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domingo, 13 de janeiro de 2013

Melão circula por aí...




Amigos, concedi uma entrevista ao querido Naian Lopes para o site “Almanaque da TV”.
Falei um pouco de tudo: do blog, de minha trajetória, de projetos futuros em teatro e TV, enfim, ficou bem bacana.

Espero que gostem! Segue o link:



sábado, 1 de outubro de 2011

Blogueiro convidado: Aladim Miguel e os 35 anos de "Escrava Isaura"


DOSSIÊ “ESCRAVA ISAURA” 35 ANOS

Por Aladim Miguel



Fada? Anjo? Deusa? O que essa escrava tem que hipnotizou os telespectadores do Brasil e de mais de uma centena de países mundo á fora em uma novela tão simples? Neste dossiê produzido para um pool entre os blogs especializados em teledramaturgia: “Eu Prefiro Melão” de Vitor de Oliveira, “No Mundo dos Famosos” de Jéfferson Balbino, “Posso Contar Contigo?” de Isaac Abda e “Zappiando” de Paulo Ricardo Diniz, vamos desvendar os mistérios e segredos dessa fórmula que resultou em um verdadeiro fenômeno da teledramaturgia mundial. A seguir “Escrava Isaura” Especial 35 Anos.

Links dos blogs para o pool – em ordem alfabética:
EU PREFIRO MELÃO

NO MUNDO DOS FAMOSOS

POSSO CONTAR CONTIGO?

ZAPPIANDO

A Adaptação Para a TV:



O romance “A Escrava Isaura”, de 1875, do mineiro Bernardo Guimarães (1825-1884) é um romance romântico com pretensões a abolicionistas. Seu enredo conta a saga de Isaura, uma escrava branca, que após a morte da mãe passa a ser criada e protegida pela senhora da fazenda onde nasceu. Quando essa senhora morre, Leôncio, o filho dela, insiste em tentar seduzir a escrava a todo custo, como ela resiste, ele parte para castigos e ameaças de violência física e psicológica. O romance apresenta uma seqüência de peripécias ao estilo dos folhetins de época, recheados de personagens unidimensionais (O bom é sempre bom, e o mau é sempre mau). O novelista Gilberto Braga seguiu os conselhos de uma antiga professora do colégio e fez uma adaptação primorosa e muito fiel ao romance original, ele soube captar toda a essência do drama da escrava para criar novas tramas e personagens que pudesse sustentar os 100 capítulos da novela. A novela estreou em 11 de Outubro de 1976 e ficou no ar até 05 de fevereiro de 1977.
  
A Direção:



A novela foi toda armada e dirigida por Herval Rossano (1935-2007), grande responsável pelas adaptações literárias do horário das seis da TV Globo nos anos 70 e 80, até o capitulo 24, em parceria com o ator Milton Gonçalves, depois Herval viajou e Milton tocou a novela até o final. No processo de escalação da protagonista, Herval chegou a pensar nas atrizes Nívea Maria, sua esposa na época, e Elizangela para o papel de Isaura, enquanto Gilberto Braga pensava em Louise Cardoso. O nome de Lucélia Santos surgiu depois de ela ter tido o reconhecimento dos críticos de teatro do “Jornal do Brasil” como uma grande promessa de atriz que estava surgindo no cenário nacional.

As Gravações:
As externas da novela eram feitas, no Rio de Janeiro, na antiga Embaixada da Argentina e em fazendas de Conservatória, Vassouras e Santa Cruz. Algumas cenas de estúdio foram realizadas na extinta TV Educativa do Rio, em decorrência de um incêndio que a TV Globo sofreu na época das gravações da novela.



A Abertura e sua Trilha Sonora Original:

Produzida por Hans Donner, utilizando figuras clássicas do pintor francês Debret, a abertura de “Escrava Isaura” mostra um total entrosamento entre imagens e a forte canção “Retirantes”, um poema de Jorge Amado e Dorival Caymmi. O famoso “Lerê, Lerê”, abria a novela e nunca mais desgrudou do inconsciente coletivo, quem nunca se pegou cantarolando essa canção que virou o hino dos explorados? Uma curiosidade da abertura era uma vela posta por trás de um dos quadros de Debret para que desse o efeito de um poste de rua acesso. Pura criatividade!

Trilha sonora em Portugal
Guerra Peixe foi o responsável pela trilha sonora incidental com várias canções da trilha sonora original em versões instrumentais, ele utilizou somente instrumentos de percussão, uma vez que nem se pensava em acrobacias musicais tecnológicas, tudo era feito artesanalmente.  Por motivos inexplicáveis o compacto da novela não trazia a versão de “Retirantes” que era apresentada na abertura da novela com a Orquestra e Coral Som Livre. Uma pena...
  
Os Protagonistas:



Rosto completamente desconhecido da TV, a jovem atriz paulista Lucélia Santos, então com 19 anos, foi resgatada pelo diretor Herval Rossano do teatro, muito influenciando pela grande propaganda feita pelo saudoso ator Milton Moraes. Lucélia já havia feito testes para outras produções da TV Globo como: “Gabriela” e “Estúpido Cupido”, quando foi convidada pelo diretor Borjalo para assumir a protagonista da novela. Seu carisma e talento foram fundamentais para o grande êxito da trama. Se de um lado Lucélia transbordava pureza na pela da submissa escrava branca, o imbatível Rubens de Falco (1931-2008) tocava o maior terror em todos os personagens, seu Leôncio entrou para a galeria eterna de grandes vilões. A química entre os dois atores foi instantânea e fulminante. Uma dobradinha de sucesso absoluto.



Os mocinhos e galãs Roberto Pirillo, o Tobias, e Edwin Luisi, o Álvaro, tinham torcida por seus personagens. Como o Tobias não existia no romance original e foi um personagem querido do público, foi muito difícil ter que retirar o personagem de Pirillo de cena, isso aconteceu em um incêndio, muito realista para os padrões da época, os telespectadores não acreditavam que ela fosse morrer, é bom lembrar que naquela época não existia o “boom” de informações que temos hoje em dia com internet e centenas de revistas sobre novelas. Já Álvaro, o segundo amor de Isaura marcou a estreia de Edwin na TV Globo em um papel bem ao estilo príncipe encantado, tanto que foi recebido sem ressalvas pelo público que estava “órfão” de Tobias.


Outra que dominou sua personagem de uma forma incrível foi a veterana atriz Norma Blum. Sua linda e delicada Malvina chegou a fazer sombra a Isaura. Era uma sinhazinha que não se conformava com a condição da escrava e fazia de tudo para tentar conseguir a sua carta de alforria. Infelizmente não conseguiu e ainda acabou queimada no mesmo incêndio, provocado por Leôncio, que matou Tobias.

Os Anjos de Isaura:


Duas personagens bastante carismáticas também foram grandes destaques na trama: D. Ester, a madrinha de Isaura, interpretada pela atriz Beatriz Lyra, foi responsável por momentos de grande emoção como na cena da sua morte antes de poder contar à escrava que havia conseguido sua carta como último desejo de sua vida. Já Januária, a mãe preta de Isaura, um show de interpretação de Zeny Pereira (1924-2002), tinha um que de Mamãe Dolores do clássico “O Direito de Nascer” e foi, sem dúvida, o personagem mais popular da novela com suas tiradas pra lá de inspiradas.

O Mal é Mau Mesmo:

Os ótimos desempenhos dos atores Léa Garcia e Isaac Bardavid também deixaram marcas. Os vilões Rosa e Francisco, os dois braços de Leôncio, seguiam o mesmo caminho da maldade do vilão titular. Rosa era uma escrava pra lá de invejosa que não se conformava de jeito nenhum com as mordomias de Isaura e fez de tudo para acabar com ela, chegando até a tentar envenena – lá, mas por um golpe do destino, acabou provando do próprio veneno e morreu no final. Francisco, o terrível feitor da fazenda, também não deu trégua para escrava e chegou à manda - lá para os canaviais em uma cena inesquecível.



Os Subprodutos da Novela:
O sucesso de “Escrava Isaura” foi tão grande no exterior que vários subprodutos foram lançados no rastro da novela. O romance homônimo de Bernardo Guimarães ganhou tradução para todos os idiomas por onde a trama foi exibida e ganhou uma versão em quadrinhos no Brasil. Em Cuba, foi lançado um álbum de figurinhas que fazia parte de uma campanha de reciclagem do país, as figurinhas eram trocadas por lixo reciclável. A trilha sonora, com pequenas alterações, chegou a ser lançada em Portugal e na Venezuela.

Álbum de figurinhas lançado em Cuba

Uma Escrava Made in Brazil:





Vários países tiveram suas rotinas alteradas pela passagem de “Escrava Isaura” em suas terras. Cuba mudou o horário de voos e do racionamento de energia para não atrapalhar a transmissão da novela. Na Rússia a palavra “fazenda” foi incorporada ao seu vocabulário. Na Bósnia, aconteceu um cessar fogo nos horários da novela. Em Portugal, o comércio fechava portas. Na China havia sessões tipo cineminha nas ruas para que a população pudesse ver em alguns aparelhos de TV a novela e a população elegeu Lucélia Santos a atriz do ano e lhe deu o troféu “Águia de Ouro”, primeiro prêmio concedido á uma atriz estrangeira. Na Polônia chegaram a fazer “vaquinhas” para libertar a escrava e também fizeram concursos de sósias de Isaura. Na Itália os muros eram pichados com dizeres de libertação a escrava. Na Alemanha a novela foi exibida 5 vezes e 7 vezes na França tamanho o sucesso. Talvez por identificação ao tema da liberdade, os telespectadores dos países comunistas – China, Rússia e Cuba - tenham sido atraídos pelo drama da escrava. Até hoje “Escrava Isaura” continua sendo uma das campeãs de exportação da TV Globo e conseguiu abrir as portas de todas as emissoras do mundo para os produtos da TV Brasileira.



A Campeã de Reprises:

“Escrava Isaura” mantém o recorde de novela mais exibida no Brasil, foram 5 exibições em horários diferentes. Em 1976, 1977, 1979 – de novo no horário das 18 horas –, 1982 – dentro do programa TV Mulher – e em 1990, como encerramento do Festival 25 anos da TV Globo, com vários astros da novela na apresentação dos capítulos. A versão mais conhecida da novela contém 30 capítulos e foi essa a versão mais exportada.


Outros Personagens Inesquecíveis:

Maria das Graças e Haroldo de Oliveira
Não poderíamos deixar de citar as participações de outros atores que mandaram muito bem na novela como: Átila Iório (Miguel, o pai de Isaura), Haroldo de Oliveira e Maria das Graças (os escravos André e Santa), Mário Cardoso (O gentil Henrique), Carlos Duval (O jardineiro Beltrão) e Gilberto Matinho (O severo Comendador Almeida). Duas participações especiais marcaram a novela: Lady Francisco como Juliana, a mãe de Isaura e Henriette Morineau como a atriz francesa Madame Bensançon, que conseguiu comprar Isaura, mas na hora H, a escrava recuou em nome do amor, tem coisa mais romântica que essa atitude dela?
  
A Volta da Escrava Isaura:
A Globo Marcas, em parceria com a Som Livre, já anunciou na mídia o lançamento do DVD “Escrava Isaura” para este ano ainda, agora novas gerações vão poder comprovar a força e o carisma desse grande sucesso da teledramaturgia brasileira que se ouve falar há 35 anos. Feliz Niver Escrava Isaura!

Repercussão internacional

Visite também o Arquivo Lucélia Santos:

Leia também: 

Sinhá Moça comemora 25 anos!




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sinhá Moça comemora 25 anos!


"O Arquivo Lucélia Santos  (Por Aladim Miguel) promove um "pool" inédito entre os blogs especializados em teledramaturgia para a comemoração do Jubileu de Prata da clássica versão de "Sinhá Moça". O melão, claro, não poderia ficar de fora dessa e abre espaço para nosso querido Aladim relembrar esse, que foi um dos grandes sucesso da carreira de sua querida Lucélia Santos. Parabéns a essa inesquecível novela!


O IMPACTO DE “SINHÁ MOÇA
(Por Aladim Miguel)



O romance “Sinhá Moça”, de Maria Dezonne Pacheco Fernandes (1910-1998), foi primeiramente adaptado para o cinema, com sucesso, em 1953 pelos estúdios da Vera Cruz e tendo Eliane Lage e Anselmo Duarte nos papéis centrais com direção de Tom Payne. Mas foi em 1986 que o romance tornou-se muito popular com a ótima superprodução adaptada por Benedito Ruy Barbosa (com colaboração de sua filha Edmara Barbosa) para o clássico horário das seis da TV Globo, que retornava ás novelas de época - que havia produzido tantos sucessos nos anos 70 sob a batuta do diretor Herval Rossano – estilo que havia sido abandonado em 1981, com a adaptação de Walter George Durst para o romance de Jorge Amado, “Terras do Sem Fim”.  O diretor Nilton Travesso assumia o comando do núcleo e convidou os diretores Jayme Monjardim e Reynaldo Boury para comandar a trama. Antes da estreia no Brasil, “Sinhá Moça” já tinha sua venda reservada para mais de 50 países, todos atraídos pela presença da dupla exportação formada pela atriz Lucélia Santos e pelo saudoso ator Rubens de Falco (1931-2008), hoje em dia ela já foi vista em mais de 90 países 
do mundo inteiro.


A trama, situada em Araruna (SP) em 1886 contava a história da meiga e doce Sinhá Moça (Lucélia Santos, em mais um momento iluminado de sua carreira), ou Maria das Graças, que enfrentava com toda coragem seu pai, o temido escravocrata Coronel Ferreira (Rubens de Falco, ótimo em sua atuação segura), o Barão de Araruna, em defesa dos escravos e a favor da abolição. Em seu regresso, de trem, á sua cidade natal ela conhece e se interessa pelo advogado Rodolfo (Marcos Paulo), que se passa por escravocrata para tentar impressiona - lá, mas na verdade esconde o seu envolvimento com os movimentos em defesa da libertação dos escravos, este segredo foi revelado mais adiante e os dois começaram a agir mascarados na abertura de várias senzalas da cidade.

Também era mostrada a luta do escravo alforriado Dimas (Raymundo de Souza), ou Rafael, sua verdadeira identidade. Ele retorna á Araruna para se vingar de seu pai, o Barão de Araruna, que o rejeitou quando ele era criança (vivido nesta fase por Selton Mello) e o vendeu junto com sua mãe, a escrava Maria das Dores (Dudu Morais).



Uma das tramas paralelas que chamou atenção foi a de Ana do Véu (Patrícia Pillar), que mantinha seu rosto coberto por um véu por causa de uma promessa feita por Nina (Norma Blum), sua mãe, á Santa Rita. A promessa consistia em que a jovem só poderia revelar seu rosto a seu futuro marido, mas por pressão de Manoel (José Augusto Branco), o pai da moça, isso aconteceu antes do previsto em um baile de gala organizado pela família dela para toda a cidade de Araruna.



“Sinhá Moça” esteve no ar entre 28 de Abril e 14 de Novembro de 1986, somando 172 capítulos.

No seu elenco destaque para as atuações de Elaine Cristina, Mauro Mendonça, Chica Xavier, Daniel Dantas, Tony Tornado, Ruth de Souza (que havia participado da versão cinematográfica do romance), Grande Otelo, Neuza Amaral, Sérgio Viotti, Solange Couto, Gésio Amadeu, Milton Gonçalves, Tato Gabus, Tarcisio Filho, Zeny Pereira e da pequena, na época, Lizandra Souto que deu vida a Sinhaninha criança.



Algumas curiosidades deste grande sucesso:
  • ·         A novela obteve picos de 72 pontos de audiência em sua exibição original.
  • ·         Lucélia Santos e Rubens de Falco voltavam a se encontrar, desta vez como pai e filha, 10 anos depois do mega sucesso “Escrava Isaura”.
  • ·         Fábio Júnior era a primeira opção para o papel de Rodolfo, ele não pode aceitar por compromissos musicais.
  • ·         O hoje ator Pedro Neschling, filho de Lucélia Santos, fez figuração nas cenas do baile de Ana do Véu
  • ·         A atriz Jacyra Sampaio, a eterna Tia Nastácia do “Sitio do Picapau Amarelo”, chegou a ser escalada para viver a Virgínia, a ama de leite de Sinhá Moça, que acabou ficando com Chica Xavier e ela ficou sendo Ruth, a Bá de Rodolfo.
  • ·         Foi exibida no “Vale a Pena Ver de Novo” em 1993 e voltou a alcançar altos níveis de audiência.
  • ·         Primeira novela da atriz Luciana Braga.


  • ·         Recebeu vários nomes em alguns países onde foi exibida, entre eles: ”Little Missy” (EUA), “Mademoiselle” (França), “El Camino De La Libertad” (Espanha) e “La Padroncina” (Itália).

  • ·         Em 1988, na Alemanha o romance ganhou o subtítulo “Die Tochter des Sklavenhalters” – “A Filha dos Escravos”.
  • ·         Durante a exibição da novela o programa “Fantástico” promoveu o encontro entre a atriz Lucélia Santos e a saudosa escritora Maria Dezonne.

  • ·         Em sua trilha sonora nomes do primeiro time da MPB como: Fafá de Belém, Gilberto Gil, Clara Nunes, Claudio Nucci, Dori Caymmi, Roberto Ribeiro e Ronnie Von em canções feitas especialmente para a novela.
  • ·         A cantora Denise Emmer, filha de Janete Clair e Dias Gomes, marcou presença na trilha sonora da novela com a canção “Companheiros”.
  • ·         As externas das Fazendas foram feitas em Conservatória (RJ), Itatiaia (RJ) e São João Del Rei (MG).
  • ·         A moça que estampava a capa da trilha sonora original da novela, muito parecida com Lucélia Santos, era na verdade a modelo Juana Garibaldi Carvalho.

Video de Lucélia relembrando a novela para o projeto "Memória Globo":



Mais vídeos:

CENA DA NOVELA 

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LINKS DOS BLOGS PARTICIPANTES


Zappiando (Por Paulo Ricardo Diniz)
http://zappiando.wordpress.com


No Mundo dos Famosos (Por Jéfferson Balbino)
http://jeffersonbalbino.post.zip.net/


Eu Prefiro Melão (Por Vitor Santos)
http://www.euprefiromelao.blogspot.com/
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quarta-feira, 30 de março de 2011

MELÃO EXPRESS – RAPIDINHAS, MAS SABOROSAS – ED. 14



Ø  “VAMP” E “CIRANDA DE PEDRA” ATERRISAM NO MELÃO



“Ti Ti Ti” já se foi e deixou saudades. Mas a vida segue. E as novas novelas homenageadas no melão através de seu banner são “Vamp” e “Ciranda de Pedra”. A saga dos hilariantes vampiros estará de volta às telinhas a partir do mês de abril no “Viva”. E a adaptação de 2008 para o romance de Lygia Fagundes Telles também passa a figurar no banner do melão por um motivo simples: seu autor, Alcides Nogueira, o querido Tide, como vocês sabem, é muso vitalício deste blog. Portanto, homenageá-lo nunca é demais.

Quanto a “Vamp”, mal posso esperar para rever este maravilhoso besteirol de Antônio Calmon que marcou toda uma geração, na qual me incluo. Lógico que o melão vai voltar a falar de “Vamp” durante todo o período de sua exibição, mas de cara destaco as adoráveis famílias do Capitão Jonas (Reginaldo Faria) e Carmem Maura (Joana Fomm), os clipes da sensualíssima Natasha (Claudia Ohana) e os perversos e engraçadíssimos vampiros, liderados por Vlad (Ney Latorraca). Que bom será rever o casal Matoso (muito amor por Otavio Augusto e Patricia Travassos). É Vamp...

ØGLEE: PURO NOVELÃO



Com um certo atraso, decidi dar uma conferida em “Glee”, série juvenil musical mais comentada da atualidade. Tenho a dizer que a atração faz jus totalmente ao sucesso que vem obtendo. Claro que tem lá seus defeitinhos, como o excesso de bullying sofrido pelos alunos e o fato do perfil psicológico dos personagens mudarem constantemente para satisfazer as necessidades da trama. Fora isso, a série é uma delícia. Personagens carismáticos, musicais de primeiríssima qualidade, com o que há de melhor (e de pior também) do universo pop de ontem e de hoje e atores-cantores talentosíssimos, com destaque absoluto para Lea Michele, a protagonista Rachel, uma verdadeira força da natureza. 

Mas arrisco dizer que o que faz o sucesso de “Glee” realmente são os traços folhetinescos que permeiam todos os episódios. A exemplo de outras séries como “Desperate Housewives”, “Grey’s anatomy” e “Brothers and Sisters”, “Glee” é um novelão dos bons, com tudo o que o gênero tem de melhor: mulher fingindo gravidez pra prender o marido, jovem escondendo a gravidez para se manter popular, gay com dificuldades de aceitação, megera que faz de tudo para derrotar professor idealista.... enfim, e apesar do uso de tantos expedientes surrados, “Glee” ainda tem o mérito de não ser previsível e surpreender sempre. E o melhor: com muita emoção. Mesmo não sendo daqueles que choram por qualquer coisa, confesso que algumas cenas já me arrancaram lágrimas. Recomendo a atração, mas prepare os lencinhos de papel.


Ø  A BUSCA PELA FAMA EM DUAS NOVELAS DE GILBERTO BRAGA



   Já virou clichê dizer que “Vale Tudo” continua atualíssima, que a corrupção continua a mesma e que os políticos ainda exploram a miséria do povo. No entanto, uma mudança drástica comportamental se mostra bem evidente com essa reprise: a busca pela fama. Em “Vale Tudo”, acompanhamos a trajetória de Aldeíde Candeias (Lilia Cabral) para obter sucesso. O problema é que a moça não possui nenhum talento artístico para tal: não canta, não atua, não toca nenhum instrumento, não tem o dom da comunicação, enfim, ser famosa era algo praticamente inviável para aqueles tempos. E os personagens da novela discutem sobre esse desejo de Aldeíde e acham estranho como alguém que não sabe fazer nada pode querer ser famosa, já que fama e sucesso devem ser consequência de algum mérito artístico e profissional. Já em “Insensato Coração”, Natalie Lamour não passa pelo mesmo problema. A exemplo de sua “tia” Aldeíde, a moça não possui predicado artístico algum e só carrega no currículo uma participação em um reality-show. Com isso, vive de posar nua e de participações em eventos. Ao contrário de “Vale Tudo”, não há dilema ético algum envolvendo o desejo da personagem. Taí uma mudança significativa nessas duas décadas: antes a fama era consequência, agora é um objetivo, muitas vezes efêmero e desprovido de qualquer mérito.


Ø  TELEDRAMATURGIA EFERVESCENTE

Telespectador assíduo sabe que os meses de março e abril são os meses em que as emissoras lançam as novidades de programação do ano. Mas este ano, coincidentemente, são muitos os lançamentos em teledramaturgia para os mais variados gostos. Já tivemos as estreias de “Morde & assopra” e “Rebelde”, tramas de Walcyr Carrasco e Margareth Boury, respectivamente. Em abril, mais duas estreias em diferentes emissoras: “Amor e Revolução”, de Tiago Santiago, no SBT; e “Cordel Encantado”, da dupla Duca Rachid e Thelma Guedes, na Globo, cuja qualidade estética das chamadas  salta aos olhos e já desperta muita curiosidade por parte do público. E em maio, nova trama da Record, “Vidas em Jogo”, de Cristiane Fridman”. O mercado de roteiristas também agradece por essa efervescência. E não para por aí: atualmente no ar, quatro reprises de novelas no SBT, o tradicional “Vale a pena ver de novo” na Globo e o abençoado canal Viva com três novelas no ar, uma minissérie, mais “Malhação” e com intenções de abrir novos horários em breve. Finalmente a telenovela parece estar tendo o valor que merece. E ainda há quem aposte no fim do gênero...


Ø  EU BLOGO, TU BLOGAS, ELES BLOGAM...

Blogosfera em ebulição. Quando eu lancei o melão no passado, conhecia uns pouquíssimos bons blogs especializados no gênero, como por exemplo, o “No mundo dos famosos”, de Jeferson Balbino, que caminha para o seu quarto ano, além dos tradicionais “Mofo TV” e “Memória da TV”, dedicados em resgatar vídeos e reportagens de outras épocas. Felizmente, a cada dia pipocam novos veículos dedicados a falar de televisão e de teledramaturgia em especial. Fazer um blog é simples, mas mantê-lo com qualidade e com fidelidade de público é que são outros quinhentos. Por isso, a bolsa de apostas no melão deposita suas fichas em dois deles, por conhecer muito bem seus criadores e atestar sua qualidade: o Zappiando, de Paulinho Diniz, antigo conhecido daqui; e o recém-criado “Agora é que são eles”, mantido por cinco rapazes ávidos por teledramaturgia. Não especificamente dentro do assunto, mas também muito bem-vindo é o “Histórias de Tatu”. Totalmente repaginado por seu criador, Walter Azevedo, o blog agora tem um convidado por dia com um texto novinho, sempre recém-saído do forno. Recomendo a visita. E ainda tem o “E eu não sei?” do Wesley Vieira, o “EnTHulho Musical” do Thiago Henrick, o “SuperCult”, do Fábio Leonardo, o “Tá Fun”, do Eddy Fernandes, o "Roteirizando", da Evana Ribeiro... Boas opções não faltam. Esses jovens têm muito a dizer e o texto deles é garantia de diversão e cultura. Muitos blogueiros “oficiais” deveriam aprender com essa turma...



Ø  CONFIRAM MINHA NOVA ENTREVISTA!!!


Falando em novos blogs, há o recém-criado "Posso contar contigo", de Isaac Abda, pra quem eu cedi uma entrevista mais que especial. Espero que gostem.
http://possocontarcontigo.blogspot.com/2011/03/eu-tambem-adooooooooooro-melao.html 



Abraços em todos e até mais!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Melão no SuperCult

Pois é, meus queridos, depois de tantas entrevistas realizadas aqui no melão, chegou a minha vez de entrar na berlinda. Convidado pelo queridão Fábio Leonardo Brito, que já foi blogueiro convidado por aqui, cedi uma entrevista ao seu excelente blog, o "SuperCult". Aproveitem e dêem uma olhada no conteúdo do blog, que é ótimo. Fábio fala com competência e assertividade sobre qualquer assunto, desde política a pornochanchada. Uma maravilha! Obrigado pelo espaço e pelo convite, Fábio!

Segue o link para minha entrevista. Espero que gostem:
http://supercult01.blogspot.com/2011/03/supercult-entrevista-o-sr-melao-vitor.html

Ah, aproveitando o ensejo, segue o link para uma entrevista minha publicada aqui no ano passado, em que fui entrevistado pelos próprios leitores do blog. Recordar é viver:
http://euprefiromelao.blogspot.com/2010/07/o-melao-entrevista-o-criador-do-melao.html

Abraços a todos e continuem preferindo melão! E sucesso para o SuperCult!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Melão Express: Rapidinhas, mas saborosas – Ed. 11

                                                                                                                                                                                  
Ø AS CARIOCAS: UM GRANDE ACERTO



      Está sendo uma grata surpresa na grade de programação da Globo a série “As cariocas”. Anunciada desde o início do ano, ninguém deu muita atenção, mas foi só ir ao ar o episódio “A noiva do Catete” com Alinne Moraes, para termos a certeza de que se tratava de um biscoito finíssimo, de algo que, ao mesmo tempo, nos remetesse a um passado delicioso, mas com um quê de moderno. O produto é muitíssimo bem acabado do ponto de vista estético. A fotografia é moderna e deslumbrante, exala beleza, bom gosto e destaca as “belezas naturais” do programa, como sugere o narrador ao falar das protagonistas. O texto, baseado na obra de Sérgio Porto, às vezes, parece um pouco datado, tanto em alguns termos como “mulher honesta”, tanto em situações como assédio do patrão (hoje em dia um processo resolveria a questão). Mas é um porém muito pequeno se comparado às qualidades: agilidade, leveza, bom humor e sensualidade na dose certa. Cada episódio é diferente, mas ao mesmo tempo preserva a unidade da série. A narração de Daniel Filho é outro acerto. Aliás, que falta faz Daniel Filho à TV! O fato de gravar em locações da cidade maravilhosa lembra os antigos programas da Globo dos tempos pré-Projac. A série ainda não chegou nem em sua metade e já estou ansioso pelo DVD.


   Ø “POR UM FIO” É SÉRIO DEMAIS!

Quem acompanha “Por um fio”, versão brasileira do reality “Share Genious”, em que cabeleireiros disputam um prêmio, detecta as mesmas diferenças da versão original da versão brasileira de “America’s Next Top Model”. Não que o programa seja ruim, mas os brasileiros levam a sério demais esse tipo de competição. Nas versões americanas, os jurados são mais espirituosos, parecem se divertir e também divertem o público com seus comentários irônicos e engraçados. Já os brasileiros parecem sempre carrancudos e sempre fazem críticas muito severas e aborrecidas ao desempenho dos participantes, que saem tão arrasados e culpados como se tivessem cometido algum crime, tornando o programa pesado e tenso, no mau sentido. Talvez essa decepção dos jurados com relação aos participantes tenha a ver com a seleção: na versão americana, mesmo os piores cabeleireiros arrasam no visual. Aqui parece que todos só sabem fazer o mesmo tipo de cabelo. Não há ousadia. Não se sabe se a falta de criatividade vem do temor que os jurados causam. Só a apresentadora, Juliana Paes, é amistosa e transmite carisma e bom humor. Enfim, “Por um fio” é um bom programa, mas em relação ao original americano, ainda tem muito a caminhar.


Ø VILÃS COM TUDO NO “VIVA” ESSA SEMANA


Como já disse antes, o verdadeiro “Vale a pena ver de novo” está no canal Viva. E essa semana, especialmente, será um deleite, pois duas de nossas maiores vilãs vão estar com a corda toda. Enquanto em “Vale Tudo” a temida Odete Roitman (Beatriz Segall) está finalmente chegando e vai começar a aprontar das suas, à tarde em “Por amor”, a não menos terrível Branca Letícia de Barros Mota (Susana Vieira em estado de graça) vai acertar as contas com a dissimulada Isabel (a sempre ótima Cássia Kiss), com direito a luta corporal no solo e tesourada pra tudo o que é lado. E, claro, um texto fantástico e desempenho memorável das atrizes. Preparem seus gravadores e divirtam-se!

Ø AGUINALDO EM VERSÃO DIGITAL




E o intrépido Aguinaldo Silva não para de surpreender. Depois do sucesso do blogão e de ser presença constante em sites de relacionamento como Twitter e Facebook, o autor agora amplia seus domínios com um site: o “Aguinaldo Silva Digital”, um espaço super completo onde, além dos sempre inspirados textos do blog, também abriga entrevistas, enquetes, cenas de suas novelas e minisséries, dicas de livros, sites e links para outros blogs, dentre os quais, meu humilde melão está incluído. Estamos chiques, né? Enfim, mais um espaço para quem curte teledramaturgia, bom papo, diversão, cultura e o estilo único de Aguinaldo Silva. O melão deseja boa sorte, sucesso e vida longa para o “Aguinaldo Silva Digital”.

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Abraços a todos e até mais!!!

Prefira também: