quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Blogueiro convidado: Leonardo Távora defende “Eterna Magia”


 Mais um blogueiro convidado no melão. E este entende de blog. Trata-se do mineirinho Leonardo Távora, dono do ótimo Literatura Exposta, caprichado blog recheado de contos, crônicas e poemas do próprio autor. Pra quem não visitou, recomendo. Minha seção favorita é a “Livro em cena”, na qual trechos de grandes clássicos são roteirizados por Leonardo.

Aqui, o rapaz contribui com sua memória afetiva e sua apurada análise de uma de suas novelas favoritas, Eterna Magia”, de Elizabeth Jhin que, segundo Léo, foi injustiçada por não ter tido o reconhecimento e a repercussão que merece. O melão adere totalmente a essa defesa. Obrigado, querido, e volte sempre! Seus textos sempre serão muito bem-vindos no melão.


Eterna Magia: Uma defesa
Por Leonardo Távora Dias


Escrever uma novela não é algo tão simples quanto possa parecer aos olhos leigos do espectador. Existe todo um trabalho muito árduo de produção, que lembra, é verdade, uma linha de montagem em série, tal qual numa fábrica. Por isso as pessoas se arvoram a dizer que a televisão é uma “fábrica de sonhos”. Esse é o produto dela. Levar até você, espectador, imagens bonitas, fortes, tocantes, que mexam de algum modo com seus sentimentos. Isso te tira do seu mundo e o leva, naquele momento da atração, a sonhar. Com função social ou apenas encantadores universos, as produções dramatúrgicas são capazes de dar descanso à mente das pessoas, depois de um dia inteiro de trabalho. Distrai, é verdade, mas mantém também o cérebro funcionando, seja para torcer pelos mocinhos, seja para descobrir quem é o assassino misterioso da trama.
Uma novela tem essa função. Toda criatividade dos autores estão a serviço dos teus sonhos, leitor. Não é a toa que o gênero “novela” faz parte do cotidiano do brasileiro, e já de grande parte do mundo. Seja criando universos fantásticos, seja te aproximando de uma realidade que muitas vezes seria melhor esconder, a novela tem a função de dar contornos à sua imaginação. Guiados por uma câmera e pelas mãos dos diretores de cena, os espectadores da dramaturgia vão passeando por lugares, inserindo-se no mundo daquela história que está sendo contada. E, tal qual em uma linha de montagem, problemas que aparecem no decorrer do produto precisam ser resolvidos rapidamente, muitas vezes com a própria inteligência e sagacidade do autor, outras, com base em pesquisas de opinião, outras ainda, com auxílios de supervisores. Seja como for, é preciso sanar as querelas, e levar ao público tudo o que ele espera da história.

 Eterna Magia foi uma novela muito criticada. Considerada a primeira novela “solo” de Elizabeth Jhin, teve 148 capítulos que buscaram criar um universo fantástico para o deleite de quem assistia. A ideia era trabalhar o tema da religião Wicca de um modo lúdico mesmo, ambientando a história em uma época que permitisse explorar esse lado fantástico da trama. A década de 40, com todo seu charme permitia isso, além de criar um link com o mundo real, falando do desenvolvimento da aviação (Lembro a cena em que todos chamavam a personagem de Malu Mader de louca por atravessar o atlântico em um avião, vindo de Dublin). Uma trama extremamente sóbria, com locações que enchiam os olhos. A primeira crítica é justamente pela época da história, já que a religião Wicca começou a ser divulgada na década de 50. Em minha opinião, um excesso de preciosismo, já que a obra não procurava trazer para o público uma visão da realidade, mas estava propondo levá-lo para uma viagem lúdica.

Elizabeth Jhin fez o trivial bem contra mal, onde as Valentinas eram as bruxas boas, e as Rasputinas eram as más, trazendo elementos celtas e da história russa, lembrando o lendário mago Rasputin, influente na corte russa de fins do século XIX. Mas talvez pela abordagem da trama, com poucos elementos da realidade à qual estamos acostumados (outra critica bastante repetida), e muito também pela faixa de horário da novela, que estreou em horário de verão, a história das bruxas foi rejeitada pelo publico, forçando a autora e a direção a promover sensíveis mudanças na trama, na mudança de fase da novela, que já estava desenhada na sinopse. E como a primeira impressão é a que fica, os espectadores acabaram rejeitando toda a história muito pelas notas desfavoráveis que saiam na imprensa. Afinal, reverter um quadro de descrédito não é fácil, ainda mais quando se tem pouco tempo para fazer as coisas acontecerem.
É preciso que louvemos três pontos dessa novela:

Primeiro: A história em si. Muito bem construída pela autora Elizabeth Jhin - com supervisão do já experiente Silvio de Abreu, autor de grandes sucessos de público e crítica - que fez o que propôs. Levou o público a um mundo diferente do habitual. Com alguns elementos de realidade, como a ambientação e os conflitos da cidade, como a instalação de uma brigada contra incêndios, por exemplo, ou a paixão do personagem de Thiago Lacerda pela aviação. Talvez o maior erro tenha sido mesmo a condução da história, com uma maior integração dos núcleos que compunham a novela, e talvez uma melhor exploração da personalidade de cada um no triângulo Nina-Conrado-Eva. Embora fossem centrais e importantes, estes personagens tiveram uma abordagem um tanto quanto superficial em seus perfis psicológicos.

Segundo: A equipe de produção. Toda a equipe de “Eterna Magia” merece palmas. Uma fotografia impecável, figurinos bem compostos, e a mão segura de Ulisses Cruz, do núcleo de Carlos Manga, que é essencial para dar vida à história. Uma boa direção não garante o sucesso de um produto como uma novela, mas é um dos fatores importantes na construção. E como não se consegue fazer um produto desse tamanho sozinho, deve-se levar em consideração o trabalho da equipe inteira, que se dedicou, mesmo nos períodos mais críticos da produção. Trabalhar em equipe é fator primordial para se conduzir um trabalho da magnitude de uma novela, que tem abrangência nacional, e em maior ou menor escala, acaba intervindo nos hábitos e costumes da população, que várias vezes repete os bordões criados e difundidos nas novelas.

Terceiro: O elenco. É preciso louvar os trabalhos impecáveis de Irene Ravache, Osmar Prado, Malu Mader, Aracy Balabanian, Cássia Kiss, dentre outros medalhões, que souberam defender bem personagens bastante densos. Maria Flor, que já tinha feito uma bela participação em “Cabocla”, saiu-se bem na pele da Valentina Nina Sullivan, irmã da Eva Sullivan de Malu Mader, que também não decepcionou, apesar do que eu já disse acima, que, assim como Thiago Lacerda, podia ter aprofundado mais a personagem. Mas, metade da culpa dos atores, outra metade do perfil que eles receberam. Afinal, o trabalho de um ator na hora de compor personagem vem muito do que ele apreende do perfil que lhe é passado quando oferecem o papel.

Cassia Kiss na pele da perversa Zilda
Ainda falando de elenco, duas participações devem ser louvadas. A estreante Marcela Valente trabalhou muito bem, dividindo cenas magníficas com a incrível Irene Ravache, que consegue transformar suas personagens em pilares de uma novela, mesmo sendo de núcleos acessórios da história. E o já “veterano” (começou criança em “Esplendor”) Thiago de los Reyes, que é um ator bastante sóbrio, próprio para tipos mais centrados, os tais “amigos-psicólogos”, ou os “heróis sensatos”, e deu o tom mais adequado possível ao seu Bruno, que era um aspirante a escritor, cheio de sonhos e conflitos internos. Personagem difícil, introspectivo, com uma carga dramática demasiada densa, que é um desafio para qualquer ator já experimentado, quanto mais para um jovem, ainda que este jovem já esteja no meio há algum tempo.
É preciso julgar as obras de dramaturgia observando sempre o que elas propõem. “Eterna Magia” procurou levar fantasia para o público. Mesmo com um foco diferente, se assemelha às comédias do Walcyr Carrasco, que tem esse flerte com o lúdico, e cria personagens às vezes muito caricatos, que algumas vezes podem destoar um pouco da realidade à qual estamos acostumados. É bem diferente do que busca Glória Perez, que tem suas tramas já bem mais sedimentadas na realidade, ainda que buscando levar o espectador a uma viagem fantástica por culturas diferentes da nossa, cria os chamados tipos psicológicos, personagens que exploram a mente humana ao máximo que se puder. Ao olhar por esse lado do fantástico e do lúdico, mesmo com todos os problemas que infelizmente atrapalharam a aproximação do público com a novela, “Eterna Magia” foi uma das melhores histórias que pude assistir, capaz de me colocar dentro do universo dela, e de me encantar, seja na aventura das valentinas, seja em outros núcleos da trama, que dosaram perfeitamente a densidade dramática da história de Eva e Nina Sullivan contra a malvada Zilda.

10 comentários:

Duh Secco disse...

Como eu gostei de Eterna Magia! A atmosfera lúdica da novela já me ganhou nas chamadas. Fora isso, minha querida Malu Mader, linda, desdenhando da tal cidade das bruxas, já era uma atração a parte. A novela começou e desde o início, me seduziu. As mudanças descaracterizam a trama original, mas ainda assim, valeu a pena continuar acompanhando e curtindo a segunda fase. Uma ótima produção, muito bem desenvolvida. Pra mim, uma das melhores das 18h nos últimos tempos.

Ótimo texto, Léo! Defesa brilhante. Não podia esperar menos do que isso, vindo de um talento como você. Bom saber que somos dois apaixonados por essa trama fascinante! rs

Fábio Leonardo disse...

Apesar de não ter sido fã de Eterna Magia, é esta uma novela pela qual guardo um enorme respeito. Confesso que não figura entre as minhas novelas favoritas, um sentimento que, severamente, critico, pois tenho consciência que ele desmerece um dos mais primorosos trabalhos da história da televisão.

Talvez, meus pontos de desagrado em relação à novela sejam justamente os elencados por Leonardo: a condução, que não valorizava uma grande integração entre os núcleos, e o perfil dos pratogonistas Eva, Conrado e Nina que, definitivamente, não me cativaram. Além disso, e acho que é o motivo principal, a novela não tinha a leveza que eu costumo procurar numa novela das seis - era sombria e embruxada em seu início - e acredito que talvez tenha mesmo sido essa a proposta (coisa que Jhin reverteu parcialmente na segunda fase, e totalmente no trabalho seguinte, Escrito nas Estrelas).

No mais, aplaudi muito as atuações de Maria Flor, Irene Ravache, Eliane Giardini e Werner Schunnemann, sem esquecer o grande destaque da novela, Cássia Kiss e seu visual "O Diabo Veste Prada". A novela começou a me cativar em seu fim, e no último mês eu não conseguia mais perder um capítulo.

É, realmente, uma pena que a repercussão não tenha sido condizente com o cuidado na produção da novela. Ela merecia. Assim como merecem os aplausos o Leonardo, pelo excelente texto, e Vitor, por dar mais e mais oportunidades a gente boa neste espaço privilegiado.

Abraços a todos!

Wesley disse...

Ainda bem que nem todo mundo é guiado pelo senso comum (aquele que tanto bato na tecla ao falar que todo mundo só gosta daquilo que dizem que foi ou é sucesso!).
Concordo com tudo o que o Leonardo disse sobre Eterna Magia. Uma novela que, apesar de todos os problemas (e que novela não os tem???) foi espetacular, exageros à parte. Premissa da história, elenco, cenografia, figurino, ambientação, fotografia... tudo de primeira. Era uma novela diferente do que estamos habituados a ver na telinha e só por isso já ganha meus pontos. E tinha a Cleyde Yaconis como a Dona Chiquinha - maravilhosa...
Um charme de novela que merece ser reavaliada.
Parabéns, Leonardo pelo texto e pela defesa. Estou contigo e não abro!!!!

Blog do Walter disse...

Eterna Magia para mim foi mesmo que Força de Um Desejo. Ouvi muita gente criticar, mas eu particularmente adorei. Trama, elenco, figurino... O que existe é um certo preconceito de que novelas não podem ter um visual/ história/ etc mais refinado e mais rebuscado que assim não vai agradar ao povão. Discordo de quem pensa assim.
Abraços.
Walter Cerqueira

Eddy Fernandes disse...

Injustiçada, sim. Acho que houve não só um estranhamento com a ambientação da trama, como também [neste ponto, vou ter que discordar de você, Leonardo] uma supervisão equivocada do Sílvio de Abreu. Tanto é que a Jhin conseguiu cativar em seu segundo vôo solo. Mas como o assunto é Eterna Magia, voltemos à ela. Eu simplesmente adorava a primeira fase da trama, com aquele clima soturno, os acordes sinistros, a ambientação noir. O tom da personagem da Malu Mader era maravilhoso. Gosto desses tipos mais ambíguos, acho que são mais verossímeis, reais. E propiciam ao ator um mergulho mais profundo na composição do personagem, do ponto de vista psicológico.

A Maria Flor é um talento. Já tinha tido grandes chances em “Cabocla” e “Belíssima” e novamente não decepcionou. Gostei, principalmente, da reta final, quando numa virada deliciosamente folhetinesca, Nina é trancafiada em um manicômio pelo vilão gringo, o Peter [eita sotaquezinho escroto!] e todos acreditam que ela está louca.

Grandes momentos também de Eliane Giardini, com sua sofrida tia Pérola, Cássia Kiss e a tresloucada vilã de peruca Zilda, Irene Ravache e sua inicialmente amargurada Loreta [a regeneração da personagem só a enriqueceu], Cleyde Yáconis e a simpática vó Chica e Aracy Balabanian, que teve pouco espaço, mas arrasou mesmo assim.

Eterna Magia foi uma novela feita por uma mulher para as mulheres. Grandes dramas femininos, tudo bem escrito e interpretado. Era uma delícia sintonizar às seis da tarde e assistir aquelas atuações maravilhosas. Infelizmente, nisso tudo, o elenco masculino acabou meio prejudicado. Os personagens tinham um desenho meio esquisito. Todos uns fracos, covardes. A começar pelo mocinho, Conrado. Sobressaíram-se Luis Mello e Osmar Prado [em excelente dobradinha com Rita Guedes].

Excelente texto, parabéns! Melão sempre mantendo o alto nível. Show!

Walter de Azevedo disse...

Eterna Magia é o meu segundo "fracasso preferido", só perdendo para O Amor Está No Ar. O que eu gostava era exatamente o clima soturno, pesado e que, infelizmente, afugentou o telespectador. Não gostei da leveza que veio depois e muito menos da mexicana nova abertura. No entanto, mesmo com as mudanças, a história continuou me cativando já que era muito bem escrita, tanto que Jhin foi chamada para ser titular em outra novela, Escrito nas Estrelas.
A parte técnica era impecável. Considero Eterna Magia, Força de Um Desejo e os Mais, as produções mais bonitas (esteticamente falando) da Rede Globo. Elenco fantástico, Cleyde Yáconis, Irene Ravache, Cássia Kiss, Malu, Eliane Giardini encantadora como Tia Pérola e Maria Flor me surpreendendo. A cena em que Conrado a abandona no altar é comovente.
Só um adendo. A novela não falava de Wicca e talvez isso tenha criado uma certa confusão no público. Eterna Magia falava da religião celta, anterior ao cristianismo.
Atração à parte, as belas tomadas da Irlanda (e aqui meu sangue fala mais alto hehe).
Ótimo texto!

P H Amorim disse...

Uma correção. Eterna Magia não começou no horário de verão. A trama estreiou em maio.

andre650 disse...

Olá, tudo bem? Adorei o texto! Sou um amante inverterado de TV, mas, estranhamente, é muito difícil uma novela das seis me prender do início ao fim. E Eterna Magia foi uma das poucas novelas das seis que o fizeram. Achei a trama fantástica, muito superior à segunda obra solo da autora, Escrito nas Estrelas. A primeira fase, mais sombria, era realmente melhor. O maior problema da segunda fase é que ela começou insegura, como se a autora ainda não soubesse direito que rumo dar à história. Mas, assim que ela se encontrou, a trama deslanchou. O que eu mais gostei de Eterna Magia foi justamente o fato de ela ser centrada na rivalidade entre duas irmãs, Nina e Eva, sem mostrá-las exatamente como mocinhas ou vilãs. Eva tinha ares de vilã no início, enquanto Nina era a típica mocinha. Quando o tempo passou, Eva acabou se arrependendo e busca o perdão da irmã. Esta, por sua vez, tornou-se mais dura. E, nos meados da trama, descobrimos que Nina era cúmplice de Peter no plano da falsa doença de Eva, e que Peter, afinal, é que era o grande vilão da história. Uma virada bastante ousada para o horário das seis, onde as histórias normalmente buscam delinear de forma clara o bem e o mal. Gostei de o autor do texto ter ressaltado o trabalho de Marcela Valente. Várias vezes já elogiei em meu blog o trabalho desta jovem atriz, em suas performances também em Belíssima, Beleza Pura, Cama de Gato e Passione. Mas sua Joyce, a adorável espevitada, é com certeza seu mais belo trabalho em TV. Irene Ravache esteve realmente fantástica como Loreta, e Cássia Kiss transformou sua Zilda em uma de minhas vilãs preferidas de telenovela. Foi um dos melhores trabalhos de Cássia na TV, mas como virou lugar comum criticar Eterna Magia, pouca gente percebeu isso. Parabéns ao autor do texto e ao blog pela "defesa" da bela novela que foi Eterna Magia. Defendi muito a trama em meu blog e sempre pensei que eu fosse voto vencido. Bom saber que não estou sozinho nessa, hehehe! Abraço!
André San - www.tele-visao.zip.net

! Marcelo Cândido ! disse...

O elenco dessa novela era muito bom mas faz tempo que vemos tramas que podem parecer interessantes pela complexidade ou contadas de jeito e tipo diferentes, mesmo assim, quem vê prefere o velho clichê!!!

Romulo Diniz disse...

Um fracasso magnífico,uma das melhores novelas da Elizabeth Jhin,que teve belos figurinos,cenários,atores novatos e veteranos que não desapontaram com seus personagens,uma história sombria mas bem feita,bem escrita com personagens bem feitos,que apesar das qualidades que teve,não agradou a boa parte do público e os críticos foram impiedosos,mas pra mim foi a melhor novela da autora,mas eu pergunto se a novela na opinião dos críticos foi ruim poruqe a Irene Ravache foi indicada ao Emmy Awards com a sua Loreta O'Neill,porque Malu Mader (uma das minhas atrizes favoritas) fez bonito na pele da Eva Sullivan,Cássia Kiss,Eliane Giardini,Clayde Yáconis,Thiago Lacerda,Maria Flor estiveram ótimos em seus papéis,uma novela como alguns dizem uma obra de arte incompreendida ou um fracasso magnífico que foi excelente de ver e eu adoraria rever de novo.

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