terça-feira, 30 de novembro de 2010

Blogueiro convidado: Walter de Azevedo relembra o remake de Selva de Pedra.


Mais um querido amigo dá a sua contribuição ao melão. E esse não é um amigo qualquer: um verdadeiro queridão, que transcendeu a amizade virtual de listas e comunidades de discussões sobre teledramaturgia e se tornou um grande amigo, uma pessoa doce, amiga e generosa. Talentoso, engraçado, divertido, com um senso de humor inteligente e apuradíssimo (basta comprovar seguindo-o pelo twitter @WalterdeAzevedo ou visitando seu blog Histórias de Tatu), esse santista ainda vai longe, já que é um roteirista em potencial, cheio de talento. Para o melão, Walter escreveu sobre uma das novelas que povoam sua memória afetiva e suscita muita curiosidade entre os mais jovens: o remake de “Selva de Pedra”, de 1986. Walter contextualizou perfeitamente a novela à época em que foi exibida. Obrigado, queridão, pela contribuição de luxo. Confiram:

Na selva do remake...ou no remake da Selva.
Por Walter de Azevedo

Todos nós costumamos reclamar de dor de cabeça, mas não dá pra negar que algumas delas são ótimas. No final de 1985, a Rede Globo tinha uma dessas dores. O sucesso de Roque Santeiro deixava a emissora líder com um tremendo abacaxi nas mãos: Que novela poderia substituir a trama de Dias Gomes e Aguinaldo Silva e manter, ou pelo menos não perder tanto, os impressionantes números de audiência? Barriga de Aluguel de Glória Perez e até mesmo Cambalacho de Sílvio de Abreu, que acabou sendo exibida às 19h, foram cogitadas, mas a diretoria da Globo estava reticente. Finalmente chegaram à conclusão de que, pra substituir um sucesso arrebatador, apenas outro sucesso arrebatador. Foi assim que surgiu a idéia do remake de Selva de Pedra, sucesso de Janete Clair exibido originalmente entre 1972 e 1973.
  Refazer um clássico é um trabalho hercúleo e muitas vezes, ingrato. As comparações com o original sempre são feitas e, na maioria das vezes, a nova versão acaba perdendo. Isso pode acontecer porque realmente era melhor, porque as pessoas têm uma memória emotiva ligada ao original ou até mesmo porque o público já conhece aquela história e é ávido por coisas novas.
  Com um elenco recheado de estrelas como Tony Ramos, Christiane Torloni, Walmor Chagas, Maria Zilda, Stênio Garcia, Sebastião Vasconcelos e Nicete Bruno, além de rostos pouco conhecidos do público como Miguel Falabella e Fernanda Torres, esta já vencedora do prêmio de melhor atriz em Cannes pelo filme Eu Sei Que Vou Te Amar, o remake de Selva de Pedra estreou às 20h do dia 24 de fevereiro de 1986, e foi massacrado pela crítica e pelo público.
  Walter Avancini, um dos mais talentosos diretores que a televisão brasileira já teve, dessa vez pesou um pouco a mão na tentativa de atualizar a história. Um possível romance entre as personagens Fernanda (Christiane Torloni) e Cíntia (Beth Goulart), chocou o grande público, contribuindo ainda mais para a rejeição. Outro fator importante era a falta que o público sentia de Roque Santeiro, criando uma má vontade para com Selva de Pedra. A Globo tinha um barco afundando no horário nobre.



  Mas talento é algo imbatível e Janete Clair tinha de sobra. Após alguns ajustes na direção, que passou por várias mãos, a carpintaria da “maga das oito” começou a fazer diferença. Como resistir aos ganchos e entrechos melodramáticos que Janete Clair sabia criar com maestria? Como não torcer pela mocinha que, achando que o marido queria matá-la, escapa de um acidente e, tida como morta, assume outra identidade? Como não se deixar envolver pela moça rica que, abandonada no altar pelo homem que ama, enlouquece e passa a persegui-lo buscando vingança? Janete tinha o dom de criar as situações mais rocambolescas e inverossímeis e, mesmo assim, nos fazer acreditar que aquilo tudo era possível. Essa era a marca de Janete Clair.
  Aos poucos, Selva de Pedra conseguiu se firmar, conquistando uma boa audiência para o horário. Nada comparado ao fenômeno de Roque Santeiro ou aos ditos 100% conseguidos no capítulo 152 da primeira versão, mas o suficiente para que a Rede Globo pudesse respirar aliviada. Ao final da trama, a adaptadora Regina Braga, que havia trabalhado ao lado de Ellóy Araújo, disse saber desde o início, que enfrentariam uma batalha. Se ganhassem, os louros iriam para Janete, mas se perdessem, ela e Ellóy seriam os responsáveis. Talvez poucos saibam quem escreveu o remake de Selva, e isso já é uma reposta pra colocação de Regina.
  Muita gente ainda torce o nariz pra versão 1986 de Selva de Pedra. Confesso que, até hoje, é minha novela preferida. Falo isso como telespectador e não como alguém que pesquisa sobre o gênero. Sei que existem muitos títulos melhores, mas essa é a que me toca de uma forma especial. Talvez pelo talento de Janete, pelo brilho de Christiane Torloni (de quem me tornei fã), pela visceral interpretação de Miguel Falabella, ou pela cena, deliciosamente novelesca, de Fernanda Torres levantando de sua cadeira de rodas para abraçar Tony Ramos. Não sei. O fato é que Selva de Pedra é o meu clássico de Janete e que vai estar sempre na minha memória e na minha emoção.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“TELL ME MORE, TELL ME MORE...” – Pombinhos se reencontram


 Quem acompanha o blog de longa data, já deve ter lido alguns posts sobre “Só Você”, minha novela-fetiche dos anos 50. Já postei uma cena em que a mãe do protagonista confessa um segredo para sua confidente. Também já publiquei uma cena de um elegante chá de senhoras com torradas e hipocrisia. Agora me toquei que ainda não apresentei os protagonistas: Roberta e Gustavo. Os dois se conhecem logo no início do capítulo 1 em que ele a salva de um afogamento na praia. Essa última cena do capítulo marca o reencontro dos dois e é descaradamente inspirada na cena de “Grease” em que John Travolta e Olivia Newton-John, através da música “Summer Nights” falam um do outro para os amigos sem saberem que estão no mesmo colégio. Escrevi em 2007. Talvez escrevesse de outro jeito hoje. Mas para o post, preferi preservar as características originais. Espero que gostem.

CENA 44. COLÉGIO. QUADRA. Exterior. Dia/ COLÉGIO. PÁTIO. EXTERIOR. DIA.
QUADRA. GUSTAVO, DENIS E VINNY CHEGAM E ENCONTRAM CAMELO E ALEX. CUMPRIMENTAM-SE COM APERTOS DE MÃO TÍPICOS DE JOVENS DA ÉPOCA.
CAMELO             — Como é que foi ontem na praia?
DENIS                  — O Gustavo pescou uma sereia.
ALEX                   — Sério? Conta aí, Gustavo!
CORTA PARA PÁTIO. ROBERTA, ÉRICA E TATY CONTAM AS NOVIDADES PARA CAMILA E VIRGÍNIA.
CAMILA              — Érica, você não me engana. Tá com cara de quem aprontou na praia ontem.
TATY                    — Pra variar.
ÉRICA                  — Que nada! Quem tirou a sorte grande foi a Roberta.
VIRGÍNIA           — Roberta! Logo você?
ROBERTA           — (ENVERGONHADA) Érica, pra quê falar nisso?
CAMILA              — Ah, não! Começou, agora conta!
ÉRICA                  — Ela conheceu um rapaz na praia.
CAMILA              — Jura? E era bonito?
CORTA P/ QUADRA:
GUSTAVO           — A garota mais linda que eu já vi.
CAMELO             — Ela era boa mesmo?
GUSTAVO           — Sai fora, Camelo. Não é disso que eu tô falando.
ALEX                   — Ué, e não é isso que interessa?
GUSTAVO           — Vocês tão por fora! Tô falando que ela era diferente de todas as garotas que eu já conheci.
ALEX                   — E o que é que ela tinha de tão especial assim?
CORTA P/ PÁTIO:
ROBERTA           — Parecia um príncipe encantado. Lembro que eu tava me afogando e depois não lembro de mais nada. Quando abri os olhos, ele tava lá olhando pra mim.
VIRGÍNIA SUSPIRA. CAMILA E ÉRICA DÃO GRITINHOS. TATY OLHA COM DESDÉM.
TATY                    — Grande coisa! Uma cara de pobre...
ÉRICA                  — Inveja mata, hein Taty?
CAMILA              — Conta mais, conta. Vocês se beijaram?
CORTA P/ QUADRA:
GUSTAVO           — Não foi bem beijar. Tive que fazer respiração boca-a-boca pra ela acordar. Mas aquela boca era tão macia que eu até esqueci que era um salvamento.
CAMELO             — Parece coisa de cinema!
ALEX                   — Ela tem alguma amiga pra apresentar?
DENIS                  — O que? Só tinha brotinho! Uma mais bonita que a outra.
VINNY                 —Teve uma até que não resistiu ao charme do papai aqui. Tive que dar o que ela tava querendo.
RAPAZES GRITAM, ENCARNAM, DÃO CASCUDOS E DESCABELAM VINNY
DENIS                  — A sua sorte que o primo dela era gente boa, senão você tinha criado a maior confusão, isso sim.
CAMELO             — E aí, Guga? Pegou o telefone dela?
CORTA P/ PÁTIO:
ROBERTA           — Não. Vitor pegou a Érica de agarramento com um dos rapazes e ficou uma fera. Quis ir embora na hora. Nem consegui me despedir direito.
VIRGÍNIA           — Que pena. E agora?
CORTA P/ QUADRA:
GUSTAVO           — Agora eu não sei. (TRISTE) Nem sei onde ela está.
CORTA P/ PÁTIO:
ROBERTA           — Será que a gente vai se ver algum dia?
TOCA O SINAL. OS ALUNOS ENTRAM APRESSADOS. ROBERTA PERDE AS MENINAS DE VISTA E CAMINHA UM POUCO PERDIDA. ESBARRA NA MULTIDÃO DE ALUNOS. CADERNOS CAEM. ROBERTA SE ABAIXA PARA PEGAR O MATERIAL QUE CAIU NO CHÃO. QUANDO VAI PEGAR O ÚLTIMO CADERNO, VEMOS QUE UMA MÃO O PEGA ANTES. ROBERTA PERCEBE QUE FOI GUSTAVO QUEM PEGOU. OS DOIS SE OLHAM SURPRESOS.

FIM DO CAPÍTULO

Leia também:

UMA CENA CHAVE DE "SÓ VOCÊ": http://euprefiromelao.blogspot.com/2010/07/uma-cena-chave-de-so-voce.html

ELEGANTE CHÁ DE SENHORAS DOS ANOS 50: http://euprefiromelao.blogspot.com/2010/01/elegante-cha-de-senhoras-nos-anos-50.html

FLOR DE LÓTUS: http://euprefiromelao.blogspot.com/2010/05/flor-de-lotus.html 

                                                                                                                                            

sábado, 20 de novembro de 2010

Bate-papo com Glória Perez & Manoel Carlos

No ano em que a TV brasileira comemora seis décadas de existência, André Bernardo e Cintia Lopes, autores do livro "A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo", da Panda Books, têm o prazer de convidá-los para participarem de um bate-papo com os autores Glória Perez e Manoel Carlos na próxima segunda-feira, dia 22/11, às 19h, na Livraria da Travessa, do Shopping Leblon.

Dois dos maiores representantes do gênero no Brasil, Glória Perez e Manoel Carlos nunca se contentaram em simplesmente entreter o telespectador. Em suas novelas, eles gostam de difundir valores, debater temas e propor campanhas. Quem não lembra da campanha de "Laços de Família" sobre a doação de medula óssea? Ou, então, a de "O Clone", sobre dependência química?

No auditório da Livraria da Travessa do Shopping Leblon, Glória Perez e Manoel Carlos falarão sobre as principais campanhas de merchandising social, o critério para a escolha dos temas e o futuro da teledramaturgia brasileira. O público poderá participar do bate-papo através de perguntas.
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Serviço:
Evento: "O Merchandising Social e a Teledramaturgia Brasileira"
Convidados: Glória Perez & Manoel Carlos.
Dia: 22 de novembro de 2010 (segunda-feira).
Horário: 19h.
Onde: Livraria da Travessa - Shopping Leblon.
Endereço: Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon - 2º Piso.
Telefone: 3138-9600.
Entrada gratuita.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Blogueiro convidado: Raphael Scire e a metalinguagem em “Ti Ti Ti”.

                                                                                                                                                                                                           
                                                                                                                                                                                
Inaugurando o novo banner, o melão recebe mais um blogueiro convidado.



 Jornalista de São Paulo, de 22 anos, Raphael Scire é mais um noveleiro a colaborar com o melão. Fã de Sílvio de Abreu, Gilberto Braga e Maria Adelaide Amaral, Raphael elegeu a atual novela da autora citada como assunto de seu texto: a metalinguagem em “Ti Ti Ti”, que vem divertindo o público, sobretudo, os apaixonados por telenovelas como nós. Além de escrever muito bem, Raphael também é um ótimo papo pelo Twitter (@Raphael_Scire ). Quem seguir o rapaz não vai se arrepender. O melão agradece mais uma excelente colaboração. Como é bom ter amigos inteligentes...



A metalinguagem de Ti ti ti

Por Raphael Scire


A aposta da Rede Globo para recuperar a audiência na faixa das 19h não poderia ter sido mais certeira. O remake de Tititi e Plumas e Paetês, dois clássicos de Cassiano Gabus Mendes dos anos 1980, trouxe uma trama leve, romântica e bem humorada, tudo muito bem dosado por Maria Adelaide Amaral e equipe, que sabem a hora certa de carregar a tinta tanto na comédia como no drama.

É uma delícia ver Malu Mader (Suzana) segurar o riso nas cenas em que Jacques Leclair (Alexandre Borges) e Ari – o melhor papel de Murilo Benício na televisão até agora – disputam sua atenção. A Jacqueline de Claudia Raia é outro ponto de destaque. Surtada e adorável, é dona de frases cortantes, divertidas e alucinadas. Rodrigo Lopez (Chico) começou a novela algo que caricato, com forte sotaque paulistano, a acentuar sua profissão de motoboy. Aos poucos, foi ganhando a simpatia do público e suas cenas com Nicole (Elizângela) são hilárias.

Mas o que torna o remake de “Tititi” ainda mais emblemático do que o próprio original é a liberdade que a autora vem tendo para divertir o público, em especial os aficionados por telenovelas. Há, pelo menos, uma citação a outras novelas de sucesso por dia. Metalinguagem televisiva nunca vista antes.

Logo nos primeiros capítulos, quando Jorge Fernando fez uma participação como ele mesmo, Ari explicou a Chico quem era o diretor: “Jorge Fernando, Chico, aquele que dirigiu A próxima vítima”. A novela em questão, escrita por Silvio de Abreu, contou com a colaboração da própria Maria Adelaide.

Malu Mader em "Fera Radical": uma das mais frequentes citações da novela.

Jacqueline, por exemplo, é uma das que mais solta tais pérolas. Ela alfineta a “rival” Suzana chamando-a de Fera Radical, referência explícita à trama protagonizada por Malu Mader nos anos 1980. Em uma cena, ao comemorar o sucesso de Jacques Leclair, Jacqueline propõe um brinde entre ela e o amado. A empregada Rosário (Rosanna Viegas), animada, pede para participar e ouve da patroa: “Ih, olha a empregada querendo ter fala. Isso aqui não é novela do Manoel Carlos, não!”


Ari, ao explicar a Mabi (Clara Tiezzi) sua relação com Victor Valentim, comparou-a com a de Murilo Benício na novela “O Clone” (foto), em que o ator tinha dois papéis. Isso tudo, é claro, com enorme esforço de Benício para segurar o riso.


E não é só a novelas que são feitas referências. Thaysa (Fernanda Souza), na tentativa de conquistar Adriano (Rafael Zulu), disse ao rapaz que dançaria para ele, a fim de fazer com que ele deixasse de ser gay. Prontamente, ele respondeu que ela só dançaria na “Dança dos Famosos” do programa do Faustão. Explica-se: a atriz Fernanda Souza foi a campeã da última etapa do quadro. A dupla rendeu ainda mais risada aos nostálgicos telemaníacos. Adriano, ao ver que Thaysa chegava ao mesmo local onde ele estava soltou essa: “lá vem essa Chiquitita taradita”. Uma amostra de que a metalinguagem  de Ti ti ti não fica apenas nas produções da emissora.

Fernanda Souza nos tempos de "Chiquitita", novela do SBT.

Ti ti ti é um claro exemplo de que um verdadeiro clássico se faz com base em verdadeiros clássicos. A continuar assim, a trama de Maria Adelaide Amaral reserva inúmeras boas surpresas para nós, loucos por telenovelas.
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Leia também: "Ti Ti Ti: uma novela sem vergonha de ser novela
http://euprefiromelao.blogspot.com/2010/08/ti-ti-ti-uma-novela-sem-vergonha-de-ser.html
                                                                                                                                                                                                                                      

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Melão Express: Rapidinhas, mas saborosas – Ed. 11

                                                                                                                                                                                  
Ø AS CARIOCAS: UM GRANDE ACERTO



      Está sendo uma grata surpresa na grade de programação da Globo a série “As cariocas”. Anunciada desde o início do ano, ninguém deu muita atenção, mas foi só ir ao ar o episódio “A noiva do Catete” com Alinne Moraes, para termos a certeza de que se tratava de um biscoito finíssimo, de algo que, ao mesmo tempo, nos remetesse a um passado delicioso, mas com um quê de moderno. O produto é muitíssimo bem acabado do ponto de vista estético. A fotografia é moderna e deslumbrante, exala beleza, bom gosto e destaca as “belezas naturais” do programa, como sugere o narrador ao falar das protagonistas. O texto, baseado na obra de Sérgio Porto, às vezes, parece um pouco datado, tanto em alguns termos como “mulher honesta”, tanto em situações como assédio do patrão (hoje em dia um processo resolveria a questão). Mas é um porém muito pequeno se comparado às qualidades: agilidade, leveza, bom humor e sensualidade na dose certa. Cada episódio é diferente, mas ao mesmo tempo preserva a unidade da série. A narração de Daniel Filho é outro acerto. Aliás, que falta faz Daniel Filho à TV! O fato de gravar em locações da cidade maravilhosa lembra os antigos programas da Globo dos tempos pré-Projac. A série ainda não chegou nem em sua metade e já estou ansioso pelo DVD.


   Ø “POR UM FIO” É SÉRIO DEMAIS!

Quem acompanha “Por um fio”, versão brasileira do reality “Share Genious”, em que cabeleireiros disputam um prêmio, detecta as mesmas diferenças da versão original da versão brasileira de “America’s Next Top Model”. Não que o programa seja ruim, mas os brasileiros levam a sério demais esse tipo de competição. Nas versões americanas, os jurados são mais espirituosos, parecem se divertir e também divertem o público com seus comentários irônicos e engraçados. Já os brasileiros parecem sempre carrancudos e sempre fazem críticas muito severas e aborrecidas ao desempenho dos participantes, que saem tão arrasados e culpados como se tivessem cometido algum crime, tornando o programa pesado e tenso, no mau sentido. Talvez essa decepção dos jurados com relação aos participantes tenha a ver com a seleção: na versão americana, mesmo os piores cabeleireiros arrasam no visual. Aqui parece que todos só sabem fazer o mesmo tipo de cabelo. Não há ousadia. Não se sabe se a falta de criatividade vem do temor que os jurados causam. Só a apresentadora, Juliana Paes, é amistosa e transmite carisma e bom humor. Enfim, “Por um fio” é um bom programa, mas em relação ao original americano, ainda tem muito a caminhar.


Ø VILÃS COM TUDO NO “VIVA” ESSA SEMANA


Como já disse antes, o verdadeiro “Vale a pena ver de novo” está no canal Viva. E essa semana, especialmente, será um deleite, pois duas de nossas maiores vilãs vão estar com a corda toda. Enquanto em “Vale Tudo” a temida Odete Roitman (Beatriz Segall) está finalmente chegando e vai começar a aprontar das suas, à tarde em “Por amor”, a não menos terrível Branca Letícia de Barros Mota (Susana Vieira em estado de graça) vai acertar as contas com a dissimulada Isabel (a sempre ótima Cássia Kiss), com direito a luta corporal no solo e tesourada pra tudo o que é lado. E, claro, um texto fantástico e desempenho memorável das atrizes. Preparem seus gravadores e divirtam-se!

Ø AGUINALDO EM VERSÃO DIGITAL




E o intrépido Aguinaldo Silva não para de surpreender. Depois do sucesso do blogão e de ser presença constante em sites de relacionamento como Twitter e Facebook, o autor agora amplia seus domínios com um site: o “Aguinaldo Silva Digital”, um espaço super completo onde, além dos sempre inspirados textos do blog, também abriga entrevistas, enquetes, cenas de suas novelas e minisséries, dicas de livros, sites e links para outros blogs, dentre os quais, meu humilde melão está incluído. Estamos chiques, né? Enfim, mais um espaço para quem curte teledramaturgia, bom papo, diversão, cultura e o estilo único de Aguinaldo Silva. O melão deseja boa sorte, sucesso e vida longa para o “Aguinaldo Silva Digital”.

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Abraços a todos e até mais!!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Enfermeira, Eu prefiro melão!

                                                                                                                                                       
O MELÃO NOVAMENTE RESPONDE A PERGUNTA QUE INSISTE EM NÃO CALAR!

Apesar da célebre frase proferida por Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte) para sua enfermeira Elza (Zilda Cardoso) em “Meu bem meu mal” (1990/91) ter feito história na TV, muita gente ainda pergunta de onde eu tirei o título desse blog. Houve outros melões famosos em novelas como os de Tancinha (Claudia Raia) em “Sassaricando”, mas o de Dom Lázaro é imbatível.

Mesmo já tendo respondido essa pergunta, posto o vídeo abaixo da matéria do Video Show lembrando os 20 anos da novela. Para conhecer ou relembrar! E também minha eterna gratidão e homenagem ao grande Cassiano Gabus Mendes. Agora já posso dizer que o melão é nosso!!!

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