sexta-feira, 26 de março de 2010

Enfim, BBB.

Queridos, não é segredo pra ninguém que o reality em questão nunca foi dos meus programas favoritos. Até acho o formato bem legal, mas raramente encontro participantes e situações interessantes a ponto de me fazer acompanhar religiosamente como faz grande parte do país. No entanto, é praticamente impossível conviver no meio virtual sem se contaminar ou se influenciar pelas diferentes torcidas, uma mais apaixonada do que a outra, lembrando os tempos aúreos do rádio em que as torcidas das rainhas Marlene e Emilinha de degladiavam em defesa de sua favorita.
Como não sou expert no assunto, deixo a palavra com a roteirista Ana Paul, cujo comentário em uma lista de discussão da qual fazemos parte, me chamou muito a atenção pela concisão, objetividade e precisão. Não saberia explanar melhor sobre o assunto. Ana, querida, obrigado por permitir que eu compartilhasse suas ideias com meus amados leitores. Abaixo também há um link para o blog da AC (Autores de cinema), que contem um artigo do também roteirista Thiago Dottori. O artigo é imenso, mas vale a pena ler por completo. É inteligente e revelador.

Enfim, BBB por quem entende! Bon apetit:

"O BBB é uma narrativa, com personagens, protagonistas, coadjuvantes, figurantes, conflitos.
Mas nem sempre a visão de mundo que se extrai dessa fábula é controlável, ao contrário das dramaturgias que nós mesmos criamos.
O melhor BBB que teve foi o 7, aliás um modelo bem clássico. Mocinha é mal vista porque não segue modelos de conduta, é uma Elizabeth Bennet da Barra da Tijuca. Antagonistas conseguem separá-la do herói. Herói ainda vê seus aliados serem derrubados um a um, mas no final consegue derrubar os vilões, vence e fica com a mocinha.
O BBB atual, contudo, tem uma moral muito obtusa. Personagens são derrotados não porque se opuseram a um herói, eles caem pelas suas próprias características, tidas como inaceitáveis aos olhos do público: são gays, ninfomaníacas, pornógrafos. O herói não é, contudo, alguém de moral alta ou qualidades superiores, simplesmente representa um senso comum, cheio de preconceitos e idiossincrasias. Triste". (Ana Paul)

"O dia em que Dourado me deu uma aula de Shakespeare" , por Thiago Dottori:

Por fim, só tenho mais duas coisas a declarar:
1- Falta menos de uma semana pra acabar, graças a Deus! Poderemos voltar a cuidar das nossas próprias vidas!
2- Meu dedo cai, mas o Dourado sai! (ai, meu Deus, o BBB me pegou na reta final....)

5 comentários:

Walter disse...

Os unicos BBBs que assiti foi o primeiro, do do Jan Willis e o que a baiana Mara ganhou (nem me lembro BBB o que...). Ando lendo coisas que o Boninho anda falando no Twitter, que estão sendo divulgados no site da Globo, e só.

GUSTAVO GLOBAL disse...

Meu DEDO cai, mas o DOURADO ñ sai !
Minha torcida sempre foi pela LIA, mas torço pelo TRIO MONSTERS independente da posição de cada um, torço pelos 3 sairem abraçados ! E Vitor, PARABÉNS + uma vez pela publicação desse tema... Bem representado e discutido ! Só ñ podemos eskecer de citar q é algo VICIANTE, onde acaba gerando alguns FANÁTICOS pelo tal assunto... Abçs

aldeia disse...

Grande texto o seu. Thiago....simplesmente perfeita a sua análise...também havia enxergado como uma obra de ficção, assim como fez o próprio Dourado, comparando o programa à obra de Road Dhal, a Fantástica Fábrica...e eu ouso comparar a Entre Quatro paredes, do Sartre, com diálogos mais fraquinhos...rssss um abraço e parabéns!!!

Anônimo disse...

Já colou o dedo, ném? Rsrsrsr.

Beijo,
Robério.

O Vitor viu... disse...

Sim, Robério! Apenas duas gotinhas com o novo Super Bonder...kkkkkk!

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