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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Temas e Trilhas: ZIZI POSSI



MELÃO TE LEVA PARA ASSISTIR A CANTORA AO VIVO! SAIBA MAIS NO FINAL DESTE POST!




Ela é uma de nossas mais completas cantoras: une o canto perfeito, limpo, cristalino e afinado e também nos oferece uma interpretação emocionante como poucas. Sem contar que é uma de nossas mais refinadas, elegantes, delicadas intérpretes: uma verdadeira diva. Zizi Possi é tudo isso e muito mais e a história e a evolução de sua carreira também podem ser acompanhadas através das trilhas de inúmeras novelas que contaram com a delicadeza de seu canto. Sim, Zizi esteve presente em bem mais do que 10 trilhas sonoras, mas como sempre faço questão de ressaltar, uma lista exige escolhas e elas são sempre subjetivas. E aqui eu privilegiei a pluralidade e as várias facetas da cantora em diferentes estilos. Segue a minha lista de canções favoritas de Zizi Possi em novelas:


10) “EU ANDO OK” em “PÉ NA JACA” (2006)

Aqui temos uma Zizi sensual, irreverente, bem diferente do que estamos acostumados cantando essa versão de “Ridin’ high”, que foi tema de abertura da divertida novela de Carlos Lombardi, que combinou perfeitamente com a deliciosa animação. A música é uma delícia e Zizi deita e rola, dando agudos altíssimos sem perder a afinação. Ela parece se divertir tanto quanto nós.



9) “LACREME NAPOLITANE / VURRIA” EM “TERRA NOSTRA” (1999)


Belíssima faixa que abre o celebradíssimo álbum “Per amore”, era o tema romântico do casal Matteo e Giuliana (Thiago Lacerda e Ana Paula Arósio) no épico folhetim de Benedito Ruy Barbosa. Impossível pra quem assistiu à novela, ouvir a música e não se lembrar do sofrimento dos imigrantes italianos à bordo de um navio a caminho do Brasil e, sobretudo, das cenas líricas e românticas do casal protagonista. Uma interpretação sublime de Zizi.  

8) “RENASCER” em “QUE REI SOU EU?” (1989)

Essa bela canção que Altay Velloso compôs para "O Cisne" de Saint Saens, também foi tema da mimada Bruna (Elizabeth Savalla) em “Pão pão beijo beijo”, mas minha lembrança mais viva é como tema da romântica Princesa Juliette (Claudia Abreu) na clássica novela de Cassiano Gabus Mendes. A letra, linda, fala da coragem de largar o cais e ter coragem para “seguir os ventos que clamam por mim”. Já gostava da canção antes mesmo de associá-la à novela. Ela combinou com a personagem de Claudia Abreu, rebelde e inconformada, que desejava seguir seus ideais. E Zizi, como sempre, brilhante e comovente.


7) “CANZONE PER TE” EM “SUAVE VENENO (1999)

Um dos grandes sucessos de Roberto Carlos dos tempos da Jovem Guarda, a canção, pra lá de romântica, ganhou uma versão doce e apaixonada na voz de Zizi, que gravou para seu álbum “Passione”. Era o tema de Eleonor (Irene Ravache), que vivia um romance com um rapaz bem mais novo (Rodrigo Santoro) que, para piorar, era namorado de sua filha (Luana Piovani), na trama de Aguinaldo Silva. A letra da canção é muito linda e ganhou na voz de Zizi uma interpretação definitiva.


6) “EU TE AMO” EM “CARA E COROA” (1995)

Uma das mais belas canções de Chico Buarque, composta especialmente pera o filme homônimo de Arnaldo Jabor. Zizi regravou a canção para seu álbum “Sobre Todas as Coisas”, em 1991, considerado por muitos como um marco na carreira da cantora. Na novela de Antonio Calmon, foi o tema da Dra. Nadine (Lucia Veríssimo), que sofria por perder seu amor Miguel (Victor Fasano) para a protagonista Vivi (Christiane Torloni). Acompanhada apenas pelo piano, é uma das interpretações mais belas e intensas da cantora, que valoriza cada verso, sempre com emoção à flor da pele.



5) “A PAZ” EM “MANDALA” (1987)
Mais um tema de uma personagem vivida por Lucia Veríssimo. Aqui a atriz vivia Letícia, namorada de Édipo (Felipe Camargo), apaixonado pela própria mãe Jocasta (Vera Fischer) na polêmica novela de Dias Gomes, escrita com Marcilio Moraes. A canção de Gilberto Gil é uma das minhas favoritas do repertório da cantora. Lembro que meu LP da novela (sim, sou do tempo do LP) ficou completamente arranhado nessa faixa, de tanto que eu ouvia. Bate forte em minha memória afetiva.

4) “MAIS SIMPLES” EM “SALSA E MERENGUE” (1996)


Apesar da letra pungente de José Miguel Wisnik, a interpretação de Zizi para essa canção, que dá nome ao álbum que lançou em 96, é sensível e introspectiva. E por incrível que pareça era o tema de amor de Eugênio (Marcello Antony) e da superlativa Teodora (Debora Bloch em estado de graça), a hilária vilã da divertidíssima trama de Maria Carmem Barbosa e Miguel Falabella. E era justamente isso que era interessante, pois fazia o perfeito contraponto com o clima solar e irreverente da novela.

3) “PERIGO” EM “SELVA DE PEDRA” (1986)


Um dos maiores sucessos comerciais da carreira da cantora, foi o tema da elegante vilã Fernanda (Christiane Torloni), no remake da cultuada novela de Janete Clair. Mesmo com um arranjo bem característico dos anos 80, a canção casava perfeitamente com a classe e a elegância da personagem, muito em parte graças ao charme e a elegância da própria Zizi. Uma das cenas mais lembradas é o ousado banho de piscina de Fernanda e Cíntia (Beth Goulart), que sugeria um envolvimento amoroso entre as duas.

2) “PER AMORE” EM “POR AMOR” (1997)


Sucesso avassalador da carreira da cantora e uma de suas interpretações mais marcantes. Raramente uma canção casou tão bem com uma trama. Foi o tema de Helena (Regina Duarte) e embalou perfeitamente o encontro romântico da personagem com o amado Atílio (Antônio Fagundes) no início da cultuada trama de Manoel Carlos. Tudo na canção é belo: a letra romântica e intensa, o arranjo delicado e operístico ao mesmo tempo, mas é a interpretação magistral de Zizi que dá todo o brilho da música, que figura com tranquilidade entre os principais e inesquecíveis temas de novela de todos os tempos.


1)   “DEDICADO A VOCÊ” EM “O SEXO DOS ANJOS” (1989)



Mesmo não sendo tão lembrada como “Perigo” e nem tão célebre como “Per amore”, é, de longe a canção na voz de Zizi que mais me emociona. Belíssima composição de Dominguinhos e Nando Cordel, embalou com perfeição o ingênuo romance de Isabela (Isabela Garcia) e Adriano (Felipe Camargo) na novela de Ivani Ribeiro. Com uma interpretação muito doce e delicada da cantora, sempre tocava na novela quando o espírito de Isabela saía de seu corpo e ia ao encontro de seu anjo Adriano e também embalava o sofrimento dos personagens pelo amor impossível. Mais romântico impossível! De uma delicadeza que só mesmo uma intérprete como Zizi Possi seria capaz.



PROMOÇÃO “ZIZI POSSI” NO THEATRO NET RIO – CONCORRA A UM PAR DE CONVITES PARA O SHOW.


Quer assistir a um show especialíssimo de Zizi Possi nessa segunda, dia 20/05 com direito a acompanhante e como convidado especial do melão? É simples: responda à seguinte pergunta:

QUAL SEU TEMA DE NOVELA FAVORITO NA VOZ DE ZIZI POSSI E POR QUÊ?

O autor da melhor resposta ganha o par de ingressos, que podem ser retirados na bilheteria do teatro uma hora antes do show.

VENCEDOR DA PROMOÇÃO: GUILHERME FERNANDES



Clique aqui para obter maiores informações sobre o show:
http://www.theatronetrio.com.br/programacao/88/ZIZI_POSSI.html


Theatro Net Rio
Rua Siqueira campos, 143 2º piso
Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
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Temas e Trilhas: Gal Costa


domingo, 23 de dezembro de 2012

TOP 10 – REGINA DUARTE




Impossível pensar em teledramaturgia brasileira sem que seu nome não venha imediatamente à cabeça. Regina, rainha absoluta da televisão. São tantas Reginas em uma só que, assim como outros dois homenageados recentemente, Betty Faria e Lima Duarte, foi uma tarefa hercúlea eleger apenas 10 personagens de sua riquíssima galeria de mulheres inesquecíveis. Românticas, loucas, passionais, idealistas, exuberantes, guerreiras... Em 50 anos de carreira, Regina Duarte deu vida a todos os tipos e todas as emoções, com sua interpretação corajosa, visceral e sempre genial. Pra fechar o ano com chave de ouro, confira esse TOP 10 Especial de Fim de ano! Vamos relembrar algumas dessas grandes mulheres vivida por essa grande mulher:


10) HELENA DE “HISTÓRIA DE AMOR” (1995)


A Helena mais “gente como a gente” de todas. Ela ia à feira, reclamava do preço do chuchu (e do melão), saía com os amigos, se divertia, não levava desaforo pra casa... enfim, uma mulher como outra qualquer do planeta, mas não seria Helena se não tivesse um grande segredo, uma falha trágica. Na verdade, ela não era a verdadeira mãe da mimadíssima Joyce (Carla Marins) e sim, sua tia, segredo que foi revelado no último capítulo. A lembrança mais forte que tenho da personagem é de seu romance com o médico Carlos (José Mayer) embalado pela voz de Gal em “Futuros Amantes” sob um Rio ensolarado e feliz.


9) CHIQUINHA GONZAGA DE “CHIQUINHA GONZAGA” (1998)


De que a vida da célebre compositora foi inspiradora e apaixonante ninguém duvida. Mas a interpretação sensível de Regina fez com que se tornasse mais fascinante ainda aos olhos do espectador. A atriz sempre interpreta muito bem esse tipo de papel: mulher guerreira, sofrida, lutadora, que dá a cara a tapa, rompe barreiras e preconceitos. Apaixonante também foi o romance da compositora com seu “mancebo imberbe” Joãozinho, vivido brilhantemente por Caio Blat. Chiquinha Gonzaga ficou conhecida pela nova geração graças à minissérie de Lauro Cesar Muniz e Marcilio Moraes e La Duarte soube defender a personagem com a maior dignidade.


8) LUANA CAMARÁ / PRISCILA CAPRICE DE “SÉTIMO SENTIDO” (1982)

Uma de minhas primeiras lembranças televisivas. Na verdade, não me lembro de quase nada da novela, a não ser de Luana Camará incorporando Priscila Caprice. Até então com 5 anos de idade, os gritos de Regina Duarte me causavam medo e fascínio. Ao meu ver, a personagem fez uma espécie de transição para o que viria depois na carreira da atriz, a inesquecível Porcina.



7) HELENA DE “POR AMOR” (1997)

Regina e a filha Gabriela em cena de "Por amor"
Praticamente uma personagem de tragédia grega, a mais polêmica das Helenas talvez tenha carregado a mentira mais grave de todas. Helena, no início, parecia uma mulher comum, alegre, que via no romance com Atílio (Antonio Fagundes) uma nova oportunidade para o amor. Amor que não foi mais forte do que o amor cego e irracional que ela sentia pela filha Eduarda (Gabriela Duarte) chegando ao ponto de trocar o bebê morto da filha pelo seu filho saudável que acabara de nascer para que a filha não sofresse. Uma verdadeira leoa, capaz de tudo para preservar a cria. Quando Atílio descobriu toda a verdade, disse a Helena uma das frases mais emblemáticas da história da teledramaturgia: “você não sabe amar, mas pode aprender”. Obra prima de Manoel Carlos e mais um show de interpretação de Regina Duarte.


6) MALU DE “MALU MULHER” (1979)



Temas que, às vezes, nos parecem tão distantes, mas ainda tão presentes na sociedade como a violência contra a mulher, a questão do divórcio, independência feminina, mulher no mercado de trabalho... assuntos que parecem banais hoje em dia na época eram tabus que foram quebrados por Malu, emblemática personagem que Regina Duarte, mais uma vez, defendeu com garra e vigor e que representa um divisor de águas em sua carreira, dando um adeus definitivo ao eterno título de namoradinha do Brasil e adquirindo um respeito cada vez maior como uma de nossas mais importantes atrizes. Viva Malu!


5) CLÔ HAYALLA DE “O ASTRO” (2011)

Não resisti e beijei Clô na exposição da carreira da atriz
Como não incluir essa linda na lista? Claro, que, por motivos óbvios, Clô Hayalla sempre vai fazer parte da minha lista de personagens favoritas da atriz, mas independente disso, a matriarca dos Hayalla é o melhor personagem de Regina em anos. Louca, passional, impulsiva, vingativa, Clô já seria um prato cheio para qualquer atriz. Em se tratando de uma atriz superlativa como Regina Duarte, o prato cheio se transforma em um verdadeiro banquete, que ela oferecia diariamente a um público fiel e apaixonado na forma de uma atuação que dava o tom arrebatado e melodramático da novela de Janete Clair adaptada por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro. Verdadeiro show em cena e um talento monstro, que pude comprovar de perto. Uma atriz genial que consegue dar cores e texturas ao texto que surpreende até mesmo os autores.


4) MARIA DO CARMO DE “RAINHA DA SUCATA” (1990)


Prima da Viúva Porcina, Maria do Carmo também era uma força da natureza. A filha de sucateiro que transformou o negócio do pai em um verdadeiro império arrebatou o Brasil e chamava a atenção para o início da ascensão da classe média tão valorizada nos dias de hoje. Os novos ricos estavam tomando conta do Brasil e Maria do Carmo era a representante dessa classe emergente versus a decadência da aristocracia, representada por Laurinha Figueiroa, brilhantemente interpretada por Gloria Menezes. O choque entre esses dois mundos e o duelo dessas duas grandes atrizes renderam momentos antológicos de nossa teledramaturgia. Maria do Carmo era deliciosamente cafona, adorava ostentar sua riqueza e Regina estava muito à vontade em cena. A atriz parecia estar se divertindo tanto quanto o público. Já estou contando os dias para rever a sucateira em 2013 no Canal Viva.


3) RAQUEL DE “VALE TUDO” (1988)


Tudo bem que Odete Roitman e Maria de Fátima se eternizaram como duas das maiores vilãs de todos os tempos, mas se a novela tem uma alma, essa alma é a de Raquel Accioly, que ganhou através de Regina Duarte uma das interpretações mais viscerais da história da teledramaturgia. O Brasil chorou, sofreu, se emocionou com Raquel e também foi à forra na catártica cena em que a personagem, aos gritos, rasga o vestido de noiva da filha na véspera do casamento. Raquel simboliza a mulher brasileira e o espírito guerreiro do nosso povo, mostrando que vale a pena, sim, ser honesto no Brasil. Um papel perigoso, que tinha tudo pra cair no estereótipo, mas a personagem, cheia de nuances, foi muito bem construída pelos autores e muitíssimo bem defendida por La Duarte. Impossível ver alguém vendendo sanduíche na praia e não se lembrar da batalhadora Raquel.


2) SIMONE DE “SELVA DE PEDRA” (1972)

Regina Duarte e Francisco Cuoco em cena da novela
Mesmo não fazendo parte de minha memória afetiva, essa importante personagem não poderia ficar de fora, pois até hoje Simone Marques representa o protótipo de heroína em nossas novelas. E já há 40 anos atrás, Janete Clair construía uma mocinha nada boba, que tinha uma profissão, ia à luta por seus objetivos e dava a volta por cima, jurando vingança a seus inimigos. E Regina, ainda muito jovem, soube dosar doçura e força na medida certa e conquistou definitivamente o coração dos brasileiros. Impossível não se comover nas cenas românticas de Simone e Cristiano (Francisco Cuoco) ao som de “Rock and roll lullaby”, tema romântico mais emblemático da história de nossa teledramaturgia.


1) VIÚVA PORCINA DE “ROQUE SANTEIRO” (1985)


Pense em todos os adjetivos superlativos. Talvez ainda seja pouco para definir Porcina. Escandalosa, exuberante, fogosa, irreverente, sensual, lasciva e politicamente incorretíssima, a personagem significou um giro de 180 graus na carreira da atriz, acostumadas a tipos mais delicados e sofredores. Na pele da operística viúva que foi sem nunca ter sido, Regina já não precisava provar nada pra ninguém há muito tempo, mas mesmo assim provou que é capaz de absolutamente TUDO em se tratando da arte de representar. Na célebre trama criada por Dias Gomes, Porcina era um verdadeiro carrossel de emoções, indo das cenas mais dramáticas às mais irreverentes: um verdadeiro manancial para as impagáveis caras e bocas da atriz. Graças à Regina Duarte, Porcina virou dona, não só do coração de Roque (José Wilker) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte), mas de todos os brasileiros.


MENÇÕES HONROSAS:

Ø  ANDRÉA, DE “VÉU DE NOIVA” (1969)
Ø  RITINHA, DE “IRMÃOS CORAGEM” (1970)
Ø  PATRICIA, DE “MINHA DOCE NAMORADA” (1971)
Ø  CECÍLIA, DE “CARINHOSO” (1972)
Ø  NINA, DE “NINA” (1977)
Ø  SHIRLEY, DE “INCIDENTE EM ANTARES” (1994)
Ø  HELENA, DE “PÁGINAS DA VIDA” (2006)


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MELÃO APROVEITA PARA DESEJAR BOAS FESTAS A TODOS OS SEUS LEITORES E PERGUNTA: QUAIS SÃO SEUS PERSONAGENS FAVORITOS DE REGINA DUARTE?
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Top 10 - LIMA DUARTE





terça-feira, 27 de setembro de 2011

Série Memória Afetiva: 12 trilhas internacionais – por Wesley Vieira


Obrigado a todos que comentaram sobre as trilhas nacionais favoritas do melão. Também aprecio muito as internacionais, mas não poderia perder a oportunidade de publicar mais um texto de nosso editor-chefe da Sucursal Minas, afinal de contas, o rapaz é completamente apaixonado pelas trilhas internacionais e vai saber falar delas melhor do que eu. E como Wesley já é praticamente sócio, o melão dá todo o aval para ser a opinião oficial do blog. Além de uma grande quantidade de informações sobre as trilhas, Wesley deu seu toque pessoal e divide conosco suas lembranças sobre cada uma delas. Mais uma vez, obrigado, queridão! Com vocês, as favoritas de Wesley Vieira. Ah, e não deixem de comentar sobre suas favoritas também!!!

12 – Louco Amor Internacional – 1983

Para muitos, a trilha internacional dessa novela não merecia estar nessa lista. A maioria das músicas não tem cara de novela. Mas por isso mesmo, considero o disco excelente. Tem “Just Can't Get Enough”, o primeiro sucesso da banda Depeche Mode, música que estourou nas rádios e até hoje é um clássico do New Wave, estilo musical que surgiu naquele momento. Outra música super legal e divertida é “Ich Shaun' Deach An (Peep Peep)” da banda Spider Murphy Gang. De acordo com o site Teledramaturgia, a canção serviu pra embalar as gracinhas do casal mais adorável da novela: Gisela (Lady Francisco) e Edgar (José Lewgoy). Após assistir ao último capítulo da novela, descobri que a linda “Shame On The Moon” do Bob Seger & The Silver Bullet Band foi o tema romântico de Lipe (Lauro Corona) e Carlinha (Beth Goulart). Já o casal principal, formado por Fábio Júnior e Glória Pires, ganhou uma versão (digamos, meio peculiar) de “Can´t Help Falling in Love” cantada por um tal de Cameo. Tinha também a recém saída integrante do ABBA, Fridda, cantando “I Know There´s Something Going On”. Porém a marca registrada da novela foi “We've Got Tonight” dueto de Kenny Rogers com Sheena Easton, tema principal do louco amor de Luiz Carlos por Patrícia (Bruna Lombardi). A música foi executada desde o primeiro capítulo da novela (expediente pouco comum naquela época). Dizem que o tema perdeu força ao longo da história por conta da alteração no destino dos personagens que tiveram o romance desfeito por questões que só fomos saber há pouco tempo: Gilberto Braga, o autor, não gostava da interpretação de La Lombardi.

11 -Por Amor Internacional – 1997/98


Manoel Carlos foi excepcional ao criar uma história de pessoas que eram capazes das maiores loucuras “Por Amor”. Para acompanhar essa novela forte e envolvente, nada como um cd recheado de canções românticas que fizeram enorme sucesso. Não me esqueço da cena em que o personagem Nando sobrevoa o mar e joga rosas para a personagem Laura, morta num acidente de helicóptero. A execução de “So Help Me Girl” do então ex-Take That, Gary Barlow, deixou a dramática cena ainda mais bonita. O amor complicado entre Eduarda e Marcelo ganhou contornos mais suaves e bonitos com “How Could An Angel Break My Heart” da cantora Toni Braxton. Gostava de ver Laura incomodando o casal enquanto “Stay With Me” da Jocelyn Enriquez era executada. Também era uma delícia ver as cenas de Milena ao som contagiante de “More Than This” numa versão da banda 10,000 Maniacs. A bossa nova, tão presente no universo manequiano teve sua versão internacional com “Dindi” de El Debarge & Art Port. E tinha os insuperáveis Backstreet Boys com “As Long As You Love Me”. Não foi por acaso que o cd internacional de Por Amor foi um dos recordistas de venda no primeiro semestre de 98. Só sucessos.

10 - O Outro Internacional - 1987




Outra trilha que a gente encontrava na casa de todo mundo. Na capa, Malu Mader mais linda do que nunca com aquelas pernocas de fora. Linda! Lembro que minha tia ganhou o disco de presente e com medo de que os sobrinhos arranhassem, nunca deixou ninguém ouvir. Pura maldade. Um dia, “peguei emprestado” e então pude conferir aquelas maravilhas. As músicas eram de tirar o fôlego. Nem sei qual música é a minha favorita, mas Carly Simon abrindo o disco com a balada “Coming Around Again” é de arrepiar. Em seguida tinha “Don't Dream It's Over” da banda Crowded House. Laura (Natália do Valle) tinha seus dramas ilustrados pela bela “Words Get in The Way” na voz da latina Gloria Estefan. Enquanto Glorinha da Abolição era representada com perfeição pelo sucesso “Don't Get Me Wrong” da banda Pretenders. Não tenho vergonha em dizer que quase paguei mico numa apresentação da escola com “I'll Be Over You” da banda Toto. Sorte que a festa foi cancelada e me livrei da vergonha. Porém, trata-se de uma música que eu gosto muito e na novela tocava para o casal briguento Genésio (José de Abreu) e Edwiges (Claúdia Raia). E tinha “The Miracle of Love” da banda Eurithmics e claro,” Two People” na voz deTina Turner... Por essas e por outras canções, a trilha de O Outro Internacional é considerada figurinha básica em qualquer coleção de discos de novelas.

9 - Coração de Estudante Internacional – 2002




Uma deliciosa novela que falava sobre o universo dos estudantes numa pequena cidade no interior de Minas (o meu adorável estado) não poderia deixar de ter uma trilha internacional. E Coração de Estudante nos brindou com lindas canções como “Wherever You Wil´l Go” da banda The Calling, pontuando as idas e vindas de amor entre o professor Edu (Fábio Assunção) e Clara (Helena Ranaldi). Esta música, certamente, foi uma das responsáveis pelo sucesso do cd. Mas a trilha tinha outras maravilhas também. O espirituoso Pedro Guerra (Bruno Garcia) lutava por Clara ao som de Joe Cocker cantando uma versão arrebatadora de “Never Tear Us Apart”, música da banda INXS que também apareceu na longínqua “Bebê a Bordo”. Já a atrevida Amelinha (Adriana Esteves), a divertida vilã, ficava mais calma com “One Day in Your Life”, música que fechou com alto astral o último capítulo da novela. Já Nélio, o peão e ”bejeto sexual” das mulheres da cidade, também tinha seus momentos românticos com a belíssima “Handy Man” de James Taylor. E talvez, pra ilustrar o espírito estudantil, a intrépida Pink apareceu abrindo a trilha com “Don´t Let me Get You”.

8 - A Gata Comeu Internacional – 1985




Quando uma novela encontra perfeita sintonia entre elenco, história, direção e trilha sonora, o sucesso surge como resultado natural de todos esses fatores. Assim aconteceu com A Gata Comeu, clássica novela das seis que nos brindou com uma trilha internacional maravilhosa. Só sucessos que até hoje fazem sucesso. Difícil é listar apenas algumas músicas, mas também é injusto não se lembrar das loucuras que Jô Penteado (Christiane Torloni) fazia para conquistar o Professor Fábio (Nuno Leal Maia) ao som de “Forever By Your Side” do Manhattans. As suas peripécias também eram acompanhadas por “Just Another Night” de Mick Jagger. Delícia de música com aquele estilo inconfundível dos anos 80. Já a babinha “I Should Have Known Better” (também conhecida como a Melô do bombeiro), do Jim Diamond esteve presente nas cenas entre Lenita (Débora Evelyn) e Édson (José Mayer). Inesquecível é o rabicho da rebelde Babi (Mayara Magri) ao som romântico de Bryan Adams cantando a clássica “Heaven”. Ao longo da novela, Paula (Fátima Freire) se apaixonou pelo ator Tony Duarte (Roberto Pirillo) e ganhou o excelente Paul Young cantando “Every Time You Go Away” como tema. Estas e outras músicas serviram para ilustrar com perfeição o universo charmoso e colorido dessa inesquecível novela exibida em 1985 e reprisada duas vezes.

7 - Água Viva Internacional - 1980

Reza a lenda que o autor Gilberto Braga não queria trilha internacional para essa novela. Anos depois, o próprio autor desmentiu o boato e disse que tudo não passou de marketing: “Era pro disco nacional vender mais”. Lendas a parte, o caso é que Água Viva Internacional nos presenteou com grandes sucessos daquele início dos anos 80. Curiosamente é um disco que vi na coleção de muita gente. Uma das músicas que mais gosto de ouvir é“Babe” da banda Styx -linda e primordial para enfatizar os dramas do complicado casal formado por Edir (Claudio Cavalcanti) e Márcia (Natália do Valle). No último capítulo da novela, há um lindo clipe com alguns casais ao som de Barry Manilow, que parece ter feito sua “Ships” exclusivamente para as cenas da novela. Também no último capítulo, a reconciliação de Ligia (Betty Faria) e Nélson (Reginaldo Faria) ficou mais bonita com a delicada voz de Tony Wilson cantando a linda “Just When I Needed You Most”. Depois que conheci o disco, não canso de ouvir essas e outras canções como “Just Like You Do”, da sempre presente Carly Simon.  Porém, tenho que dizer que a música mais tocante dessa trilha pertence ao casal Marcos e Janete que protagonizaram uma das cenas mais lindas da teledramaturgia brasileira: ao som de “Cruisin” do Smokey Ronbison, Janete é surpreendida com um simples “eu te amo” escrito no espelho do banheiro.  Difícil é não se emocionar.

6 - Guerra dos Sexos Internacional - 1983


Acompanhar as aventuras desse clássico da teledramaturgia brasileira foi um prazer e uma honra, a qual tive o privilégio de assistir, graças aos amigos que puderam compartilhar suas gravações comigo. Só tenho uma coisa a dizer: Guerra dos Sexos é A novela! Não há dúvidas de que o divertido folhetim revolucionou o gênero e até hoje permanece no imaginário popular como uma das melhores novelas já produzidas pela televisão brasileira. Enquanto as mulheres e os homens se engalfinhavam, acompanhávamos uma trilha internacional recheada de sucessos.  Tudo bem que poucas músicas foram executadas como tema dos personagens, mas sempre que a bela Juliana da Maitê Proença surgia, lá vinha Paul Anka cantando “Hold Me Till The Mornin' Comes”. Linda e triste como a própria personagem. Já “True” do Spandau Ballet tocava sempre que um casal dava uns beijinhos. Também adorava ouvir o pop do Naked Eyes com “Always something there to remind me” nas cenas de locação. Já as mulheres da história ganharam a notável “So Many Men So Little Time” de Miquel Brown como tema principal de suas aventuras na disputa pelo controle das lojas Charlô´s. No disco, há outras canções memoráveis como “Baby Jane” do Rod Stwart e “Nobody’s Diary” da banda Yazoo.

5 - Gente Fina Internacional - 1990


Num antigo texto que escrevi para o Melão sobre essa novela, falei sobre a sua pouca repercussão, mas também comentei sobre a trilha internacional recheada de sucessos e preferida de muitos “novelógos” de plantão. Sempre associei os temas aos personagens e nessa novela não seria diferente. Sempre que a romântica Kika (Lizandra Souto) aparecia, lá vinha Michael Bolton cantando a linda “How Am I Supposed to Live Without You”. Assim como Tears for Fears cantando a única música em trilhas de novelas: “Advice For The Young Hearts”, para o personagem Alex (Jaime Periard). Phil Collins abria o disco com a excelente “Another Day In Paradise”, tema do casal principal Guilherme (Hugo Carvana) e Joana (Nívea Maria). Enquanto lutava pelo amor do marido de sua melhor amiga, Janete (a saudosa Sandra Bréa) era embalada por ”Angel” da banda Eurythmics. E também não dá pra esquecer que Jason Donovan cantou “Sealed With a Kiss”, música que na trilha nacional teve Luan e Vanessa cantando uma versão intitulada de “Quatro semanas de amor”. E a trilha tinha um mega sucesso das pistas: “Running” do Information Society. Mas lindinha mesmo era Nikka Costa cantando “Midnight” e as meninas da banda Heart com ”All I Wanna Do Is Make Love To You”. Ah, delicioso início da década de 90.

4 - Araguaia Internacional – 2010/11


Em tempos de trilhas perdidas, onde as musicas raramente são utilizadas como temas, uma agradável surpresa para os noveleiros de plantão foi a seleção musical dessa novela que mesclava o rural e o urbano com muito propriedade. Não posso deixar de mencionar que a surpresa se deve pelo fato desta trilha ter tocado exaustivamente durante a novela como temas dos personagens. Verdadeiros clipes com as músicas eram feitos para ilustrar as cenas. Os mais bonitos eram ao som de “Marry me” da banda Train, uma perfeição inspiradora sobre as cenas do mocinho Solano (Murilo Rosa) e Manuela (Milena Toscano) nas plantações de girassol. A índia Estela (Cléo Pires, na capa) ganhou uma exclusiva regravação de “Happy” com a brasileira Marina Elali.  As cenas de amor entre Fred (Raphael Viana) e a sensual Janaína (Suzana) ficavam mais lindas com a execução de “I Never Told You” da cantora Colbie Caillat. Eu gostava de ver as três belas Jóias do Araguaia ao som da simpática Diane Birch cantando “Valentino”. O palhaço Pimpinela  conseguiu conquistar o coração da linda Nancy (ao som de “Pray For You”, enquanto o amor da madura Amélia  (Júlia Lemmertz) pelo jovem Vitor (Tiago Fragoso) era acentuado ao som do eterno Elvis Presley com “Love me Tender”. No entanto, confesso que a minha preferida é “Tonight”  de Alex Band, que no penúltimo capítulo conseguiu deixar as imagens da região do Jalapão ainda mais belas. Perfeito!


3 - Hipertensão Internacional – 1986/87




Taí outra trilha que vendeu como água  e não é para menos: a seleção musical é perfeita. Em todas as casas que tinham um aparelho de toca-disco, lá estava, o agora apresentador, César Filho e Carla Marins estampados naquela capinha amarela de gosto duvidoso. Óbvio que a trilha dessa novela era recheada de lindas músicas que fizeram grande sucesso naqueles bailinhos tão típicos dos anos 80. Inclusive, esse disco ganhou merecida homenagem em um dos capítulos da recente novela Ti Ti Ti (2010), quando Ari (Murilo Benício) se lembrou de “Right Between The Eyes” do Wax como música que marcou o início de seu romance com Suzana (Malu Mader). Metalinguagem total. A romântica “Lady in Red” do Chris D´burg curiosamente serviu para ilustrar os dramas de Raquel  (Débora Evelyn), a filha crente e feiosa da poderosa Donana (Geórgia Gomide.  Curiosamente, Madonna já era poderosa e tocou na novela com sua contundente “Papa Don´t Preach”. O romance entre a heroína Carina (Maria Zilda) e Sandro (Claúdio Cavalcanti) era acompanhado de perto pela romântica “Gone With The Winner” da banda Century, que um ano antes emplacou “Lover Why” na trilha da primeira versão de Ti Ti Ti. Uma das minhas preferidas é “Human” da banda Human League, música que  abria o disco, enquanto a lenda James Brown fechava com “How Do You Stop”, tema do romance entre a adolescente Carola (Carla Marins, estreando na televisão) e o maduro Raul (José Mayer).


2 - Transas e Caretas Internacional – 1984


Tudo bem, Transas e Caretas pode não ter sido um grande sucesso de público, mas as músicas de sua trilha internacional, estas sim, fizeram um grande sucesso e até hoje podem ser ouvidas em muitas rádios pelo Brasil afora.  Não acompanhei essa novela por questões óbvias (era uma criança de dois anos), mas com a ajuda do Orkut, tive a chance de saber que a linda “Ebony Eyes”, dueto de Rick James e Smokey Rombison, foi tema do complicado romance entre a bela Marilia (Natália do Valle) e Tiago (José Wilker). Também gostei de ouvir o Culture Club com seu vocalista andrógino Boy George com “Victms”, que segundo o site Teledramaturgia, se tornou o tema de Douglas (Claudio Cavalcanti) e Marília. A magnífica Tina Turner abria o disco com a clássica “Let´s Stay Together”.  Um verdadeiro clássico! No entanto, confesso que a curiosa “Souvenir of China” de Jean Michel Jarre é o meu tema favorito. Amigos que assistiram à novela, contam que a música foi perfeita ao ilustrar o casamento de Marilia com um homem que não amava, neste caso, Jordão (Reginaldo Faria), que também ganhou a simpática “Joana” do Kool and the Gang como tema. E o que falar do popzinho dos The Romantics cantarolando “Talking To Your Sleep”? Para completar a lista de sucessos, a trilha contava com Ann Wilson & Mike Reno cantando “Almost Paradise”, música que também foi tema romântico do filme Footloose.


1 - Que Rei Sou Eu? Internacional - 1989




Seria difícil encontrar uma trilha internacional para uma história que se passa num fictício reino no século 19 e se torna uma sátira do Brasil. Seria. Mas não foi. A seleção de canções para a novela poderia ter se limitado a encontrar clássicos que nos remeteriam para aquele período medieval, porém, por incrível que pareça, a trilha de Que Rei Sou Eu? parece ter sido feita exclusivamente para a novela. É de impressionar a escolha dos sucessos internacionais para ilustrar as cenas da divertida história. Como não confundir a voz bufesca da Rainha Valentine com a de Monserrat de Caballe em dueto com Freddy Mercury na clássica “How Can I Go On?”? Eu era pequeno e jurava que aquela rainha louca estava cantando. Os delicados acordes iniciais de “Eternal Flame” das Bangles foram perfeitos e precisos para acentuar ainda mais o romantismo da doce Princesa Juliete (Claúdia Abreu). Também foi perfeita a sintonia entre a sofrida Suzane (Natália do Valle) e seu tema “Someday We´ll be Together” do Santa Fé. ”Let The River Run” da Carly Simon tinha vencido o Oscar de melhor canção como tema do filme “Uma Secretária do Futuro” no mesmo ano. Porém, se traduzirmos a canção, notaremos que caiu como uma luva para as aventuras do herói Jean Pierre (Édson Celulari). Até a introdução com assobio de “Patience” dos Guns N'Roses tinha a cara daquele clima de época. Por essas e outras, essa trilha internacional é a minha preferida pois curiosamente soube combinar as músicas com os personagens e o clima da novela. 








Wesley Vieira é jornalista, roteirista, blogueiro, mocinho da Janete e editor-chefe da Sucursal Minas do “Eu prefiro melão”.




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