fátima Freire), a noiva de Fábio, trabalha na agência de turismo que pertence a Horácio. Está amarrada a teia. Após uma discussão com Jô, ela é demitida, mas tem a chance de participar da excursão como convidada do noivo. Jô, que se tornou a sua arquiinimiga, a barra na entrada do cais causando tremenda confusão. É nesse momento que Fábio e Jô se conhecem e a antipatia é recíproca. O capítulo termina com o motor da lancha explodindo em alto mar, gancho para os próximos capítulos, quando essa turma ficaria perdida durante muitos capítulos em uma ilha deserta. 

Louco Amor – Primeiro capítulo exibido no dia 11/04/1983

Em uma narrativa bastante ousada para a época (e incrivelmente inovadora, até, para os dias de hoje), Gilberto Braga utilizou o recurso do “flashback dentro do flashback”, fazendo deste, um dos melhores primeiros capítulos já exibidos (em minha opinião, claro). Já em tom de flashback, a trama começa durante a festa de 17 anos de Patrícia (Bruna Lombardi). Ali está o mocinho, Luiz Carlos (Fábio Junior), apaixonado pela aniversariante, mas obrigado pela madrasta da moça a servir os convidados. A partir daí, ele relembra os primeiros momentos de sua chegada à mansão de Edgar Dumont (José Lewgoy), quando ainda era criança, passando para a descoberta do amor até chegar ao primeiro clímax quando a malvada Renata (Teresa Rachel), totalmente contra o relacionamento, pega o casal em flagrante. A ação volta para festa. Luiz Carlos, humilhado, solta os cachorros em Renata e nos convidados. Esta é, em minha opinião, uma das melhores cenas da teledramaturgia brasileira. Impressionante. É esse fato que o separará de Patrícia. Fim do epílogo. Nos “dias atuais”, o mocinho trabalha numa sapataria, vive longe da mãe e está prestes a se formar em jornalismo. Também conhecemos Claudia (Glória Pires), colega de classe de Luiz Carlos. Ela tem uma difícil relação com o Alfredo (Fernando Torres), seu pai, que sensibilizado com a situação de Luiz, o convida para dividir um quarto. Após seis anos longe do Brasil, Patrícia retorna ao Brasil e Luiz Carlos invade a mansão, descobrindo que ela teve um filho.


O Astro – primeiro capítulo exibido no dia 12/07/2011




A ganhadora do Emmy de melhor telenovela em 2012 também teve um capítulo de estréia exemplar. Nessa versão baseada no antigo texto de Janete Clair (Ave Janete!), e escrita por nosso amigo Alcides Nogueira, o Tide, e Geraldo Carneiro, muitas cenas de ação e a apresentação corretíssima de todos os personagens, sobretudo do protagonista Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi). As primeiras cenas, em flashback, o mostram em apuros na pequena cidade de Bom Jesus. Após dar um golpe nos fieis da igreja, Herculano descobre que fora enganado pelo seu companheiro, Neco (Humberto Martins). Sozinho, ele é perseguido por todos. Impressiona a ferocidade dos populares. Muitos takes espetaculares dessa fuga e de repente, a única solução é entrar na delegacia e pedir ajuda. Na cadeia, ele conhece Ferragus (Francisco Cuoco), um homem misterioso, misto de mágico e bruxo, que se torna o seu mentor. Aos poucos Herculano aprende todas as técnicas com ele e após uma passagem de tempo, está livre. Agora ele se tornou o Professor Astro e faz sucesso com shows de ilusionismo na casa de espetáculos Kosmos. É lá que Amanda (Carolina Ferraz), procurando se distrair, o conhece e apesar de negar, fica impressionada com seu desempenho. Conhecemos Marcio Hayalla (Thiago Fragoso) tocando seu flugelhorn pelo metrô e encantado pela beleza de Lili (Aline Moraes). É no universo dessa mocinha que encontramos Neco, o mesmo mau caráter que enganou Herculano no passado e agora está casado com a sua irmã. O empresário Salomão Hayalla (Daniel Filho) está inaugurando um novo supermercado ao lado de sua família, incluindo a esposa Clô (Regina Duarte) e seus irmãos ambiciosos. É quando Márcio surge liderando uma multidão de pessoas pobres que adentram o supermercado numa fúria avassaladora. Salomão fica irado e desconta a sua raiva na esposa. Porém, o maior clímax desse irresistível capítulo acontece no final, quando Marcio fica nu diante de todos os convidados na festa preparada por sua mãe na mansão dos Hayalla. Escândalo!  


Belíssima - Primeiro capítulo exibido no dia 07/11/2005



A primeira cena dessa novela já me chamou a atenção: uma linda modelo no topo de um prédio segurando a bandeira de São Paulo. Tudo não passava de uma ousada e polêmica campanha de marketing pelos principais pontos da grande Sampa para comemorar o jubileu da Belíssima. A ação chamou a atenção da mídia e de grupos de protesto contrários com as “performances indecentes” das modelos praticamente desnudas. O mais interessante foi apresentar os personagens conforme uma sequencia da campanha rolava em locações diferentes. E para dar um charme, um jornalista em off explicava o que estava acontecendo. Conhecemos a protagonista Julia Assunção (Glória Pires) contrária à campanha idealizada por sua avó, Bia Falcão (Fernanda Montenegro). O noticiário na televisão, explicando a confusão pelas ruas de São Paulo, serviu para apresentar os personagens mais a fundo, inclusive com a apresentação do núcleo de Katina (Irene Ravache). Capítulo seguindo e vimos o misterioso André (Marcelo Antony) cruzar o caminho de Cemil (Leopoldo Pacheco). E algumas cenas depois, a trama vai para a Grécia onde Vitória (Claudia Abreu) e Pedro (Henri Castelli) vivem felizes com a filha, longe dos despautérios de Bia, a tirana que fora contra o relacionamento. Eles estão de casamento marcado e temem pela aproximação da vilã. Julia descobre que a avó tem planos para destruir a cerimônia e vai para a Grécia antes. O capítulo termina com Bia Falcão chegando e ficando frente a frente com a neta disposta a tudo para impedir qualquer plano que ela tenha em mente para acabar com a felicidade dos noivos. Um capítulo forte, criativo e com tramas muito bem desenvolvidas.


O Salvador da Pátria – Primeiro capítulo exibido no dia 09/01/1989

Uma das minhas novelas preferidas também teve um primeiro capítulo excelente. Lauro César Muniz e Alcides Nogueira souberam amarrar os núcleos e desenvolvê-los com cuidado de nos apresentar todos os personagens e tramas principais. Primeiro take de um sol nascendo sobre a plantação de laranja e surge o icônico Sassá Mutema (Lima Duarte) acordando e indo para o trabalho com Off do locutor Juca Pirama (Luiz Gustavo) dando bom dia para os trabalhadores do campo em seu programa “Meninos eu vi!”. Em seguida, a linda Clotilde (Maitê Proença) está perdida pelas estradas a caminho de Tangará e encontra o engenheiro Paulo (saudoso Marcos Paulo) que decide ajudá-la. Ele é o elo para o núcleo da empresária Marina Cintra (Betty Faria) e suas filhas. Enquanto isso, em sua rádio, Juca Pirama brada sobre as mazelas políticas da cidade e os outros núcleos são apresentados. Na escola, Clotilde se apresenta aos alunos e é nesse momento que nós, telespectadores, somos brindados com a apresentação de Sassá, esse lindo personagem que conta toda a sua trajetória de vida. Ele é convocado para arrumar o jardim da casa do patrão, o deputado Severo Blanco (Francisco Cuoco), que descobrimos ser a principal vítima dos comentários de Juca. Ele é casado, mas mantém um caso amoroso com a ninfetinha, Marlene (Tássia Camargo). O radialista explora o caso e sob as ameaças do pai da moça, Severo é instruído pela própria esposa a encontrar um marido para a amante. Depois de uma tentativa frustrada, Gilda (Suzana Vieira) tem a mirabolante ideia de mandar justamente o ingênuo Sassá para a fazenda.


Cordel Encantado – primeiro capítulo exibido no dia 11/04/2011


Cinema perde! Assim defino o primeiro capítulo desse grande sucesso escrito pela dupla Thelma Guedes e Duca Rachid. Junção perfeita dos elementos do cangaço e dos contos de fada, “Cordel Encantado” começou, literalmente, já trazendo fogo para a telinha. Um cometa corta o céu e cai no sertão nordestino na visão do profeta Miguezin (Matheus Nachtergaele). Do chão, brota a flor de açucena, “a certeza de um novo tempo que o rei vai trazer”. Imediatamente somos remetidos para o distante reino de Seráfia do Norte, onde o Rei Augusto (Carmo Dalla Vechia) relata sobre essa mesma visão que tivera na noite anterior. Amadeus (Zé Celso Martinez) revela que ele fará uma viagem ao Brasil. Logo, o rei é informado que o exército de Seráfia do Sul está invadindo o palácio sob o comando do Rei Teobaldo (Thiago Lacerda). Em seguida, takes espetaculares de uma guerra entre os dois reinos. Definitivamente, uma sequência fantástica que não deixa nada a dever para o cinema americano. Nesse mesmo momento, a Rainha Cristina (Aline Morais) dá a luz a uma menina que recebe o nome de Princesa Aurora. Seráfia do Norte vence a batalha e Teobaldo morre após assinar um acordo que prevê o casamento entre seu filho Felipe e a princesa para a união dos dois reinos. A Duquesa Ursula (Débora Bloch), a grande vilã também é apresentada demonstrando muita inveja de Cristina. Após descobrirem que há um tesouro perdido no nordeste brasileiro, eles decidem embarcar e são alertados para os perigos do sertão, sobretudo pelo ataque dos cangaceiros.  Esse é o mote para ligar ao drama do Capitão Herculano (Domingos Montaigner), o cangaceiro, rei do sertão que deixa o filho Jesuíno aos cuidados do Coronel Januário (Reginaldo Faria). A comitiva de Seráfia chega a Brogodó e é atacada pelos cangaceiros. A Rainha Cristina sofre um atentado em armadilha engendrada pela Duquesa Úrsula e deixa a filha aos cuidados do casal de sertanejos, Virtuosa (Ana Cecília Costa) e Euzébio (Enrique Diaz). O tempo passa e Açucena (Bianca Bin) é uma linda jovem apaixonada por Jesuíno (Cauã Raymond). Augusto sofre pelo desaparecimento da filha, enquanto a duquesa comemora o fato de sua filha estar de casamento marcado com o Príncipe Felipe (Jaime Matarazzo). No Brasil, Zenóbio (Guilherme Fontes) encontra uma medalha de Santa Eudóxia e acredita que a princesa está viva. Ele interrompe o casamento para dar a grande notícia para o rei. O capítulo termina com o profeta Miguezin discursando como um louco que o rei chegará. Perfeito!

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Wesley Vieira é um dos blogueiros convidados mais frequentes do melão. Não por acaso, é considerado o Editor-Chefe da Sucursal Minas deste blog.
Jornalista, roteirista, noveleiro, blogueiro, dramaturgo, escritor... esse moço vai longe!




Chegou a sua vez! Melão quer saber: quais seus primeiros capítulos de novela inesquecíveis?

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Temas e Trilhas: Elis Regina




Este blog não é muito de efemérides. Mas como passar em branco os 30 dolorosos anos sem Elis Regina, a intérprete mais emocionante e emocionada do Brasil? Muitos dizem que depois dela não apareceu mais ninguém à altura. Sem querer entrar no mérito da questão, melão presta sua homenagem a essa grande estrela e promove um desfile de seus 10 temas de novelas e séries favoritos. Vamos a eles:

10) “ALÔ ALÔ, MARCIANO” em “COBRAS E LAGARTOS” (2006)



A irreverente canção de Rita Lee na voz da Elis foi tema de Zuleika (Eva Wilma)   em “História de Amor” (1995) e também do seriado “Tarcisio & Glória”, de 1988. Mas a lembrança mais marcante que temos é como tema de abertura da novela “Cobras e Lagartos”, que dizia muito sobre a trama de João Emanuel Carneiro, que abordava a desigualdade social de maneira sarcástica e bem humorada. E Elis deita e rola, deixando a canção personalíssima. Mais debochada, impossível.

9) “PARA LENNON E MC CARTNEY” EM “CORPO A CORPO” (1984)



“Eu sou da América do Sul / Eu sei, vocês nem vão saber”... Minha lembrança mais forte dessa canção é do final da novela “Corpo a Corpo” (1984), de Gilberto Braga, em que o elenco era apresentado ao som dessa música. A canção ficou no meu imaginário e nunca mais a desvinculei da novela. Graças à interpretação sempre marcante de Elis.

8) “O BÊBADO E O EQUILIBRISTA” em “QUERIDOS AMIGOS” (2008)

Hino indiscutível da anistia no Brasil, a mítica canção de João Bosco e Aldir Blanc, em interpretação definitiva de Elis também ilustrou o retorno dos personagens da minissérie ao Brasil. Além disso, a canção dizia muito sobre aquele grupo de pessoas retratadas na trama. De fato, é emblemática para toda aquela geração que viveu e sofreu os anos de chumbo. Uma ode à liberdade.

7) “REDESCOBRIR” EM “CIRANDA DE PEDRA” (2008)



Também foi tema de abertura da novela do SBT “Razão de Viver” (1996), mas foi na trama cinquentista de Alcides Nogueira que a canção entrou definitivamente para o imaginário popular ao fazer parte da bela abertura da novela. O fato do refrão tocar incessantemente faz com que a música grude como chiclete em nossa mente, mas se abstrairmos esse fato, podemos perceber uma letra lindíssima e uma interpretação arrebatadora de Elis.

6) “ME DEIXAS LOUCA” EM “A VIDA COMO ELA É” (1996)

Um dos últimos sucessos de Elis, aqui ela nos oferece uma interpretação mais que apaixonada, mas totalmente entregue, lânguida e seduzida pelo fascínio da paixão. Também foi tema da novela "Brilhante" (1981), mas minha memória afetiva me transporta diretamente para a atmosfera da série inspirada em contos de Nelson Rodrigues. Casou perfeitamente com a atmosfera erótica da série e suas cenas pra lá de quentes. As aventuras das mulheres rodrigueanas, cujo destino é sempre pecar, tinham sua mais perfeita tradução nessa música e em uma Elis em êxtase.

5) “TIRO AO ÁLVARO” EM “SASSARICANDO” (1987)

Presente na trilha sonora do remake de “Uma rosa com amor” (2010), era o tema dos personagens do cortiço. Coincidentemente, essa canção deliciosamente paulistana de Adoniran Barbosa também era o tema dos divertidos moradores do cortiço de “Sassaricando” (1987). Como não ouvir a canção e não se lembrar das aventuras de Tancinha (Claudia Raia), Dona Aldonza (Lolita Rodrigues) e de toda a família? Oficialmente, era o tema de Juana e Adonis (Denise Milfont e Rômulo Arantes), mas eu acabo lembrando de todo o núcleo. Adoro Elis solar e irreverente.

4) “COMO NOSSOS PAIS” EM “ANOS REBELDES” (1992)



Só me lembro da música ter tocado na última cena da minissérie em que Maria Lucia (Malu Mader), ao rever seu álbum de fotografias, aos prantos, constata que “minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Precisa dizer mais alguma coisa? A canção já era um dos maiores clássicos de Elis. E no contexto da minissérie, sua interpretação pungente e poderosa ganhou ainda mais força. Um momento antológico de nossa teledramaturgia.

3) “ATRÁS DA PORTA” EM “DE CORPO E ALMA” (1992)

Como não amar Antônia (Betty Faria), desesperada, descendo pela parede, aos prantos, pela perda do marido Diogo (Tarcisio Meira)? Quem nunca jurou vingança e cantarolou a canção após ser traído? E aqui temos uma das interpretações mais emocionantes de Elis, sobretudo na gravação ao vivo em que ela chora copiosamente e valoriza ainda mais a letra sofrida de Chico Buarque e Francis Hime. Confesso que a novela não está entre as minhas favoritas, mas já valia por ver Betty Faria pós-Tieta em um papel diferente de tudo o que ela já tinha feito, introspectiva, submissa e sofrida. Bela interpretação de Betty com uma canção que não poderia ser mais adequada.


2) “MODA DE SANGUE” EM “TORRE DE BABEL” (1998)

Apesar de pouco lembrada, esse é um dos temas que mais me emociona. Ele tem a angústia de “Atrás da Porta” e a lascívia de “Me deixas louca” e não podia ser mais adequado para o amor desesperado, doloroso e dilacerante de Clara (Maitê Proença) e Clementino (Tony Ramos) em “Torre de Babel”. Elis, mais uma vez, perfeita, conseguindo unir sua técnica irretocável com emoção à flor da pele. Para se ouvir muitas vezes sem cansar.


1)   “FASCINAÇÃO” EM “O CASARÃO” (1976)

O primeiro lugar não poderia pertencer a outra canção, senão a esse verdadeiro clássico. Elis simplesmente perfeita, esbanjando doçura e emoção a um dos momentos mais sublimes da televisão brasileira. Mesmo quem não acompanhou a novela de Lauro César Muniz, conhece e se emociona com a sequência final do reencontro de João Maciel (Paulo Gracindo) e Carolina (Yara Cortes) 40 anos depois. Sim, gostamos de sonhar, gostamos de acreditar que amores resistem ao tempo e gostamos de nos emocionar com grandes atores em cena ao som de uma trilha sonora que fala direto ao coração. Emocionante e inesquecível.





E quanto a vocês? Melão quer saber: quais são seus temas de novelas favoritos na voz de Elis? 

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Temas e Trilhas: Gal Costa

                                                                                                                                                                     


Foto: Thomas Baccaro

O melão inaugura uma nova seção: meus 10 temas favoritos em novelas e séries de algum cantor, cantora ou grupo. Na estreia, uma grande estrela e aniversariante da semana: Gal Costa, uma verdadeira recordista de sucessos em novelas. Confesso que sou muito fã dessa cantora. Gal é a favorita do meu pai e Bethânia, de minha mãe. Cresci ouvindo as duas. Passei minha infância em volta aos seus LP's. E como são os temas de Gal em novela são muitos, foi difícil chegar a apenas 10. O critério, claro, é sempre afetivo: canções de novelas que gosto ou que me marcaram de alguma forma. Vamos a elas.
                                                                                                                                                                 

 10) SOLIDÃO (Tom Jobim / Alcides Fernandes) – novela “O DONO DO MUNDO” (1991)

Impossível não se lembrar das desventuras de Márcia (Malu Mader), arrasada, caminhando pelas ruas após ter sua vida destruída pelo médico Felipe Barreto (Antonio Fagundes) e não ligar a cena à bela canção de Jobim. Marcia fora enganada pelo vilão e enquanto sofria ao som da canção planejava vingança e tentava esquecer seu algoz no folhetim de Gilberto Braga. Lembro de Malu Mader andando pela rua desolada, quase sendo atropelada por um carro ao som dessa canção. Gal nos oferece uma interpretação doce, triste na medida, sensível. Vale sempre a pena ouvir de novo.


                                                                              
                                                                                                                                                                   
9) FORÇA ESTRANHA (Caetano Veloso) – novela “OS GIGANTES” (1979)


Não vi nada além do último capítulo e algumas cenas avulsas dessa novela de Lauro Cesar Muniz. Mas de posse da informação que esse era o tema de Paloma (Dina Sfat), não fica difícil imaginar o poder da interpretação da atriz aliada à sensível interpretação da cantora. Aliás, nada mais adequado, já que tanto Gal quanto Dina são duas forças da natureza. Tomara que um dia consiga conferir alguma cena da novela em que isso aconteça. Um clássico!





                                                                                                                                                                     
8) NADA MAIS (Stevie Wonder – VS. Ronaldo Bastos) – novela “CORPO A CORPO” (1984/85)

O ano era de 84. Debora Duarte e Antonio Fagundes se divorciavam na novela de Gilberto Braga. Na vida real, meus pais também, portanto me identificava totalmente com o sentimento de Selton Mello, que vivia o filho do casal. O tema era de Tereza (Gloria Menezes), pomo da discórdia do casal e me recordo remotamente de algumas cenas com essa bela versão do disco “Profana”. Mas a lembrança mais forte mesmo é que foi o tema da separação na minha própria casa e de ouvir essa canção incontáveis vezes na sala de casa quando meu pai colocava o LP no moderno 3 em 1 (risos!). Detalhe: meu pai sempre foi COM-PLE-TA-MEN-TE apaixonado por Gal e ama essa música que, de fato, foi emblemática naquele momento e perdura até hoje em minha memória.

                                                                                                                                                                        


7) ALGUÉM ME DISSE (Evaldo Gouveia / Jair Amorim) – novela “TIETA” (1989/90)


No início, impliquei um pouco com essa música na novela de Aguinaldo Silva, pois amava o tema anterior do casal Elisa e Timóteo (Tássia Camargo e Paulo Betti), “Eu e você”, na voz de José Augusto. Mas, não sei se, pela canção tocar tanto na novela, ou se pela perfeita junção de arranjo, voz e adequação à trama, hoje é uma das minhas preferidas da maravilhosa trilha sonora de “Tieta”. Até hoje quando a música toca no rádio, me vem imediatamente à memória os encontros e desencontros desse casal, que fez o maior sucesso na época. Sem contar que, tudo de “Tieta” é inesquecível pra mim. Inevitável: “Alguém me disse”, na voz de Gal também me transporta imediatamente para as dunas do Agreste.


                                                                                                                                                                    
6) FUTUROS AMANTES (Chico Buarque) – novela “HISTÓRIA DE AMOR” (1995)

A canção é indiscutivelmente deslumbrante. Na voz de Gal e no arranjo inspiradíssimo de Jacques Morelembaum do disco “Mina d’água do meu canto” é de fazer chorar. E como harmonizou perfeitamente com o bonito romance de Carlos e Helena (José Mayer e Regina Duarte) em “História de Amor”, delícia de novela de Manoel Carlos. O texto sempre inspirado do autor aliado às belíssimas paisagens do Rio e Gal, aqui doce, serena, entregue à paixão, em estado de graça. Até hoje me arrepio. Como é bonita essa gravação...



                                                                                                                                                                    

5) E DAÍ (Miguel Gustavo) – novela “CIRANDA DE PEDRA” (2008)

Quando comprei o CD “Todas as coisas e eu”, confesso que outras faixas me chamaram mais a atenção. Mas logo que assisti ao clipe de apresentação da “Ciranda de Pedra”, me arrebatei. De fato, é uma canção perfeita para a trama de Laura (Ana Paula Arósio) que, reprimida pelo marido, ainda mantinha o pensamento e o coração livres. A sequência da personagem no carro passando por um túnel de São Paulo, feliz, com a sensação de liberdade, é bonita de mais e um dos grandes momentos da novela de Alcides Nogueira que, assim como a canção, conta a história de um amor que nenhuma repressão ou proibição pode matar.


                                                                                                                                                                    

4) BABY (Caetano Veloso) – minissérie “ANOS REBELDES” (1992)

A ficção se misturava com os acontecimentos históricos nessa antológica minissérie de Gilberto Braga. João Alfredo (Cássio Gabus Mendes) presenteia Maria Lúcia (Malu Mader) com o disco de uma nova cantora chamada Gal Costa. Juntos ouvem “Baby” e reafirmam seu amor. É verdade que Caetano compôs a música para a mana Bethânia cantar, mas essa versão de 68 de Gal é definitiva e muito representativa da época. Muitos anos e muitas interpretações de Gal depois, essa permanece como uma das minhas favoritas. Continuo me identificando.




                                                                                                                                                                          
3) SÓ LOUCO (Dorival Caymmi) – novela “O CASARÃO” (1976)

Sim, a canção também foi tema do amor de D. Pedro e Domitila (Marcos Pasquim e Luana Piovani) na minissérie “O quinto dos infernos”. Mas vai ser definitivamente lembrada como tema de abertura dessa novela cultuada por muitos que a assistiram e que suscita curiosidade de quem não a assistiu. Impressionante como Caymmi conseguia sintetizar tanto sentimento, colocar tanta intensidade com tão poucas palavras. “O casarão” falava de um amor que nem o tempo foi capaz de apagar e a canção traduz perfeitamente essa loucura, inerente apenas aos que amam demais, no caso, João Maciel e Carolina, interpretados pelos inesquecíveis Paulo Gracindo e Yara Cortes. E, lógico, um dos maiores clássicos da carreira da cantora.


                                                                                                                                                                      

2) MODINHA PARA GABRIELA - (Dorival Caymmi) – novela “GABRIELA” (1975)

Quando lembramos de Sonia Braga na pele da fogosa protagonista da novela, a voz de Gal nos vem imediatamente à memória. Aliás, a própria fora convidada para viver Gabriela antes de Sonia Braga. Uma das mais famosas gravações da cantora e mais uma pérola de Dorival Caymmi, que compôs especialmente para a trama das dez. Gal, através de sua interpretação, encarna a própria Gabriela: sensual e brejeira. Inevitável: Gabriela nos remete a Sonia, mas também nos remete a Gal. Caiu como uma luva para a abertura da novela de Walter George Durst, baseada na obra de Jorge Amado.




                                                                                                                                                                      
1) BRASIL (Cazuza / George Israel / Nilo Romero) – novela “VALE TUDO” (1988/89)

Emblemática é pouco! Mais do que o tema de abertura de uma das mais célebres novelas de todos os tempos, essa canção pode figurar em qualquer lista de grandes temas de novelas. O poderoso arranjo, aliado à poesia corrosiva de Cazuza e o vigor da interpretação de Gal, fizeram de “Brasil” o clássico dos clássicos dos temas de novela da cantora. Quem assistiu à novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres não tem como não se lembrar da canção e imediatamente remetê-la à famosa banana que Marco Aurélio (Reginaldo Faria) deu para o Brasil, a Odete Roitmann (Beatriz Segall) sendo morta por Leila (Cássia Kiss) e ao embate de Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires). Sei não, mas fica difícil imaginar um grande clássico como “Vale Tudo” sem essa canção como tema. E, lógico, na voz e no poder de Gal.
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E vocês, meus queridos? Quais são seus temas de novelas favoritos na voz de Gal? Compartilhem suas lembranças!

                                                                                                                                                                     

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